Guten Morgen

Episódios

110: Grécia Antiga e Antigo Testamento - com Clístenes Hafner

Senso Incomum: sensoincomum.org Facebook: https://www.facebook.com/sensoincomumorg Twitter: https://twitter.com/sensoinc Instagram: https://www.instagram.com/senso.incomum Seja membro do Brasil Paralelo: https://bit.ly/3d8Wleh GUTEN MORGEN GO - Primeira Guerra Mundial: https://go.sensoincomum.org Assine a revista do Senso Incomum: Apoia.se: https://apoia.se/sensoincomum Patreon: https://www.patreon.com/sensoincomum Livraria Senso Incomum: https://livraria.sensoincomum.org Livro "Inquérito do fim do mundo - O apagar das luzes do Direito Brasileiro", organizado por Cláudia Piovezan: https://livraria.sensoincomum.org/inquerito-do-fim-do-mundo Camisetas e canecas Senso Incomum na Vista Direita: https://www.vistadireita.com.br/categoria/senso-incomum/ Faça seu currículo na CVpraVC: https://www.sensoincomum.cvpravc.com.br Curso "Ciência, Ideologia e Política em Eric Voegelin", de Flavio Morgenstern no Instituto Borborema: https://institutoborborema.com/produto/curso-ciencia-politica-e-ideologia-em-eric-voegelin/ Curso "Infowar: Linguagem e Política", de Flavio Morgenstern, no Instituto Borborema: https://institutoborborema.com/2017/05/08/curso-infowar-linguagem-e-politica/ Trashin para gestão de resíduos da sua empresa: https://trashin.com.br/sensoincomum/ Loja Marbella Infantil de roupas para seus pequenos (também no Instagram): marbellainfantil.com.br http://instagram.com/marbellainfantil ⚓ Guten Morgen, Brasilien! Vocês pediram, vocês imploraram, vocês encheram o saco: um episódio especial só sobre os nossos dois temas preferidos está no ar! E para falar de Grécia Antiga e Antigo Testamento no seu podcast preferido, trouxemos nada menos do que o Magister Clístenes Hafner Fernandes, professor de latim na Schola Classica, do Instituto Hugo de São Vitor! Nessa conversa com o Magister Clístenes, abandonaremos a política cotidiana e vamos ao que realmente importa ler na vida: os maiores clássicos da humanidade. Sobretudo do Antigo e Novo Testamento e da Grécia Antiga: sabemos que quase tudo o que veio depois é plágio. Aqui você vai aprender a se introduzir ao mundo dos homens adultos e cultos de verdade: o mundo da Ilíada e da Odisséia de Homero, do Antigo e do Novo Testamento da Bíblia, com ainda incursões pelos poemas de Hesíodo (como A Teogonia e Os Trabalhos e os Dias), a tragédia grega trabalhando seus mitos para uma Atenas já urbana e desenvolvida, além da Eneida de Virgílio – auge da produção intelectual e poética latina –, a Divina Comédia de Dante e outros clássicos. Nosso Magister Clístenes vai inclusive tirar a maior dúvida de nossos ouvintes: como começar a ler estes grandes clássicos? Afinal, ninguém larga O Antagonista em um dia e está conseguindo decifrar os hexâmetros datílicos homéricos no dia seguinte. Parece até grego. E pior: é grego mesmo! Um episódio só sobre nossos temas preferidos – todo mundo já sabe que usamos qualquer coisa como desculpa para falar de Grécia Antiga e Antigo Testamento – era o que você mais esperava – e nós sabemos disso! A produção é de David Mazzuca Neto e Filipe Trielli na Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger. Guten Morgen, Brasilien!

109: Pós-capitalismo – The great reset

Senso Incomum: sensoincomum.org Facebook: https://www.facebook.com/sensoincomumorg Twitter: https://twitter.com/sensoinc Instagram: https://www.instagram.com/senso.incomum Seja membro do Brasil Paralelo: https://bit.ly/3d8Wleh GUTEN MORGEN GO - Primeira Guerra Mundial: https://go.sensoincomum.org Assine a revista do Senso Incomum: Apoia.se: https://apoia.se/sensoincomum Patreon: https://www.patreon.com/sensoincomum Livraria Senso Incomum: https://livraria.sensoincomum.org Livro "Inquérito do fim do mundo - O apagar das luzes do Direito Brasileiro", organizado por Cláudia Piovezan: https://livraria.sensoincomum.org/inquerito-do-fim-do-mundo Camisetas e canecas Senso Incomum na Vista Direita: https://www.vistadireita.com.br/categoria/senso-incomum/ Faça seu currículo na CVpraVC: https://www.sensoincomum.cvpravc.com.br Curso "Ciência, Ideologia e Política em Eric Voegelin", de Flavio Morgenstern no Instituto Borborema: https://institutoborborema.com/produto/curso-ciencia-politica-e-ideologia-em-eric-voegelin/ Curso "Infowar: Linguagem e Política", de Flavio Morgenstern, no Instituto Borborema: https://institutoborborema.com/2017/05/08/curso-infowar-linguagem-e-politica/ Trashin para gestão de resíduos da sua empresa: https://trashin.com.br/sensoincomum/ Loja Marbella Infantil de roupas para seus pequenos (também no Instagram): marbellainfantil.com.br http://instagram.com/marbellainfantil ⚓ Guten Morgen, Brasilien! Enquanto as pessoas no rés-do-chão debatem esquerda e direita, com termos imprecisos ou falsificados, tomados de assalto da alta ciência política e escangalhados no baixo reino do jornalismo e das contendas panacas de redes sociais, lá nas altíssimas esferas, entre as pessoas que mandam no mundo, o capitalismo sofre o que está sendo chamado de the great reset. Antes que as agências de censura travestidas de auto-intitulado “fact-checking” venham chamar isso de “teoria da conspiração” com sua falta de cultura, entendamos: a revista Time, uma das revistas mais influentes do mundo, fez uma edição especial chamada justamente de The Great Reset, advogando por uma reforma do capitalismo depois de 2020, o ano da peste chinesa. E não é uma escolha de editores, ou uma teoria qualquer que será ignorada duas semanas depois, ou uma mudança de pouca monta, como um imposto ou uma lei de inclusão de mulheres em cargos de CEO: pelo contrário, são as pessoas mais ricas e poderosas do mundo, como Klaus Schwab, líder do Fórum Econômico Mundial, os CEOs do Walmart e do Mercado Libre, Tony Blair, a família real britânica, os donos da Sompo Holdings, a chefe do FMI e outras figuras desta jaez falando abertamente em mudar o capitalismo depois da peste chinesa. E o alvo, é claro, é cultural e de controle, sobretudo da internet. Para liberais que ainda acreditam que a luta é entre mercado e Estado (sem nunca perceber que o mesmo agente está dos dois lados desde que o mundo é mundo), o prognóstico é de que o propalado great reset está propondo justamente um controle de deixar os comunistas com inveja da vida pública, mas feito por megacorporações privadas. Também comentamos quem analisou o capitalismo da única forma aceitável para quem quer uma discussão séria: de maneira filosófica. Falamos de G. K. Chesterton e sua teoria do distributismo, que nada tem a ver com teorias “distributivistas” de socialistas e da social-democracia. Afinal, o mundo e os sistemas políticos e econômicos não serão nem um pouco parecidos com o que foram a partir de 2020 – e simplesmente ninguém está discutindo isso. Não deixe de ler seu livro Um Esboço de Sanidade – Pequeno Manual do Distributismo, na Livraria do Senso Incomum: https://livraria.sensoincomum.org/um-esboco-da-sanidade A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto na Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger. Guten Morgen, Brasilien!

108: O espectro Trump

Senso Incomum: sensoincomum.org Facebook: https://www.facebook.com/sensoincomumorg Twitter: https://twitter.com/sensoinc Instagram: https://www.instagram.com/senso.incomum Seja membro do Brasil Paralelo: https://bit.ly/3d8Wleh GUTEN MORGEN GO - Primeira Guerra Mundial: https://go.sensoincomum.org Assine a revista do Senso Incomum: Apoia.se: https://apoia.se/sensoincomum Patreon: https://www.patreon.com/sensoincomum Livraria Senso Incomum: https://livraria.sensoincomum.org Livro "Inquérito do fim do mundo - O apagar das luzes do Direito Brasileiro", organizado por Cláudia Piovezan: https://livraria.sensoincomum.org/inquerito-do-fim-do-mundo Camisetas e canecas Senso Incomum na Vista Direita: https://www.vistadireita.com.br/categoria/senso-incomum/ Faça seu currículo na CVpraVC: https://www.sensoincomum.cvpravc.com.br Curso "Ciência, Ideologia e Política em Eric Voegelin", de Flavio Morgenstern no Instituto Borborema: https://institutoborborema.com/produto/curso-ciencia-politica-e-ideologia-em-eric-voegelin/ Curso "Infowar: Linguagem e Política", de Flavio Morgenstern, no Instituto Borborema: https://institutoborborema.com/2017/05/08/curso-infowar-linguagem-e-politica/ Trashin para gestão de resíduos da sua empresa: https://trashin.com.br/sensoincomum/ Loja Marbella Infantil de roupas para seus pequenos (também no Instagram): marbellainfantil.com.br http://instagram.com/marbellainfantil ⚓ Guten Morgen, Brasilien! Um espectro ronda a América – e o mundo: o espectro de Donald Trump! A mídia passou a última semana inteira comemorando (literalfando famente) a “vitória” de Joe Biden, dada pela… própria mídia. De repente, o assunto mudou, o tom abaixou, a festa da vitória pareceu os 40 segundos de comemoração do título de Felipe Massa. Donald Trump está no páreo. Mais do que isto, está com belíssimas chances, e com uma tranqüilidade invejavelmente assustadora. Mas, muito mais do que isto, o que significa a presidência Trump – e um segundo mandato do orange man – no mundo da cultura de cancelamento, das políticas identitárias, dos auto-declarados “Antifa”, de agências de suposto “fact-checking” contra hipotéticas “fake news” e das celebridades podres de ricas, algumas com sérios problemas com pedofilia? Curiosamente, quem deu uma chave de leitura bem curiosa para se enxergar este começo de século XXI foi um alemão chamado Karl Marx. Foi o criador do moderno comunismo que afirmou que o capitalismo traria consigo a sua própria ruína, porque “os pobres ficariam cada vez mais pobres, e os ricos cada vez mais ricos”. Que os pobres apenas não faziam a revolução e instaurariam a ditadura do proletariado porque estavam inertes, sem “consciência de classe”, porque estavam enganados pela “ideologia do capital”. No tempo de vida de Marx, bem ao contrário de sua logorréia, os pobres ficaram cada vez mais ricos, sem que os ricos perdessem dinheiro (riqueza se cria, não apenas se transfere). Marx, portanto, acreditava que o século XX seria o século do comunismo. Pelo contrário, enquanto todos os estudantes de abstrações e teorias de imaginário falavam tanto em revolução, na vida real, no mundo concreto e pontiagudo, a América foi o grande país do globo, sobretudo a partir do último ano da Primeira Guerra Mundial. Como fica o pensamento da esquerda hoje, pós-queda do Muro de Berlim, pós-Lula, pós-Trump? Exatamente com o que todos os seus contatos de WhatsApp têm contra Donald Trump: a idéia de que… mesmo ricos, mesmo livres, mesmo mais poderosos, estamos sendo enganados pela mesma estrutura descrita por Marx, agora travestida de “racismo estrutural”, “colonialismo”, “sociedade patriarcal”, “interseccionalidade”, “homofobia”, “obscurantismo religioso” ou a caçula da família das desculpas estúpidas, “fake news”.

107: A vachina não é uma vacina

Senso Incomum: sensoincomum.org Facebook: https://www.facebook.com/sensoincomumorg Twitter: https://twitter.com/sensoinc Instagram: https://www.instagram.com/senso.incomum Seja membro do Brasil Paralelo: https://bit.ly/3d8Wleh GUTEN MORGEN GO - Primeira Guerra Mundial: https://go.sensoincomum.org Assine a revista do Senso Incomum: Apoia.se: https://apoia.se/sensoincomum Patreon: https://www.patreon.com/sensoincomum Livraria Senso Incomum: https://livraria.sensoincomum.org Livro "Inquérito do fim do mundo - O apagar das luzes do Direito Brasileiro", organizado por Cláudia Piovezan: https://livraria.sensoincomum.org/inquerito-do-fim-do-mundo Camisetas e canecas Senso Incomum na Vista Direita: https://www.vistadireita.com.br/categoria/senso-incomum/ Faça seu currículo na CVpraVC: https://www.sensoincomum.cvpravc.com.br Curso "Ciência, Ideologia e Política em Eric Voegelin", de Flavio Morgenstern no Instituto Borborema: https://institutoborborema.com/produto/curso-ciencia-politica-e-ideologia-em-eric-voegelin/ Curso "Infowar: Linguagem e Política", de Flavio Morgenstern, no Instituto Borborema: https://institutoborborema.com/2017/05/08/curso-infowar-linguagem-e-politica/ Loja Marbella Infantil de roupas para seus pequenos (também no Instagram): marbellainfantil.com.br http://instagram.com/marbellainfantil ⚓ No seu podcast preferido, explicamos algo que vai confundir os 2 neurônios dos crentes na "ciência" da Folha e da Globo: a vacina anti-peste chinesa não é uma vacina. Ah, e sabe o MBL? Então... Guten Morgen, Brasilien! Seu podcast preferido hoje realiza um sonho (do autor, não seu): liderar uma turba enfurecida! E tudo isso por conta da vaChina, como foi chamada a vacina chinesa Sinovac, que será enfiada goela abaixo, ou braço abaixo, por João Doria, o maior amante do Partido Comunista Chinês no Brasil, que quer ir contra a Constituição (inclusive com apoio de quem deveria por ela zelar) e ter o poder de obrigar a população a fazer parte de um experimento de cientistas malucos! Óbvio que no reino dos mocorongos, logo se replica, dorso da mão à cintura e pézinho a fustigar violentamente o assoalho, que ser contra uma vacina é ser contra “a ciência”. Que seria mera “teoria da conspiração” antivax. Ou, como é comum nestes dias que correm, acionar quem realmente tem poder de mando no país: agências de suposto fact-checking e um certo tribunal, para proibir que as pessoas simplesmente discutam o tema, pois é assim que a ciência funciona, não é mesmo? Mas mostramos aqui uma argumentação filosófica, científica e para os cobras, não para a camorra ignara que lê piauí e Jacobin e acredita em Atila Iamarino: a vacina (e não falamos apenas da chinesa: mesmo a de Oxford, a russa ou o raio que for!) é mesmo uma vacina? Ou uma coisa BEM DIFERENTE do que foi enfiado em nossas goelas, braços e bumbuns até hoje com o nome de “vacina”? É muito fácil aparecer a mesma caterva de sempre, como PSOL, PDT, tucanos como Doria e Aécio Neves, defendendo o “direito à vacinação”, como se isso estivesse em alguma lei e, ehrr, fizesse sentido. Mas mesmo que levemos a sério as belíssimas e puríssimas intenções do Partido Comunista Chinês (aquele dos 60 milhões de mortos e do massacre da Praça da Paz Celestial, para quem pensa por imagens), essa droga feita às pressas, a toque de caixa, pelo mesmo país que legou ao mundo a peste negra e a peste chinesa, pode ser chamada de vacina? Faz sentido um político ter o direito de obrigar sua população a ser COBAIA de um experimento, perdendo todos os seus direitos (ou seja, virando a China comunista), só porque João Doria e Aquele Triunal querem? E falando em Doria, também comentamos os métodos de um certo MBL, que está sendo investigado pelo MP pelas suas movimentações financeiras, digamos, “estranhas”. Inclusive com nomes de entidades chinesas envolvidas.

106: Quem checa os checadores?

Senso Incomum: sensoincomum.org Facebook: https://www.facebook.com/sensoincomumorg Twitter: https://twitter.com/sensoinc Instagram: https://www.instagram.com/senso.incomum Seja membro do Brasil Paralelo: https://bit.ly/3d8Wleh GUTEN MORGEN GO - Primeira Guerra Mundial: https://go.sensoincomum.org Assine a revista do Senso Incomum: Apoia.se: https://apoia.se/sensoincomum Patreon: https://www.patreon.com/sensoincomum Livraria Senso Incomum: https://livraria.sensoincomum.org Livro "Inquérito do fim do mundo - O apagar das luzes do Direito Brasileiro", organizado por Cláudia Piovezan: https://livraria.sensoincomum.org/inquerito-do-fim-do-mundo Camisetas e canecas Senso Incomum na Vista Direita: https://www.vistadireita.com.br/categoria/senso-incomum/ Faça seu currículo na CVpraVC: https://www.sensoincomum.cvpravc.com.br Curso "Ciência, Ideologia e Política em Eric Voegelin", de Flavio Morgenstern no Instituto Borborema: https://institutoborborema.com/produto/curso-ciencia-politica-e-ideologia-em-eric-voegelin/ Curso "Infowar: Linguagem e Política", de Flavio Morgenstern, no Instituto Borborema: https://institutoborborema.com/2017/05/08/curso-infowar-linguagem-e-politica/ Trashin para gestão de resíduos da sua empresa: https://trashin.com.br/sensoincomum/ Loja Marbella Infantil de roupas para seus pequenos (também no Instagram): marbellainfantil.com.br http://instagram.com/marbellainfantil ⚓ Guten Morgen, Brasilien! Enquanto as pessoas sem cultura (ou seja, que não ouvem o Guten Morgen, o seu podcast preferido) discutem ninharias nas redes sociais achando que são coisas importantes, nós, os cobras, sabemos que a notícia mais chocante sem mortes do século foi a censura disfarçada de suposto "fact-checking" (ou falta de) da reportagem do New York Post sobre os negócios escusos do filho de Joe Biden, Hunter Biden, alegando poder ser uma tal de "fake news", o termo que todos os bocós aprenderam a repetir obedientemente para se sentirem inteligentes, filosóficos e científicos. Agências de suposto e auto-intitulado "fact-checking" são exatamente o Big Brother do 1984 de George Orwell: burocratas com interesses políticos (e partidários) querendo dizer o que é verdade por nós. Ou seja, controle totalitário. Ou seja, censura. Ou seja, o que todo tirano e genocida no mundo quis: uma agência de fact-checking para escolher "checar" só o que os outros dizem, e proibir ou menosprezar a sua circulação. Agências mentirosas como Lupa, Aos Fatos, UOL Verifica, Estadão Verifica, Boatos e outras espalham fake news a rodo, como já demonstramos neste Senso Incomum e vamos continuar checando. Mas elas retiram seu garbo de dois fatores completamente totalitários: o poder de controlar as informações que circulam e a repetição robótica e bovina pela população dos termos que eles escolhem tratar como grandiosos – como "fascista" não colou, lá vem fake news pra cá e fact-checking pra lá, fazendo os trouxas acreditarem que viraram reis-filósofos por aprenderem a obedecer gente poderosa querendo controlar o mundo. Isso não significa a defesa de fake news, tal como criticar o Big Brother is watching you de Orwell não significa a defesa da mentira: significa a crença de que a liberdade e o pensamento racional, filosófico, técnico e científico é sempre melhor do que a crença ideológica no controle e na censura, ainda que travestida de nomes chiquezinhos nos quais o rebanho acredita e repete goebbelsianamente. Em outras palavras: a reportagem foi censurada antes de passar por uma suposta agência de auto-intitulado fact-checking. Nem mesmo a desculpa mais estúpida já inventada para a censura foi usada: tratou-se de censura no modelo mais brega, autoritário e desabrido de todos, tentando esconder uma reportagem antes de passar por uma agência de suposto fact-checking, por saber que era uma reportagem que prejudicaria Joe Biden.

105: O inquérito do ███ - com Cláudia Piovezan e Ludmila Lins Grilo

Senso Incomum: http://sensoincomum.org/ Facebook: https://www.facebook.com/sensoincomumorg Twitter: https://twitter.com/sensoinc Instagram: https://www.instagram.com/senso.incomum Seja membro do Brasil Paralelo: https://bit.ly/3d8Wleh Livro "Inquérito do fim do mundo - O apagar das luzes do Direito Brasileiro", organizado por Cláudia Piovezan: https://livraria.sensoincomum.org/inquerito-do-fim-do-mundo Curso "Ciência, política e ideologia em Eric Voegelin", com Flavio Morgenstern, no Instituto Borborema: https://institutoborborema.com/produto/curso-ciencia-politica-e-ideologia-em-eric-voegelin/ GUTEN MORGEN GO - Primeira Guerra Mundial: https://go.sensoincomum.org Assine a revista do Senso Incomum: Apoia.se: https://apoia.se/sensoincomum Patreon: https://www.patreon.com/sensoincomum Livraria Senso Incomum: https://livraria.sensoincomum.org Camisetas e canecas Senso Incomum na Vista Direita: https://www.vistadireita.com.br/categoria/senso-incomum/ Faça seu currículo na CVpraVC: https://www.sensoincomum.cvpravc.com.br Guten Morgen, Brasilien! Como a nossa democracia é plena e garante completamente a nossa liberdade, o que nenhum outro modelo permite, e como as instituições estão funcionando para garantir que nunca teremos nenhuma preocupação com perseguições políticas, podemos falar com tranquilidade do inquérito do ███, e para isso chamamos as doutoras Cláudia Piovezan, promotora de Justiça de Londrina, organizadora do livro Inquérito do fim do mundo: O apagar das luzes do direito brasileiro, e a juíza Ludmila Lins Grilo, também autora do livro e já se tornando habitué do Guten Morgen, o seu podcast preferido! Nessa conversa comentamos sobre o livro Inquérito do fim do mundo, mas não apenas sobre ele. As doutoras Cláudia e Ludmila comentam como o inquérito realizado pelo ███ e presidido por █████████ ██ ██████ garante a plena liberdade do Brasil, afinal é exatamente esta a função do ███! E como nossas instituições e quem as preside são o maior bem que temos em vida – diríamos, em toda a Eternidade! – o inquérito 4.781, que já mandou quebrar sigilos, fez buscas e apreensões e mandou até prender pessoas com críticas aos ocupantes do ███ é a melhor coisa do mundo! O atributo alt desta imagem está vazio. O nome do arquivo é brasil-paralelo-cursos.png Aprenda mais e irrite seus amigos inscrevendo-se no Brasil Paralelo Graças ao inquérito, que caça fake news, que nem são definidas, e nem sequer estão em Código Penal algum, mas o ███, que cuida tão bem de nós, já fez até mesmo o trabalho de definir por nós o que é crime e o que enseja busca e apreensão e prisão, garantindo a nossa liberdade e viva a democracia! Além disso, o ███ cuida de acabar com o "discurso de ódio", que também não está definido em lugar nenhum, mas é tratado como qualquer conteúdo crítico ao ███, que é democrático e não odeia nada nem ninguém. Como discordar do inquérito e do ███ é anti-democrático, para garantir a liberdade democrática o inquérito vai acabar com a liberdade de quem não é democrático, o que só o próprio ███ pode definir por nós. Afinal, la démocratie est le ███. E todos os jornalistas concordam, então, não poderíamos estar mais seguros. Se tem alguém que sabe o que é democracia e não gosta de tirano é jornalista. Jornalista nunca praticaria censura, por exemplo. São a melhor fonte do Direito. O inquérito do ███ foi fundado com base no artigo 43 do Regimento Interno do ███, que garante que qualquer crime cometido dentro e nas dependências do ███ será investigado pelo próprio ███. O Regimento Interno foi feito bem antes da Constituição de 88, mas o ███ é que entende do que é democrático numa democracia democraticamente consolidada. Além disso, o ministro ███████ definiu que, numa era digital, o ███ está em todo lugar, então democraticamente as críticas, o "discurso de ódio" ao ███ está proibido para garantir nossas liberdades! E tome busca e apreensão e prisão comemoradas por jornalistas! Viva o Estadodemocráticodedireito!

104: Como resgatar a liberdade no Brasil

Seja membro do Brasil Paralelo e irrite jornalistas: https://bit.ly/3d8Wleh Livro Inquérito do fim do mundo - O apagar das luzes do Direito Brasileiro: https://livraria.sensoincomum.org/inquerito-do-fim-do-mundo Faça seu currículo com a CVpraVC: https://sensoincomum.cvpravc.com.br/ Loja Vista Direita: https://www.vistadireita.com.br/categoria/senso-incomum/ Patreon: https://www.patreon.com/sensoincomum Apoia.se: https://apoia.se/sensoincomum YouTube: https://youtube.com/sensoincomumoficial Instagram: https://www.instagram.com/senso.incomum/

103: Por que ler os clássicos na crise - com Diogo Fontana

Seja membro do Brasil Paralelo: https://site.brasilparalelo.com.br/seja-membro/?src=91492b9dc0fe420a952402bd4816bec1& Livraria Senso Incomum: https://livraria.sensoincomum.org/ Curso Jordan Peterson - Entre a Ordem e o Caos: http://olivertalk.com/curso-jordan-peterson/?ref=J32519121W Faça seu currículo com a CVpraVC: https://sensoincomum.cvpravc.com.br/ Loja Vista Direita: https://www.vistadireita.com.br/categoria/senso-incomum/ Guten Morgen, Brasilien! Em meio à maior crise política, econômica, de valores e de própria definição do Ocidente, uma pergunta inquieta as pessoas cultas, inteligentes, sábias, bonitas, marombadas e de peito peludo em cima de suas Harleys: qual grande clássico da literatura devemos ler hoje? E nada melhor do que convidar um editor de literatura barra pesada, o grande Diogo Fontana, da editora Danúbio, para responder esta questão! Ok, pessoas diminutas, com QI deficiente e que bebem cerveja aguada estão preocupadas com o Bolsonaro. Com a última nota do Antagonista ou a última coluna da Folha. Mas nós, pessoas lindas, simpáticas, admiradas e doutas sabemos que nem o mais conturbado dos presentes tem muito valor diante da imensidão da Eternidade. E foi na tribulação dos piores períodos da história que a melhor das literaturas surgiu. Ninguém se lembra hoje quem são os Antagonistas e colunistas da Folha da época. Mas lembramos de Dante pensando na Eternidade no meio das guerras familiares e corrupção sodômica de Florença. Também lembramos de Dostoievsky no mar de revoluções dos últimos anos do tsarismo, sem sequer conhecer os jornalistas e as pessoas que ficavam no Twitter da época comentando tretinhas como se fosse a coisa mais importante do Universo. Sabemos quem são Shakespeare e Cervantes, mas não sabemos quais eram as fofocas do período elisabetano ou do início da modernidade espanhola.  E afinal, pelo que é que nós, pessoas másculas, invejadas, geniais e exagerando no grau sexy lutamos? Não é pelos valores eternos, e não pela última modinha no Twitter? Pela alta cultura, e não por meia dúzia de -ismos e -fobias de comedores de soja, espectadores do Felipe Neto, leitores de Djalmira e ouvintes de Anitta?  Diogo Fontana aproveita essa turbulenta crise justamente para falar dos clássicos - e por  que devemos falar mais de clássicos e menos de pessoas desimportantes, que nunca serão clássicos - e mesmo nunca lerão os clássicos, que devem ser o grande tema das nossas conversas. Ligue o som, eleve a linguagem, aprecie um bom vinho, puxe bastante ferro - e seja clássico e esteja em diálogo com os clássicos, ao contrário daquele povo esquisito e malcheiroso que lê revista piauí, fala gírias de retardado, fuma maconha e não ouve o Guten Morgen. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto na Panela Produta, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!

102: Por uma CPI do MBL

Livro Inquérito do fim do mundo - O apagar das luzes do Direito Brasileiro: https://livraria.sensoincomum.org/inquerito-do-fim-do-mundo Patreon: http://patreon.com/sensoincomum Apoia.se: https://apoia.se/sensoincomum Filie-se ao Brasil Parelelo: https://go.brasilparalelo.com.br/campaign/91492b9d-c0fe-420a-9524-02bd4816bec1 Guten Morgen, Brasilien! Após longas férias, o seu podcast preferido está de volta, chutando bundas e pronto para te tornar uma pessoa mais inteligente e te fazer perder mais amigos! E desta vez, aprofundará a perda de amigos que caíram no isentismo (o centrão gourmet) e que, em tempos recentes, se mostraram uma ameaça à liberdade no Brasil ainda pior do que os arroubos do PT. E vamos propor de cara a única coisa que enxergamos que pode melhorar o país: uma CPI do MBL. Membros do MBL, o Movimento Brasil Livre, foram alvos de busca e apreensão recentemente, mostrando que o Ministério Público estava de olho e bastante desconfiando de um movimento que, supostamente, não tem fins lucrativos, mas recebe doações intermitentes de Alessander Mônaco por superchat de maneira estranha, e tem movimentações financeiras não-declaradas, na melhor das hipóteses, suspeitas. Alessander Mônaco recebia quase R$ 90 mil mensais de sua empresa, mas fez concurso para uma vaga que rendia apenas R$ 6 mil, e doava praticamente o salário inteiro para o MBL. Ainda por cima: trabalhava destruindo arquivos de Estado... Mas mais do que qualquer erro com a infernal burocracia brasileira, parece haver um modus operandi no MBL, que se assemelha perigosamente com o método de lavagem de dinheiro de muitos criminosos financeiros. O MBL, afinal, se recusa a abrir suas contas e foge dessa questão como o diabo da cruz. Por que o MBL tem tanto medo de revelar suas movimentações e doações?  Também vimos o MBL fazer evento com João Doria. Com ministro de Michel Temer. Com jornalistas e amigos de jornalistas que subiram a carreira com a gestão de João Doria. E com o próprio Michel Temer! Isso sem falar na figura emblemática do MBL: Carlos Afonso, o "Luciano Ayan". Foi nosso herói Afonso que produziu relatórios que, como ele se jacta, foram usados na CPMI das Fake News para perseguir adversários, ensejando buscas e apreensões e até prisões de pessoas que cometeram o crime de serem amigas umas das outras e não gostarem do Afonso. Preso na mesma operação que prendeu Alessander Mônaco, "Luciano Ayan", além de movimentar quase um milhão sem declarar, é o criador da teoria da conspiração de que existiria um "gabinete do ódio", ou "milícias virtuais" ou uma "seita política" ou coisas do tipo, que foram tratadas como a maior verdade factual do planeta, sendo acreditada e espalhada por jornalistas como José Fucs e Felipe Moura Brasil.  É por isso que existe inquérito no STF (compre o livro Inquérito do fim do mundo - O apagar das luzes do Direito Brasileiro: https://livraria.sensoincomum.org/inquerito-do-fim-do-mundo). É por isso que existe CPMI das Fake News, para perseguir opiniões políticas. É por isso que criam mecanismos de controle em redes sociais. E, conforme revelamos com exclusividade (https://sensoincomum.org/2020/08/14/mp-pede-investigacao-de-luciano-ayan-por-possivel-posse-de-pornografia-infantil/). Afonso "Luciano Ayan" fez relatórios para a CPMI das Fake News que foram usados pelo ex-ator pornográfico Alexandre Frota, que recomendou filmes pornográficos e espalhou fake news sobre Olavo ed Carvalho na própria CPMI. Quer mais motivo para outra CPI ou CPMI para investigar o MBL e, sobretudo, os seus tentáculos e influência? A produção é de Felipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier.

101: UFC Brasília – Moro vs Bolsonaro

Absolutamente nada até hoje dividiu tão fortemente a direita quanto o pedido de demissão de Sérgio Moro, acusando Bolsonaro de crimes. Ouça o que passou batido no seu podcast preferido! Guten Morgen, Brasilien! Enquanto os grandes eventos esportivos não retornam as atividades normais para realmente dividir o país, ao menos as últimas semanas mostraram que o Brasil tem a quarentena com mais emoções do planeta Terra, graças ao UFC Brasília: Sérgio Moro x Jair Bolsonaro! O ex-juiz e agora ex-ministro Moro, um gigantesco símbolo da luta anti-corrupção no país, foi colocado no governo Bolsonaro como ministro da Justiça exatamente para delinear as políticas contra a corrupção e o crime organizado, que permitiram que o governo Bolsonaro fosse o que mais diminuiu a criminalidade já no primeiro ano de mandato. No entanto, apesar de muito forte como símbolo, Sérgio Moro é uma figura até hoje quase que completamente desconhecida do público geral. Sabemos os seus gostos? O seu jeito? Suas idéias além da lei? Quais seus autores preferidos? Se prefere Metallica ou Beatles? O agora ex-ministro, como é consabido, caiu atirando ao pedir demissão: acusou Bolsonaro de pelo menos dois crimes, em uma entrevista coletiva convocada com hora marcada para entregar nitroglicerina pura à mídia – que, não é segredo para ninguém, não gosta muito de Bolsonaro. Tudo por conta da sugestão de Bolsonaro de substituir Maurício Valeixo do comando da Polícia Federal, o que até o STF considerou "proibido", sem mostrar em que ponto da Constituição o presidente não pode indicar quem quer que seja (conforme a Constituição é explícita), e muito menos em que ponto da Constituição o STF pode nos brindar com sua piedosa opinião sobre tal assunto. Como uma espécie de botão do morto, Sérgio Moro ainda entregou bem para o Jornal Nacional da Globo prints de uma conversa com Bolsonaro, dando a entender, em uma gigantesca forçada de interpretação, que Bolsonaro estaria querendo negociar com seu ministro um nome em comum para a Polícia Federal para proteger aliados (o primeiro parágrafo da nota refuta Moro), além de uma conversa com a deputada Carla Zambelli, também dando a entender, mas sem prova alguma, que Zambelli estaria "negociando" um nome comum para a Polícia Federal em troca de indicação de Moro ao STF (?!), o que não cabe a uma deputada – e, afinal, indicação para a chefia da Polícia sempre foi atribuição do presidente, sem precisar dar satisfação a seus ministros. Bolsonaro logo convocou um pronunciamento com todos os seus ministros para refutar Sérgio Moro. Conclusões apressadas pulularam nas redes, mas, sobretudo, no Legislativo e no STF, proclamando por um impeachment, que agora se tornou a tônica de um país, literalmente, parado. Pouco ainda sabemos para conclusões tão peremptórias, mas muito mais do que se imagina foi revelado nas entrelinhas de cada um destes tristes dias de nossa nação. A análise que fazemos... bem, você ouvirá no seu podcast preferido, clicando abaixo, pelo canal do Senso Incomum no YouTube ou no seu agregador de podcasts preferido! A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien! O Guten Morgen Go – Primeira Guerra Mundial já está no ar!! Conheça o conflito que moldou o mundo problemático em que vivemos em go.sensoincomum.org Faça seu currículo com a CVpraVC e obtenha bônus exclusivos: https://sensoincomum.cvpravc.com.br Conheça a Livraria Senso Incomum e fique inteligente como nós: https://livraria.sensoincomum.org Vista-se com estilo e perca amigos com a loja do Senso Incomum na Vista Direita: https://www.vistadireita.com.br/categoria/senso-incomum/

100: China Do ópio ao vírus

Guten Morgen, Brasilien! Sentiram nossa falta? Nós também sentimos nossa falta! E também a sua, é claro! Mas foi por uma causa maior - ao menos com potencial maior de destruição: o coronavírus, o micróbio do (...) que fez o planeta ficar monotemático, da Polinésia à Islândia. Mas um país se destaca em nossas preocupações: a ditadura comunista com mais população no planeta, o país de Xi Jiping, a toda-poderosa China! E será para falar do gigante asiático que faremos o nosso tão esperado, tão desejado, tão pedido e tão implorado episódio 100 do Guten Morgen, o seu podcast preferido!  A China, sua história, sua política e sua atuação na geopolítica mundial são pouco conhecidas no Brasil. Mas, mesmo com as limitações de um resumo forçado, comentaremos a influência do confucionismo na formação da mentalidade chinesa e seu sistema de poder. Lembraremos de uma das marcas da cultura chinesa (tal como é o verde para o Brasil): a rota da seda, a principal rota comercial do mundo da Antigüidade - ou melhor, desde a Antigüidade até hoje, pois Xi Jiping tem como grande sonho restaurar a rota da seda e o monopólio chinês sobre o comércio internacional. Foi a rota da seda que Marco Polo teria feito em suas viagens. Aliás, Marco Polo é quem marca a relação moderna do Ocidente com a China. E lembra-se de que ele é italiano? Pois é, a Itália. Também lembraremos que não é a primeira vez na história em que um vírus chinês dominou o Ocidente conhecido: buscando escapar do monopólio imposto pelos chineses na rota, navegadores genoveses foram para a China por outro caminho, e de lá voltaram com seda, especiarias e muitas outras coisas desejadas por europeus - e também uma certa peste bulbônica nos ratos dos porões de seus navios...  Um micróbio que sai da China e coloca o Ocidente de joelhos, começando pela Itália. Soa familiar? Se a peste negra foi o ápice de uma espécie de incipiente guerra biológica entre a China e o Ocidente, algo bem pior ocorreu bem depois, já no século XIX: as duas Guerras do Ópio, que, além de criarem o estado de Hong Kong, marcam o início de um conflito comercial e econômico no auge do colonialismo, que marcaria para sempre a cultura chinesa: tanto o seu problema com ópio (até os dias de hoje) quanto um revanchismo com o Ocidente que envolve... bem, adivinhe? Isso sem falar no avanço da centralização, no desprezo pelo indivíduo em prol do coletivo e na mentalidade de superioridade da China para dominar o mundo com a revolução comunista chinesa, capitaneada por Mao Tsé-tung - ou Mao Zedong, como prefira chamá-lo... A mentalidade de Xi Jiping é simples de ser entendida: o potencial do nacionalismo chinês e seu centralismo burocrático desde os primórdios do confucionismo, aliado a uma postura de dominação cultural pelo monopólio comercial da rota da seda - que, hoje, poderia incluir, entre outros países, um certo Brasil que está se vendendo para a China nas mãos de liberais sem nenhum propósito moral... É neste clima tétrico e de enfrentamento de um gigante chinês que marcamos nosso episódio 100 - e lembrando a todos que o Guten Morgen Go - Primeira Guerra Mundial já está no ar - e sim, a China se modifica, deixa de ser um grande palco a ser disputado por potências coloniais e cria o seu "nacionalismo chinês" com Chiang Kai-shek exatamente no período mais importante e menos estudado da história mundial... As vagas são limitadas, então não deixe de se inscrever em go.sensoincomum.org O Guten Morgen Go – Primeira Guerra Mundial já está no ar!! Conheça o conflito que moldou o mundo problemático em que vivemos em go.sensoincomum.org Faça seu currículo com a CVpraVC e obtenha bônus exclusivos: https://sensoincomum.cvpravc.com.br Conheça a Livraria Senso Incomum: https://livraria.sensoincomum.org Vista-se com estilo e perca amigos com a Vista Direita: https://www.vistadireita.com.br/categoria/senso-incomum/

99: Da absurda incultura dos jornalistas

Guten Morgen, Brasilien! Para animar uma semana de Carnaval, nada melhor do que unir dois temas queridos pelo público de nosso podcast: literatura e humor com a extensa e abissal incultura de nossos jornalistas! Para isso, chamamos novamente nosso sub-editor Carlos de Freitas para comentar uma maravilhosa frase de Hugo von Hofmannsthal: Nada acontece na política de um país que não esteja primeiro em sua literatura.  Com esse dito genial de Hofmannsthal, aprendemos duas coisas básicas: que a imaginação moral e referencial do brasileiro é seriamente deficitária, muito mais do que a de países muito mais atrasados economicamente e assolados por péssima política do que o Brasil. E também que a cultura de nossos analistas políticos, que deveriam ser os guias culturais - jornalistas tomam a função de serem os arautos das coisas importantes para o povo - é uma lástima infernal. Ou seja: não temos referências, nem mesmo do que é belo, moral, verdadeiro, porque a classe falante não tem leitura. Apenas segue palavras cegas e abobadas, como "feminismo", "ataque" ou "fake news", sem nunca formar o mais básico silogismo. Sem juntar lé com cré. E formando gerações absolutamente incapazes de desvendar o que é verdade e o que é mentira em fatos óbvios da vida. Com base nisso, Carlos de Freitas e Flavio Morgenstern comentam, é claro, literatura grega antiga, porque ninguém é de ferro. E literatura alemã. E literatura austríaca. E a Primeira Guerra Mundial. E os conflitos lingüísticos na mitologia. E a CPMI das Fake News. E os textos de jornalistas cheios de erros de português se achando o máximo por citarem conceitos toscos de Michel Foucault. E, enfim, alta cultura com nosso admirável bom humor. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien! --------------- Conheça a Livraria do Senso Incomum com títulos selecionados:

98: Auschwitz 75 anos depois

Guten Morgen, Brasilien! Nesta semana completou-se 75 anos da libertação de Auschwitz, o mais horrendo e conhecido campo de concentração onde eram assassinados judeus em massa durante a Segunda Guerra Mundial. Também foi um momento em que a esquerda deixou o disfarce e os eufemismos e elogiou abertamente o Exército Vermelho da União Soviética de Stalin, congratulando o mais violento Exército a atormentar civis do século XX por ter "libertado" o mundo dos nazistas. Mas será que a história é mesmo tão maniqueísta e combina tanto com este reducionismo? Pelo contrário: qualquer estudioso de campos de concentração é claro em afirmar que o Gulag, o complexo de campos de concentração soviéticos, não é apenas anterior aos campos nazistas: os soviéticos ensinaram os alemães a obter uma economia industrializada com trabalho escravo de seus inimigos. Afinal, soviéticos, do socialismo internacional, e nazistas, os nacional-socialistas, tinham muito menos diferenças de pensamento do que tinham dos liberais e conservadores do Ocidente. Pra piorar, foi por culpa dos soviéticos – e não exatamente dos alemães – que a Polônia estava tão fragilizada na Segunda Guerra. Mas, afinal, por que Auschwitz? Ou melhor, por que a Polônia? Por que os nazistas mataram comparativamente mais judeus no país ocupado do que na própria Alemanha? Neste episódio do seu podcast preferindo, vamos analisar qual era o plano do "nacionalismo alemão", e o que ele tinha de diferente do nacionalismo alemão do romantismo. Também mostraremos como Adolf Hitler moldou sua mentalidade a partir da Primeira Guerra Mundial, e como os alemães, o povo que mais recebeu judeus na virada do século, passaram a enxergar a matança indiscriminada como uma "solução final para o problema judaico" (Endlösung der Judenfrage). E já avisamos: as respostas serão mais complexas do que parecem... Não se esqueça de que hoje é o ÚLTIMO DIA para assinar o Guten Morgen Go sobre a Primeira Guerra Mundial – e lembre-se de que é quase impossível entender de fato o nazismo sem entender as complexas questões modernas que a Alemanha se impôs e impôs ao mundo a partir da Grande Guerra... Corra para go.sensoincomum.org A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!

97: Por que a literatura brasileira não reflete a realidade?

Guten Morgen, Brasilien! Fazendo uma pausa com temas políticos chatos e com duração de uma semana, chamamos nosso querido colunista Carlos de Freitas para comentar uma frase de Olavo de Carvalho, logo no início do COF: a afirmação de que a literatura brasileira é a única literatura no mundo que não reflete a realidade do país. Ou seja, países muito mais pobres e atrasados materialmente do que o Brasil, seja na América Central ou África, possuem literaturas mais avançadas e trabalhadas. E, sobretudo, que de uma forma ou de outra, mesmo simbolicamente, refletem algo da realidade de seus países, enquanto a nossa literatura quase inteira fala unica e exclusivamente sobre como era ruim a ditadura militar. Ou seja: as angústias atuais do povo brasileiro, seja a insegurança e a pobreza, ou mesmo temas muito mais afastados da política, como o estranhamento urbano em relação à natureza, o conflito moral interno, a honra, o desentendimento familiar, a perda do sentido do sagrado e o diálogo com Deus – tudo isso está alheio em uma literatura de tipos quadrados, estereótipos e tipos abertamente fracassados, sempre inferiores a seu meio e culpando as circunstâncias por sua miséria. Por que isto ocorre? O Brasil, afinal, já é um país que começa a se tornar materialmente rico, enquanto nossa cultura e imaginação só se deterioram e se empobrecem – para não falar de nosso domínio sobre a língua portuguesa.  Nesse podcast, falaremos sobre literatura, sobre cultura e os grandes temas que movem a humanidade desde antes de inventarem a escrita – o heroísmo, a amizade, as aventuras, as intrigas – até chegarmos aos temas da modernidade, no que ela produziu de bom. De Homero a Coleridge, da Bíblia a Houellebecq. E tudo comentando sobre grandes livros, é claro – porque você deve aproveitar este ano para ler mais o que importa, e o único jeito para isso é lendo menos o que não importa. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien! ------------- Conheça a importância da Primeira Guerra Mundial assinando o Guten Morgen Go - go.sensoincomum.org

96: Filipe Martins e a geopolítica brasileira

Guten Morgen, Brasilien! Enquanto o mundo se prepara para a Terceira Guerra Mundial (vide nosso último episódio, sobre Trump x o Irã), o Brasil ganhou um destaque radicalmente diferente do mundo, sobretudo pela geopolítica do governo Bolsonaro. E tudo isso graças ao trabalho de Filipe G. Martins, que abandonou o cargo de editor-assistente deste Senso Incomum para assumir a Assessoria de Assuntos Internacionais da Presidência da República. Ou seja: o Brasil deixou definitivamente de ser um "anão diplomático". E, muito mais importante, o mundo olha para Jair Bolsonaro como um dos líderes mais importantes, para o bem ou para o mal – mas não mais com a condescendência que se olhava para um pobre país exótico e periférico, com um presidente analfabeto e uma presidente francamente pirada como foi no passado recente. Filipe Martins volta ao seu podcast preferido para comentar como enxerga questões fundamentais, como o novo alinhamento do Brasil em relação ao Oriente Médio, como a nova relação do país com Israel, inclusive iniciando o processo de mudança da embaixada de Tel Aviv para Jerusalém. Além de tudo, Filipe Martins também explica para leigos como funciona na prática o tal globalismo, que pegou todos os jornalistas de surpresa. Fala sobre a filosofia de Olavo de Carvalho. A indicação de Nestor Foster para embaixador nos Estados Unidos. E também comenta como é ser acusado de ser o chefe de um suposto "gabinete do ódio" – sendo que todos sabem que nós é que damos ordens nele... Tudo isso com a cultura, humor e profundidade que você está acostumado, sobretudo quando o Filipe Martins é nosso convidado! A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien! Conheça a importância da Primeira Guerra Mundial assinando o Guten Morgen Go - go.sensoincomum.org!

95: O Irã pode iniciar a Terceira Guerra Mundial?

Guten Morgen, Brasilien! Donald Trump acalmou os ânimos ocidentais, mas e os ânimos iranianos, como estão após a morte do maior terrorista de 2019, Qasem Soleimani? Conforme gênios da análise geopolítica como Felipe Neto, Vera Magalhães, Detremura, Arnaldo Jabor et caterva, o mundo vai buraco e vamos todos morrer porque Trump iniciou uma guerra nuclear apenas para disfarçar que está quase sofrendo impeachment. Será que o Irã é capaz de realmente causar a Terceira Guerra Mundial? Se o assassinato do arquiduque Franz Ferdinand na Bósnia desencadeou uma onda de invasões e declarações de guerra por conta de um complexo sistema de alianças internacionais, não ocorreria o mesmo agora, que o Irã está alinhado a um sistema que envolve Rússia, China e Síria (só para nomear os figurões), enquanto a América tem como aliados Israel, Arábia Saudita e, veja só, o Brasil? Os prognósticos agora apontam para a paz ou para uma escalada de violência e de conflito?  Para responder a esta questão, precisamos voltar à Grécia Antiga e ao Antigo Testamento – ou melhor, entender que o Irã é exatamente um curioso cruzamento de regime totalitário, teocrático, mas também racista, xenófobo e que tem algumas peculiaridades em relação a seus vizinhos – vários deles árabes. A postura do Irã permaneceu idêntica desde 1979, mas a postura americana em relação ao país foi bem diversa – e os últimos três presidentes americanos lidaram com o Irã de maneiras completamente diferentes: George W. Bush, Barack Obama e Donald Trump. Entender estas diferenças é crucial para entender o histórico recente de conflitos com o Irã, e qual o significado da morte de Qasem Soleimani para o Irã e para o futuro da região, ou mesmo o que raios Donald Trump quer ao autorizar o ataque ao terrorista número 1 do planeta. Ah, e Terceira Guerra Mundial? Bem, para isso você precisará antes entender a Primeira Guerra Mundial... já fez seu cadastro no Guten Morgen Go? Aproveite que o preço promocional de pré-venda é apenas nesta semana! https://go.sensoincomum.org

94: A direita em 2020

Guten Morgen, Brasilien! Indo direto ao ponto, como ficará a direita em 2020, depois deste ano completamente maluco que foi 2019? Já ganhou? A direita dominou tudo? O PT e a esquerda já eram? Não têm a menor chance? Somos todos olavetes? Ou, pelo contrário, a esquerda ganha força total com Lula solto? A narrativa agora está à prova, e Bolsonaro, após um governo com muitos percalços, perde apoio, ganha isentões e ainda por cima terá como adversário uma máquina de ganhar eleições? Aliás, há eleições em 2020. Com a fratura no partido do presidente, o PSL, e a chance de ele ter de disputar eleições por outra plataforma - sem recém-criado Aliança Pelo Brasil, que ainda precisa colher assinaturas e enfrentar uma batalha jurídica no TSE - como ficarão as eleições municipais, em um país em que tais eleições importam muito mais para criar uma base de apoio para as eleições presidenciais? E como ficam figuras como Olavo de Carvalho, o próprio presidente Jair Bolsonaro, Sérgio Moro e tantos outros personagens de nossa ópera bufa e bufante?  Neste episódio, pragmático e direto, vamos analisar quais os planos da direita - e o que a direita precisa fazer e ainda não fez - para 2020, ou melhor, para sua sobrevivência doravante.  Dividimos estrategicamente em quatro áreas principais de atuação: o Direito, a mídia, a Academia e, só por último, a política. Afinal, a direita fez o diagnóstico mais correto: a política depende da cultura, é um reflexo da cultura, é uma conseqüência da cultura. Entretanto, mesmo com esse diagnóstico, a cultura ainda é 120% esquerdista, e a direita mal patinou na área com cerca de 3 documentários e... praticamente mais nada. Siga nosso guideline, reflita em novas contribuições possíveis e vamos ver como fica a direita em 2020! A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien! Ouça pelo Player, pelo Spotify ou procure por "Guten Morgen" ou "Senso Incomum" no seu agregador de podcasts preferido! -------------- Siga-nos no YouTube: www.youtube.com/sensoincomumoficial E Instagram: www.instagram.com/senso.incomum/ Saiba o que está por trás da CPMI das Fake News, o tema mais urgente do ano, em nossa nossa revista: sensoincomum.org/2019/10/09/revis…rubar-bolsonaro/ O Senso Incomum agora tem uma livraria! Confira livros com até 55% de desconto exclusivo para nossos ouvintes aqui: livraria.sensoincomum.org Faça o melhor currículo para arrumar um emprego e uma promoção com a CVpraVC: www.sensoincomum.cvpravc.com.br Compre sua camiseta, caneca e quadro do Senso Incomum em nossa loja na Vista Direita: www.vistadireita.com.br/categoria/senso-incomum/ Conheça a loja Marbella Infantil de roupas para seus pequenos (também no Instagram): marbellainfantil.com.br www.instagram.com/marbellainfantil/ Faça os cursos sobre linguagem e sobre Eric Voegelin (e muitos outros) no Instituto Borborema: institutoborborema.com/produto/curso…m-e-politica/ institutoborborema.com/produto/curso…ric-voegelin/ Faça gestão de resíduos da sua empresa com a Trashin: trashin.com.br/sensoincomum/

93: Por que o jornalismo está uma merda

Guten Morgen, Brasilien! Sem mais delongas, o jornalismo está uma merda. É um consenso entre esquerda e direita. E precisamos de uma análise um pouco mais técnica – e sem coprofilia – sobre as causas e conseqüências do jornalismo estar essa merda.  Além de exemplos exemplares exemplificando o caso – Aristóteles sempre diz que mais vale o exemplo do que a regra – também teremos alguma teoria. Sobretudo aquela teoria que você não aprende em faculdades de Jornalismo. De Letras. Ou de qualquer área baseada em comunicação, a não ser que seja um obsessivo da área. Os cacoetes jornalísticos atuais se baseiam em macetes retóricos, que os jornalistas usam e abusam sem nem saber o que raios estão fazendo. É a poderosa arte de enganar se enganando: os profissionais da área, que consomem também apenas notícias, se acham mesmo os mais inteligentes, os mais cultos, os mais bem informados, os mais astutos e os mais preparados para não cair em armadilhas, quando todo o seu trabalho é apenas brincar com sentimentos populares. Ou você acha mesmo que a solução é gritar por "imparcialidade", coisa que nem existe? Que algum jornalista te engana por ser um gênio do crime, provavelmente com QI de 180 pra cima? Que o jornalismo inteiro está uma merda porque cada egresso de faculdade sai com informações de cor e salteado sobre como enganar os trouxas que consomem notícias em grandes conglomerados capitalistas, da Folha ao New York Times, da Globo à CNN, e não por que jornalistas entendem tanto do planeta quanto um jiló entende de colecistectomia? Neste podcast aprendemos a, digamos, "técnica" que o semiólogo Roman Jackobson desenvolveu para analisar as funções da linguagem, e por que o jornalismo ficou uma merda não se focando na informação, mas apelando para uma obsessão monomaníaca com a função de transformar seus leitores em militantes fanáticos e robotizados através do apelo emocional puro. E mais: Patrícia Lélis, porteiro do Bolsonaro, retórica latina, o "suposto" e o astrólogo "auto-intitulado" filósofo Olavo de Carvalho, Maria do Rosário, além é claro do peru de Eduardo Bolsonaro no seu podcast preferido! A produção é de Filipe Trielli no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien! -------------- Siga-nos no YouTube: www.youtube.com/sensoincomumoficial E Instagram: www.instagram.com/senso.incomum/ Saiba o que está por trás da CPMI das Fake News, o tema mais urgente do ano, em nossa nossa revista: sensoincomum.org/2019/10/09/revis…rubar-bolsonaro/ O Senso Incomum agora tem uma livraria! Confira livros com até 55% de desconto exclusivo para nossos ouvintes aqui: livraria.sensoincomum.org Faça o melhor currículo para arrumar um emprego e uma promoção com a CVpraVC: www.sensoincomum.cvpravc.com.br Compre sua camiseta, caneca e quadro do Senso Incomum em nossa loja na Vista Direita: www.vistadireita.com.br/categoria/senso-incomum/ Conheça a loja Marbella Infantil de roupas para seus pequenos (também no Instagram): marbellainfantil.com.br www.instagram.com/marbellainfantil/ Faça os cursos sobre linguagem e sobre Eric Voegelin (e muitos outros) no Instituto Borborema: institutoborborema.com/produto/curso…m-e-politica/ institutoborborema.com/produto/curso…ric-voegelin/ Faça gestão de resíduos da sua empresa com a Trashin: trashin.com.br/sensoincomum/

92: Lula solto. E agora?

Guten Morgen, Brasilien! Lula foi solto. Bolívia depôs Evo Moralez, narcoditador que "ganhou" eleições que a Bolívia inteira sabe que foram fraudas (e o Exército não quis mais bater no povo). No Chile, uma nova Constituição, com protestos queimando igrejas como se fosse o Burzum. Com o Foro de São Paulo retomando fôlego pós-Bolsonaro, como ficará a esquerda no Brasil? Para responder a essa pergunta, chamamos o nosso dream team: Evandro Pontes, nosso Tio Careca e suas previsões acertadíssimas. Carlos de Freitas, nosso colunista mais sangue no zóio. E Filipe Trielli, nosso produtor e criador do Guten Morgen, o seu podcast preferido! Como fica a esquerda eleitoralmente falando? Lula virá com força? A temporada na cadeia produzirá efeitos positivos sobre sua imagem de perseguido injustamente pela elite, ou a lei valerá mais do que sua imagem?  E a narrativa? Esta, dominada pelo lado intelectual da esquerda, sofreu um baque nunca esperado recentemente, com a ascensão de grandes pensadores que não dominavam os mesmos salões de sempre da grande e velha mídia. Quais são os grandes intelectuais de esquerda atuais que podem fazer frente a uma geração de intelectuais conservadores com referências que eles nunca leram na faculdade?  E quais os resultados práticos das novas mudanças na esquerda internacional, sobretudo seu plano continental para a América Latina, avançada em variegados graus rumos ao socialismo, mantendo o Brasil como o país mais capitalista para financiar ditaduras falidas? Será que a esquerda vai se reinventar, com algum Luciano Huck da vida? Ou tentar de novo um Haddad?  Além do mais, como fica a direita na disputa? Como, afinal, dominar a cultura que é gramscista até os ossos? Ouça no seu podcast preferido, com produção de Filipe Trielli no estúdio Panela Produtora, e produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Você pode ouvir pelo player abaixo, ou pelo Spotify, YouTube ou no seu agregador de podcasts preferido. Guten Morgen, Brasilien! -------------- Siga-nos no YouTube: https://www.youtube.com/sensoincomumoficial E Instagram: https://www.instagram.com/senso.incomum/ Saiba o que está por trás da CPMI das Fake News, o tema mais urgente do ano, em nossa nossa revista: http://sensoincomum.org/2019/10/09/revista-06-plano-centrao-isentolandia-derrubar-bolsonaro/ O Senso Incomum agora tem uma livraria! Confira livros com até 55% de desconto exclusivo para nossos ouvintes aqui: https://livraria.sensoincomum.org Faça o melhor currículo para arrumar um emprego e uma promoção com a CVpraVC: https://www.sensoincomum.cvpravc.com.br Compre sua camiseta, caneca e quadro do Senso Incomum em nossa loja na Vista Direita: https://www.vistadireita.com.br/categoria/senso-incomum/ Conheça a loja Marbella Infantil de roupas para seus pequenos (também no Instagram): https://marbellainfantil.com.br https://www.instagram.com/marbellainfantil/ Faça os cursos sobre linguagem e sobre Eric Voegelin (e muitos outros) no Instituto Borborema: https://institutoborborema.com/produto/curso-infowar-linguagem-e-politica/ https://institutoborborema.com/produto/curso-ciencia-politica-e-ideologia-em-eric-voegelin/ Faça gestão de resíduos da sua empresa com a Trashin: https://trashin.com.br/sensoincomum/

91: Caroline de Toni e a CPMI da Censura

Guten Morgen, Brasilien! Para falar daquele monstrengo leviatânico que prometia devorar a todos nós, e no fim das contas só serviu para fazer nosso amigo Allan dos Santos se divertir e divertir o país, a CPMI das Fake News, também chamada CPMI da Censura, chamamos ninguém menos do que a deputada mais combativa, mais assertiva e mais infantaria do Congresso para lidar com essa estrovenga: nossa querida e simpaticíssima Caroline de Toni! A deputada do PSL de Santa Catarina vai falar sobre o seu trabalho no Congresso, como foi um choque sair de Chapecó como advogada e enfrentar o Legislativo em Brasília. A  deputada também vai falar muito sobre a influência de Olavo de Carvalho em seu trabalho – e como o filósofo radicado na Virginia foi importante para fundamentar a base de seu pensamento e dar uma visão mais ampla para o seu trabalho do que apenas o que aprendeu na faculdade. Caroline de Toni é relatora do projeto de prisão em segunda instância, que estava no pacote anti-crime de Sérgio Moro.  E, sobretudo, nossa Carol de Toni vai contar como está lutando pela liberdade de expressão na internet, na era do globalismo – na qual conglomerados transnacionais importam modelos de governança e "regulamentação" de qualquer atividade humana sem passar pelo crivo do voto popular.  Mais do que tudo: Caroline de Toni é a principal guerreira pela liberdade na CPMI das Fake News, a infame CPMI da Censura.  De Toni conta para nós quais os objetivos, o que está por trás de discursos floreados de deputados, como é a correria e as discussões que não vemos pela TV e as tensões e desequilíbrios de poder que estão em jogo na CPMI da Censura e em outras. Tudo com muitas citações clássicas, heavy metal, Guten Morgen, livros e aquela produção que você conhece do Filipe Trielli na Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien! -------------- Siga-nos no YouTube: https://www.youtube.com/sensoincomumoficial E Instagram: https://www.instagram.com/senso.incomum/ Saiba o que está por trás da CPMI das Fake News, o tema mais urgente do ano, em nossa nossa revista: http://sensoincomum.org/2019/10/09/revista-06-plano-centrao-isentolandia-derrubar-bolsonaro/ O Senso Incomum agora tem uma livraria! Confira livros com até 55% de desconto exclusivo para nossos ouvintes aqui: https://livraria.sensoincomum.org Faça o melhor currículo para arrumar um emprego e uma promoção com a CVpraVC: https://www.sensoincomum.cvpravc.com.br Compre sua camiseta, caneca e quadro do Senso Incomum em nossa loja na Vista Direita: https://www.vistadireita.com.br/categoria/senso-incomum/ Conheça a loja Marbella Infantil de roupas para seus pequenos (também no Instagram): https://marbellainfantil.com.br https://www.instagram.com/marbellainfantil/ Faça os cursos sobre linguagem e sobre Eric Voegelin (e muitos outros) no Instituto Borborema: https://institutoborborema.com/produto/curso-infowar-linguagem-e-politica/ https://institutoborborema.com/produto/curso-ciencia-politica-e-ideologia-em-eric-voegelin/ Faça gestão de resíduos da sua empresa com a Trashin: https://trashin.com.br/sensoincomum/

90: MAVs, Fake News, CPI e Antigo Egito

Guten Morgen, Brasilien! O Brasil, ou melhor, a internet no Brasil, está parada, assombrada, encurralada, assustadíssima com milhões de MAVs: robôs assassinos que soltam raios laser de seus olhos,  frias máquinas de matar, que, quando não estão causando o apocalipse do Exterminador do Futuro, ainda por cima produzem memes com pouquinhas, bacon e sanduíches de machos em atores pornô – ou, oh, horror!, hienas!! Além de tudo, essa milícia de ciborgues indestrutíveis feitos de metal líquido ainda produzem uma máquina de fake news a comando direto do gabinete do ódio! Por exemplo, que Olavo de Carvalho prometeu lamber um órgão de Caetano Veloso. Ou que Bolsonaro teria usado disparos em massa do Zap durante sua campanha. Ou que Bolsonaro teria defendido Hitler. Ou que o Bolsa Família iria acabar. Ou que Bolsonaro bateria em seus filhos se namorassem uma negra. Ah, não, espera. Isso foram os robôs do PT. Confundiu aqui. E por fim, que tudo isso precisa ser esclarecido como só anjos podem resolver: através de uma CPI! Com políticos impolutos, as pessoas mais preocupadas com o esclarecimento da verdade no mundo! Com deputados ilibados, que se sacrificam em nome da verdade e do bem, preocupados única e exclusivamente com o bem geral da nação, dispostos a abdicar de suas próprias ideologias e nunca aproveitar para caçar inimigos, todos juntos em uma CPI! Afinal, quem mais pode esclarecer a verdade no Brasil do que um deputado?! Para entender o que está por trás de tudo isto, teremos de voltar, naturalmente, ao Antigo Testamento e estudar o livro de Êxodo, onde tudo começou: tanto os MAVs, quanto as fake news, quanto as CPIs. Tudo, é claro, sob a luz da filosofia de Eric Voegelin. A gente sempre dá um jeito de citar o Antigo Testamento para falar de qualquer coisa... E mais: astrologia, Felipe Moura Brasil, o chilique da Globo sobre Marielle Franco, Odisséia, Olavo de Carvalho, o porteiro do Bolsonaro, roupinhas de bebês e muito mais no seu podcast preferido! Ouça no player abaixo, no Spotify, no Soundcloud ou no seu player de podcasts preferido. Não esqueça de nos seguir! A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien! -------------- Siga-nos no YouTube: https://www.youtube.com/sensoincomumoficial E Instagram: https://www.instagram.com/senso.incomum/ Saiba o que está por trás da CPMI das Fake News, o tema mais urgente do ano, em nossa nossa revista: http://sensoincomum.org/2019/10/09/revista-06-plano-centrao-isentolandia-derrubar-bolsonaro/ O Senso Incomum agora tem uma livraria! Confira livros com até 55% de desconto exclusivo para nossos ouvintes aqui: https://livraria.sensoincomum.org Faça o melhor currículo para arrumar um emprego e uma promoção com a CVpraVC: https://www.sensoincomum.cvpravc.com.br Compre sua camiseta, caneca e quadro do Senso Incomum em nossa loja na Vista Direita: https://www.vistadireita.com.br/categoria/senso-incomum/ Conheça a loja Marbella Infantil de roupas para seus pequenos (também no Instagram): https://marbellainfantil.com.br https://www.instagram.com/marbellainfantil/ Faça os cursos sobre linguagem e sobre Eric Voegelin (e muitos outros) no Instituto Borborema: https://institutoborborema.com/produto/curso-infowar-linguagem-e-politica/ https://institutoborborema.com/produto/curso-ciencia-politica-e-ideologia-em-eric-voegelin/ Faça gestão de resíduos da sua empresa com a Trashin: https://trashin.com.br/sensoincomum/

89: Foro de São Paulo e os protestos incendiários

Guten Morgen, Brasilien! Chile, Equador com protestos violentos, mancha de óleo no litoral do Nordeste, ecoterrorismo, mortos, Humberto Costa e Guilherme Boulos dizendo que o Brasil precisa aprender com o exemplo. Como entender isso? Com Nicolás Maduro comemorando o que combinaram... no Foro de São Paulo. O Foro de São Paulo é tratado ora como uma teoria da conspiração criada pela extrema-direita e por Olavo de Carvalho para vender livro para uma seita que usa chapéu de alumínio, ora como uma mera reunião de velhinhos que não apitam nada, que apenas se juntam para jogar conversa fora. Assim, uma espécie de milícia de velhinhos... Mas enquanto tratam o Foro de São Paulo como o Foro de Schrödiger, inexistente ou inócuo, as reuniões do Foro de São Paulo continuam ocorrendo, José Dirceu descreve seus objetivos para Antônio Abujamra e, claro, Nicolás Maduro comemora que os objetivos do Foro estão sendo implantados com êxito no continente, exatamente quando protestos pela implantação do comunismo se espalham. Tudo, repetindo, é apenas uma teoria da conspiração do Olavo de Carvalho e sua seita de fanáticos radicais alt-right. Repita e repita até acreditar. Toda a dinâmica é a mesmíssima dos protestos de junho de 2013 no Brasil: começa-se falando em algo genérico, como aumento da passagem em 20 centavos ou o preço do bilhete de metrô, e logo há mortos, prédios públicos são sitiados, cidades inteiras ardem em chamas e o caos se instaura para aparecer um novo líder. Não mais trabalhadores em greve, e sim estudantes, que não serão imediatamente punidos se ficarem nas ruas. Tudo isso num momento em que a CPMI das Fake News quer derrubar Bolsonaro, e que o presidente, sempre acusado de "autoritário" mesmo sendo o presidente com menos autoridade da história brasileira, ficará acuado, e será acusado de ter dado um novo AI-5 tão logo reaja a protestos. E olha que os protestos "contra políticas neoliberais" (você sabe o que é isso? pois vai descobrir nesse episódio) vieram depois de aprovada a Reforma da Previdência no Brasil... Todos os grandes analistas políticos da América Latina apontam que os protestos apenas começaram no Chile: num mundo globalizado, tudo está interligado, e logo irão para Paraguai e Argentina, para culminar no Brasil, que virá por último. E adivinhe quem está mancomunado com a esquerda brasileira? O crime organizado, bem diferentemente de junho de 2013... A situação é tensa e precisamos fazer de tudo para evitar o morticínio. Além de determinarem o fim da liberdade de expressão, da inviolabilidade de correspondência e da possibilidade de criticar políticos no Brasil. O curioso é ver como logo isentões e liberais estão dando todo o apoio para o poder estatal absoluto criar uma nova Venezuela no Brasil, enquanto o Foro de São Paulo continua aliado inclusive da Rússia para expandir o poder que perdeu, sobretudo com Bolsonaro. Descubra tudo no seu podcast preferido! A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!

88: Confessamos tudo sobre as milícias virtuais

Guten Morgen, Brasilien! Nós, Filipe Trielli e Flavio Morgenstern, resolvemos acabar com o mistério e confessar tudo: como funcionam as milícias virtuais que serão investigadas pela CPMI das fake news, a partir do gabinete do ódio que recebe ordens diretamente de Filipe Martins e Carlos Bolsonaro para fazer ataques violentos em bando com pensamento de seita alt-right radical e de extrema-direita espalhando fake news a mando do guru para defender o mito! Sim, contamos como fomos contratados, recrutados e treinados para virarmos máquinas espumando ódio nos porões da casa do Steve Bannon. Explicamos como criamos fake news terríveis que fizeram Bolsonaro ganhar as eleições falando em mamadeira em formato de piroca. Revelamos quem é quem na indústria do ódio machista. Confessamos como é o pagamento com rios de dinheiro público. Destrinchamos o método de contratar assessores de deputados para que eles passem o dia inteiro tretando nas redes sociais e espalhando violentíssimos e sanguinários ataques em bando contra todos os que não são de extremíssima-direita e passadores de pano para as cagadas do Bolsonaro, como seu filho Fraquejada e seu assessor Queiroz! Tudo isso porque o salário atrasou. Pô, Filipe Martins! Cadê nossa grana para te defender?!  Vamos revelar o que Felipe Moura Brasil foi completamente incapaz de revelar na Crusoé sobre o pagamento que nós, milicianos, sites chapa-branca, espalhadores de fake news, temos para implantar o bolsonarismo art-right da seita do Olavo de Carvalho que a CPMI das fake news quer mandar para o pau-de-arara nos porões do escritório do Luciano Ayan. Ah, aquele cara que o Google inteiro conhece simplesmente como o maior espalhador de fake news do Brasil desde o orkut, quando se apresentava como um médico que morava na Alemanha! Esse episódio também vai revelar por que Rodrigo Constantino, essa pessoa tão carismática - um verdadeiro "trovão da razão" - é tão rechaçado pelas pessoas normais - porque elas só podem receber dinheiro para criticar o maior fanboy do Rodrigo Maia do planeta, só pode! Que outra explicação teria?! Ah! Tudo isso é apenas a introdução da narrativa que tentará ser vendida na CPMI das fake news para CENSURAR A INTERNET depois de derrubar o governo Bolsonaro. Você precisa saber o que está acontecendo lendo a nossa revista exclusiva para patronos: http://sensoincomum.org/2019/10/09/revista-06-plano-centrao-isentolandia-derrubar-bolsonaro/ Não se esqueça de seguir o canal no YouTube: https://www.youtube.com/sensoincomumoficial De conhecer nossa livraria: https://livraria.sensoincomum.org De nos seguir no Instagram: https://www.instagram.com/senso.incomum/ Sabe como é, precisamos mendigar isso, porque às vezes o salário da milícia atrasa, e temos contas para pagar... A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto, no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!

87: Ambientalismo é a nova religião

Guten Morgen, Brasilien! Agora que Greta Thunberg se tornou o maior meme de toda a história universal dos memes, num mundo com aquecimento de memes global, o ambientalismo definitivamente caiu em desgraça, ou melhor, ficou sem graça, sendo visto finalmente como o que é: uma nova modinha monga, igual ao emo, pior do que A Banda Mais Bonita da Cidade, que dá para levar menos a sério do que as críticas sociais do Charlie Brown Jr. Greta, a menina com síndrome de Aspenger nem faz idéia do que está fazendo, de quem manda em sua agenda, de qual dinâmica de poder está em disputa em seu discurso sobre "sonhos". How dare you?! Mas a pequena sueca empoderada e podre de rica que certamente ganhará o Nobel da Paz por ter sonhos (que sonhos?) roubados (por quem?) e que observará políticos (vai descer a porrada neles?) tem um discurso cirurgicamente escrito por outras pessoas, que sabem com precisão milimétrica o que querem atingir. Alguém sabe quais são as medidas da ONU recentes sobre meio ambiente? O que foi decido e acordado da Rio 92 até hoje, e o que querem com isso? Quais são os documentos sobre clima, ambiente e ecologia, e o que preconizam além das questões climáticas, que não são nada além da superfície das questões políticas envolvidas? O ambientalismo, com todo o seu discurso apocalíptico, com seu código de conduta, com sua adoração à natureza (e sua sacralização, num panteísmo moderno com nomes edulcoradamente "científicos", como "aquecimento global" ou "consenso científico"), é hoje uma das maiores religiões do mundo - e ainda capaz de se infiltrar em outras religiões. Qual a mudança radical - e global - de comportamento que está sendo não apenas pressuposta, mas imposta? Por que o discurso de Greta, por mera coincidência, coincide quase à perfeição com um documento da UNESCO? O que são acordos como a Carta da Terra, que prevê um ecumenismo global (sic) como sucedâneo religioso para todo o planeta, e os que julgam que "globalismo" é uma mera "teoria da conspiração" nem fazem idéia de que é um documento da ONU, implantado a passos apressados? Descubra por que a pequena Greta Thunberg é algo muito mais perigoso do que um meme de gente molóide com discurso sonífero e repetitivo no seu podcast preferido! A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien! O Senso Incomum agora tem uma livraria! Confira livros com até 55% de desconto exclusivo para nossos ouvintes aqui: https://livraria.sensoincomum.org

86: O perigo da Lava Toga (e Terra plana...) com Evandro Pontes

Guten Morgen, Brasilien! Enquanto o mundo pega fogo (não raro, literalmente), burocratas e deputados no Brasil se alegram com a possibilidade de instalar a tal CPI da Lava Toga com amplo apoio popular. Hummm... Não há algo de suspeito quando deputados querem muito algo? Aliás, por que é que deputados iriam gostar de algo como uma CPI supostamente feita para combater abusos jurídicos – sobretudo do STF?  Há de se levantar os sobrolhos em sinal de suspicácia em relação a qualquer coisa que faça muitos deputados concordarem com facilidade, sem precisar de uma população segurando tochas ao redor do edifício. Se essa tal CPI da Lava Toga é realmente tão boa, por que raios os deputados concordariam com ela?! Não apenas isto: isentões que nada entendem de Direito a tratam como uma panacéia, crendo que qualquer crítica à CPI é um conluio para salvar Flávio Bolsonaro (dane-se ele), e que a Lava Toga vai resolver todos os problemas que faltam ao Brasil.  Para esclarecer esse problema (que é absurdamente mais complexo do que parece), chamamos mais uma vez Evandro Pontes (que já está quase morando aqui no Guten Morgen) para explicar questões subjacentes: o que, de fato, é o Poder Legislativo? (não, "fazer leis" não é o que deputados mais fazem) Como é o processo de "criar salsichas", e como as leis são definidas? Como é a rotina de um deputado? O que é uma CPI? O que uma "CPI da Lava Toga" poderia ter de efeitos? (sim, são todos ou inócuos, ou nocivos) O que acontece com o Parlamento enquanto deputados estão em CPI? Todos participam? O processo de fazeção de leis é interrompido?  Para aprovar uma lei, basta uma folha de sulfite A4 com o texto da lei e todos concordarem? Oh, meu amigo... se você faz faculdade de Direito, e sobretudo, se você quer de fato entender alguma notícia envolvendo o Legislativo nesse país, este episódio com nosso Tio Careca, Evandro Pontes com suas previsões e análises, você precisa ouvir este episódio, que certamente vai mudar toda a sua visão sobre as notícias que anda lendo todo dia, o dia todo! A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien! O Senso Incomum agora tem uma livraria! Confira livros com até 55% de desconto exclusivo para nossos ouvintes aqui: https://livraria.sensoincomum.org

85: Por que comemorar a Independência do Brasil

Guten Morgen, Brasilien! Em mais uma aula de história – o tema preferido de 11 em cada 10 ouvintes do Guten Morgen – chamamos novamente o Tio Careca, o grande Evandro Pontes, para comentar um dos temas mais obscuros e que, na verdade, nada sabemos sobre nossa história: afinal, por que devemos comemorar a Independência do Brasil de Portugal, celebrada no 7 de setembro? Afinal, não temos passaporte europeu, não ganhamos em euro, nossos times não jogam na Champions League... então, que motivos temos para comemorar a Independência do Brasil? A grande verdade é que nada sabemos sobre essa data. Dá até impressão de que a Independência foi decretada apenas por preguiça de mandar cartas para Portugal. Falando em cartas, D. Pedro I havia recebido cartas que o deixaram p da vida, e aí que deu-se o famoso e difamado grito do Ipiranga. O que essas cartas diziam, que o deixaram tão emputecido? Diga-se ademais: a figura de D. Pedro I é a mais destruída pela historiografia brasileira moderninha. Retratado como alguém burro, incapaz, atrapalhado, mimado e grosseiro, D. Pedro I talvez tenha sido não apenas alguém inteligente, sagaz, exímio jogador de xadrez e que se sacrificou (literalmente) por uma causa maior, mas talvez possa ser considerado simplesmente nosso maior herói nacional. Por que não sabemos disso? Por que nada sabemos sobre a Imperatriz Leopoldina ou sobre D. João VI, capaz de passar a perna em ninguém menos do que Napoleão Bonaparte, que não conseguiu dominar Portugal durante as guerras napoleônicas e deixou o baixinho a ver navios (literalmente) em seu ímpeto de espalhar a Revolução Francesa e o Código Napoleônico por toda a Europa continental, antes de enfrentar seu maior inimigo, a conservadora e liberal monarquia britânica com sua armada imperial pelos mares? O próprio Grito do Ipiranga é difamado pela historiografia moderna: D. Pedro I estaria com uma disenteria brutal, não teria dado grito algum e estaria montado em um jegue. Será que isso é verdade? Em uma verdadeira aula de história e Direito Constitucional, Evandro Pontes contará por que a Independência do Brasil foi tão importante, por que D. Pedro I foi um homem a ser admirado e ter monumentos dedicados a si por todo o país, o que estava sendo disputado no começo do século XIX e por que deveríamos nos orgulhar de ter um imperador capaz de criar, na época, a melhor faculdade de Direito do mundo em Olinda. Aliás, você também entenderá por que devemos tanto celebrar uma instituição hoje considerada folclórica e ultrapassada: a própria monarquia, de nossos heróis como Leopoldina, D. Pedro I e II, princesa Isabel, D. João VI... A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger, da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!

84: Amazônia em chamas - com Evandro Pontes

Guten Morgen, Brasilien! O mundo inteiro parou para ver a Amazônia pegando fogo no cabaré, reduzida a chamas, com Bolsonaro ele próprio indo vender a floresta aos americanos e destruindo árvore por árvore com seu lança-chamas fascista nos maiores incêndios criminosos já criados em toda a história. Mas... com apenas aquele pequeno detalhe: apesar de uma leve subida nos gráficos em 2019, hoje desmatamos menos da metade do que se desmatava no governo Lula. E você se lembra bem quem era a ministra do Meio Ambiente do Lula, que continuou no PT até depois da eclosão do mensalão, né? Uma certa Marina Silva... Simplesmente todas as celebridades (não é exagero: todas) que postaram fotos preocupadas com a Amazônia, como Gisele Bündchen, Leonardo DiCaprio, Madonna, Cristiano Ronaldo, Lewis Hamilton e tantos outros usaram fotos de outros anos (ou melhor: de outros séculos...) da Amazônia. Ou até do Rio Grande do Sul. Fernanda Lima até usou uma foto de um macaco na Índia.  Além de tudo, temos de lembrar de notícias que a esquerda não quer que tenhamos lido. Por exemplo, que toda a tal "chuva negra" em São Paulo provavelmente começou na Bolívia – governada pelo socialista Evil Moralez –, e que uma fumaça que desviou vôos de Rondônia para Manaus foi provocada... num assentamento ilegal do MST, quando houve uma exigência de reintegração de posse. Para apagar esse fogo no rabo de nossa nova comunidade científica de celebridades do porte de Anitta, chamamos nosso bombeiro mais incendiário, o grande advogado Evandro Pontes, que está se destacando como um dos maiores nomes da direita no Brasil e também figura carimbada aqui no seu podcast preferido! Prepare sua máscara de gás e vamos botar fogo no cabaré! A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto da Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!

83: Caos Jurídico, com Ludmila Lins Grilo

Guten Morgen, Brasilien! As tramóias não apenas do STF, mas de todas as instâncias, inclusive das não-instâncias jurídicas do Brasil, como a OAB e demais órgãos, geram um verdadeiro caos jurídico e conceitual na cabeça do brasileiro que tenta entender o que, afinal, está acontecendo no país. Para isso, chamamos ninguém menos do que nossa colunista, a juíza Ludmila Lins Grilo, para poder iluminar nossas cabeças técnicas ou leigas! Afinal, o que acontece com o Direito, sobretudo Penal, brasileiro? Por que parece quase impossível conseguir prender um criminoso - seja um corrupto ou alguém que dá tiros nas costas de jovens e pais de família nas ruas em troca de um celular? O que são os instrumentos jurídicos de nomes pomposos que tanto fazem com que o Poder Judiciário se distancie ainda mais dos anseios da população em criar um país conforme seus valores e costumes?  O que, por exemplo, é uma audiência de custódia, o termo que está na boca de 11 em cada 10 advogados de perigosos criminosos, e que, na prática, tem servido apenas para que bandidos violentos não vão para a cadeia, mesmo presos em flagrante? E qual o problema do tal ativismo judicial, que tanto é falado, mas quase nunca definido? Estamos em risco de uma "juristocracia", sem nem entender o que ela é? A juíza Ludmila Lins Grilo, com todo o seu conhecimento e prática, esclarece esses pontos para nós, comuns mortais. Tudo isso no seu podcast preferido! A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto na Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasililen!

82: Justiçamentos de esquerda na ditadura

Guten Morgen, Brasilien! Já que resolveram ressuscitar os mortos e torturados nos últimos dias comentando a fala um tanto desastrosa de Bolsonaro sobre o pai do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, resolvemos chamar nosso grande especialista Evandro Pontes para comentar algo que simplesmente "fugiu" aos nossos livros de história: os justiçamentos de esquerda na ditadura militar brasileira. Apesar de a ditadura ter se tornado o grande "mito fundador" do Brasil contemporâneo, com alguns considerando que foi algo pior do que o Terceiro Reich, enquanto outros negam que foi uma ditadura, algo é factual: a ditadura surgiu em resposta ao terrorismo de esquerda. E os comunistas, na época, faziam justiçamentos: ou seja, matavam aqueles que saíam de suas fileiras. Muito do que é computado como "mortes da ditadura", portanto, são na verdade mortes de esquerdistas matando esquerdistas, comunistas matando comunistas, como, por sinal, é de praxe em sistemas comunistas. Isto não quer dizer, para os reducionistas de plantão, que não houve abusos, torturas e mortes durante o regime militar brasileiro. Mas sim que este próprio regime é uma resposta, e ninguém estuda a que: o terrorismo de esquerda, que usava e abusava das lições de Lenin, Trotsky e Stalin sobre terrorismo para implantar uma ditadura do proletariado, não importando o quanto digam hoje que "lutavam contra a ditadura", ou mesmo que "lutavam pela democracia" (sic). Evandro Pontes, nosso tio careca, vai contar para você inclusive os desdobramentos das mudanças da luta armada de esquerda – até quando ela abandonou qualquer tentativa de implantar a ditadura do proletariado com meia dúzia de jovens socialistas pentelhos pegando em armas e mal sabendo atirar, e se uniu à criminalidade comum em presídios para criar o que, futuramente, serão entidades como o PCC e o Comando Vermelho – que não é "vermelho" à toa... A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto, obviamente na Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasililen!

81: "Democracia em Vertigem" é ridículo - com Josias Teófilo e Panela

Guten Morgen, Brasilien! A sobrevida da esquerda pós-impeachment, prisão de Lula e eleição de Bolsonaro depende de uma nova narrativa para jovens que pouco conhecem a história (e não ligam para corrupção ou criminalidade) e compram discursos fáceis. Nada melhor que um filme para isso: e a diretora Petra Costa, herdeira da empreiteira Andrade Gutierrez, investigada na Lava-Jato, o faz com o filme "Democracia em Vertigem", uma viagem na maionese, literalmente, para inglês ver. Afinal, o público-alvo principal da película é o mercado externo, que tampouco conhece o que de fato se passou no Brasil nos últimos anos. "Democracia em Vertigem" é um filme de tônica simples: se o PT ganha eleições, ainda que financiando ditaduras e concentrando todo o poder nas suas mãos, é democracia. Se o PT perde, ainda que em eleições livres e sob imensa rejeição popular, é ditadura. O melhor ainda é que "Democracia em Vertigem" possui um adicional: a narrativa da luta de classes do PT original, modelo 89, sem riscos na fuselagem. E pode existir melhor documentação da apatetação da esquerda em relação à vida real do que Petra Costa, herdeira da Andrade Gutierrez, falando que "o povo" e "os trabalhadores" sofreram um duro golpe da elite e dos poderosos, enquanto Lula tirava milhões da miséria. Por que ela não abdicou da herança e deu tudo pra caridade?! Claro, tudo sem mostrar alguma imagem da Paulista intransitável com os milhões nas ruas pelo impeachment, sem falar em outras cidades. Aí, apenas ângulos fechados, como se fosse uma meia-dúzia de pessoas que desejasse o impeachment, além daquela litania mofada sobre Cunha, Temer (o "conservador"!) e "volta do autoritarismo". Para discutir o filiminho tão ruim de Petra Costa, chamamos um cineasta de verdade: Josias Teófilo, autor do grande "O Jardim das Aflições" (que já comentamos aqui no Guten Morgen). Além do time da Panela Produtora: Carlos de Freitas, Luciano Oliveira e Luigi Marnoto, nosso cozinheiro intelectual. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto, obviamente na Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasililen!

80: A farsa das "milícias virtuais"

Guten Morgen, Brasilien! A nova modinha entre os inteligentões com narrativas prontas para tudo é afirmar que existem "milícias virtuais", comandadas diretamente por Carlos Bolsonaro lá dentro do Palácio do Planalto, com fakes, pavões, vaporwave, supremacismo branco, alt-right brasileira (sic), "milicianos", Vovó Mafalda, robespirralhos e, ooohhh, pessoas que dão RT umas nas outras, tudo controlado pelo grande cérebro do filho do presidente, que adquiriu a capacidade da onipresença virtual (além do maior caso de múltipla personalidade já diagnosticado). Neste podcast, feito cirurgicamente para você ficar mais inteligente e perder amigos, você verá o que é, de fato, uma milícia virtual: algo não tão distante de... ehrr, de quem acusa tudo o que discorda de pertencer a uma seita. Para isso, analisaremos o maior caso de construção de narrativa em redes virtuais feito no Brasil: todo o movimento teorizado, estudado e estrategicamente delimitado que foi criado para as jornadas de Junho de 2013 (e que renderam infindáveis livros de intelectuais tentando explicar o que raios estava acontecendo, pois nem quem criou aquilo conseguia entender o monstro fora da sala de experimentos).  Fora do Eixo, Mídia Ninja e tantos sites, portais e coletivos surgiram dali. Não foi nada "espontâneo" como alardeado: além de Pablo Ortellado, professor de Políticas Públicas da USP e hoje aboletado na Folha de S. Paulo, foram teóricos do movimento Ivana Bentes (aquela que apareceu na capa da Cult mostrando o dedo), Fábio Malini (autor de "Comunismo das redes"), coordenador do Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura (Labic) e um dos maiores divulgadores de análises estapafúrdias sobre redes sociais, além de Henrique Antoun (uma rápida pesquisada no Google sobre cada um mostra o currículo). São teóricos de uma verdadeira milícia virtual, uma "seita política", uma horda sem consciências individuais que atua sob um comando central para repetir bordões e frases de efeito. Aquilo exposto em meu livro, Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs, as manifestações que tomaram as ruas do Brasil.  Ou seja: para quem estuda (repetindo: para quem estuda) o fenômeno das redes, da agitação política, da propaganda e desinformação, dos movimentos de massa e sua transmutação para as ferramentas virtuais, sabe que esse papo de "milícias virtuais" bolsonaristas é papo de completos ignorantes do tema. Mas além de nos divertirmos comparando nossa inteligência e estudo com a burrice de quem enxerga "milícias virtuais" em cada ajuntamento de duas pessoas que não apenas discordam, mas caem na gargalhada dos erros de jornalistas e analistas que erraram tudo nos últimos anos, que tal descobrir que o comportamento deles é que é idêntico ao de uma milícia virtual? A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual (em vaporwave!) de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!

79: Glenn Greenwald - Direito e espionagem, com Evandro Pontes

Guten Morgen, Brasilien! Glenn Greenwald, o espião trapalhão, entrou para os Trending Topics com o belo epíteto de "jornalista de Taubaté", depois de adulterar nomes e datas, mostrando que ao invés de apenas vazar informações roubadas "com interesse público", está manipulando e tentando causar uma impressão através de técnicas de desinformação. Mas se as conseqüências para a Lava Jato dos siricuticos do nosso "Verdevaldo" são nulas – ou melhor, risíveis –, há outras tramóias envolvendo o Direito no Brasil para a espionagem do amiguinho de Edward Snowden, de hackers russos protegidos diretamente pelo Kremlin do ditador Vladimir Putin e de terroristas islâmicos e seus financiadores. Para isso, chamamos um gigante para conversar conosco no seu podcast preferido: Evandro Pontes, um dos maiores nomes do Direito e da análise estratégica no Brasil, professor do Insper, que vai mostrar que, apesar do faniquito de Glenn Greenwald ser apenas fumaça para militantes fanáticos, que só assustam pessoas acostumadas a ligar para carteiradas e que nada entendem da dinâmica de poder judicial (mas repetem todo dia sobre o Estadodemocráticodedireito), há coisas seríssimas a serem pensadas. Afinal, por mera coincidência, o voto de Gilmar Mendes para soltar Lula citou a desinformação, digo, "reportagem" do Intercept. E isso gera uma jurisprudência perigosíssima sobre nossa privacidade. E por outra mera coincidência, nesse país em que a mera coincidência é a regra, julgaram no dia seguinte que juiz que investiga comete "abuso de autoridade". Parece que a única pessoa que pode investigar quem der em sua telha, sem nenhum abuso de autoridade nesse país, é uma criatura chamada Glenn Greenwald... Apesar do ridículo da militância, do recuo de Greenwald em suas acusações (chegou a falar em um conluio entre Terça Livre e MBL, uma idéia que só pode despontar na cabeça de quem não sabe nada sobre o país, e depois deu pra trás e apagou envergonhado), o esculhambo de Verdevaldo tem método – e o pior, conseqüências sérias para o país, que pode virar um bacanal sem lei graças a algo que nem virou lei. Evandro Pontes, que nossos ouvintes implorarão depois dessa para virar nosso colunista e colaborador freqüente, explica todas essas questões em detalhes. E creia: Glenn Greenwald e seu sitezinho Intercept (nomen est omen) são risíveis. Mas o que realmente importa não está sendo discutindo: se é crime grampear alguém privadamente ou não.  E mais: Primeira Guerra Mundial, vazamentos, Direito Penal, MontesquiÉU, broker, Constituição Napoleônica, Lenin e Trotsky, Checoslováquia, Beethoven e muito mais no Guten Morgen, o seu podcast preferido! A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!

78: Política, cultura e teatro no Brasil, com Roberto Alvim

Guten Morgen, Brasilien! Já que sempre queremos falar de alta (e média e baixa...) cultura, convidamos ninguém menos do que o grande diretor de teatro Roberto Alvim, hoje (e bem hoje) na mira da grande mídia por, além de ser o maior diretor de teatro do Brasil, ter sua carreira completamente destruída pelo terrível, imperdoável e inafiançável crime de... admitir que votou em Bolsonaro. Mesmo sendo um diretor de longa carreira, prestigiado, elogiado, premiado e tendo trabalhado com a nata dos melhores atores do país, Roberto Alvim teve sua vida profissional destroçada do dia para a noite quando "saiu do armário" e admitiu não ter mais a típica, mofada e pedestre visão de esquerda que é hegemônica e inquestionada no meio artístico brasileiro.  Suas peças foram canceladas no Sesc. Atores que trabalharam com Roberto Alvim por mais de uma década não mais falavam com ele. Seus alunos sofreram pressão para cancelar suas matrículas. Por fim, o Club Noir, o teatro que tocava com sua mulher, a excelente atriz Juliana Galdino, a melhor atriz da atual geração, dando aulas e oferecendo peças de repertório clássico a baixo custo, teve de fechar as portas. E o repertório é clássico mesmo: Roberto Alvim é um dos raros diretores em atividade no Brasil que levava ao palco os clássicos da Grécia antiga (!), como Ésquilo, Sófocles, Eurípedes e Aristófanes, além de Racine, Shakespeare, Ibsen, Molière e os grandes nomes da modernidade. Para esta conversa mais do que especial, tão agradada por nossos ouvintes que tanto queriam ter o gosto de literatura (e teatro, e drama, e tragédia e comédia) e alta cultura no Guten Morgen, nos aproveitamos da polêmica recente com o nome de Roberto Alvim na grande mídia para falar de política, mas sobretudo teatro e cultura no Brasil. Afinal, como é possível adquirir alguma cultura clássica e inteligência nesse país? E é possível trabalhar com grandes idéias, ou dependeremos de verbas do Estado e deixaremos todo o terreno da cultura, inclusive da alta cultura, nas mãos da esquerda? Nosso sub-editor Carlos de Freitas também se juntou à conversa, que acabou sendo uma das mais divertidas (e instrutivas) do Guten Morgen. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com imagens de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!

77: Por que Paulo Freire não funciona

Guten Morgen, Brasilien! A bazófia na educação não pára neste governo, e fora o Escola Sem Partido, o grande nome em questão é o pedagogo Paulo Freire, com seu método de alfabetização hoje extremamente questionado. Afinal, o que é o tal sócio-construtivismo, o método Paulo Freire, para começar? O "patrono da educação brasileira" tem como resultado o mais pífio desempenho nos rankings internacionais – e como essa turma adora "estudos" e o que dizem os "acadêmicos" e "especialistas"... Mesmo assim, Paulo Freire é considerado uma referência – ou melhor, uma autoridade – em educação e alfabetização, e todos aqueles que duvidam de seu método são considerados obscurantistas, preconceituosos e, claro, nazistas. Os índices de alfabetização do Brasil nunca estiveram tão baixos. Muitos culpam a pobreza ou a desigualdade social, embora nosso país esteja mais rico do que jamais foi. Países extremamente pobres, que passaram por guerras, ditaduras ou mesmo comunismo, não tiveram um decréscimo tão grande na educação e capacidade de entender e produzir um texto como o Brasil. Enquanto até Peru, Antilhas e Nigéria possuem Nobel de Literatura, no Brasil produzir uma frase com sujeito, verbo e predicado é para o nível universitário. Cada vez que Paulo Freire dá errado, a solução proposta é sempre aumentar as doses de Paulo Freire. Afinal, apesar de ser o único "pedagogo" (com muitas aspas) conhecido pelos professora brasileiros, sempre se diz que se estamos formando adolescentes incapazes de dizer "nós vamos" e saber a diferença entre "ouve" e "houve" porque... faltou Paulo Freire. E quando Paulo Freire for finalmente conhecido e implementado no Brasil, todos nós teremos a educação de um aristocrata inglês do século XVIII. Além de desvendar o que raios é o método Paulo Freire, você vai conhecer alternativas muito mais viáveis, como o método fônico de alfabetização implementado pelo professor Carlos Nadalim no MEC, neste episódio do seu podcast preferido. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!

76: Especial - Dia 26 nas ruas

Guten Morgen, Brasilien! Novamente faremos um podcast de emergência, atropelando o ritmo das gravações, já que teremos uma manifestação de suma importância para não escangalhar o país de vez no próximo dia 26 (domingo). Olavetes, generais, centrão, articulação política, Reforma da Previdência, pacote anti-crimes do Moro, COAF, Lobão, Janaína Paschoal, Kim, MBL, divisão entre Poderes e diversas outras questões estão envolvidas. Para isso, chamamos nosso produtor Filipe Trielli para comentar o que tá acontecendo, sobretudo as análises que partem das redes sociais (logo, estão erradas). Dizem que a manifestação foi para dar um golpe de Estado como o Jânio tentou, que veio diretamente do Palácio do Planalto (ou melhor, dos assessores olavetes e cheios de teorias da conspiração de Bolsonaro), ou que é uma manifestação como a pedida por Collor para apoiar o seu governo (e que virou justamente o contrário: ao invés de verde e amarelo, o Brasil saiu vestido de preto, e o impeachment do ex-presidente macumbeiro virou questão de poucos meses).  Assim, Jair Bolsonaro estaria ouvindo seus assessores conspiracionistas Deus vult (como nosso querido Filipe Martins, que tanto apareceu e nos ensinou em nossos Guten Morgen's passados) para acabar com a divisão entre poderes, fechar o Congresso, enforcar todo mundo do STF e governar sozinho.  O problema é simples: ninguém pediu isso de fato como pauta das manifestações, não importando o quanto colunistas mentirosos da Folha e gente ainda mais idiota da isentosfera tente fazer acreditar. Devemos ir para as ruas dia 26? Ora, essas manifestações não são necessariamente "pró-Bolsonaro", como tentam pechá-las com o típico reducionismo de gente idiota tentando parecer inteligente. Pode-se descrevê-las melhor como manifestações anti-Maia, anti-centrão, anti-negociata. Simplesmente queremos que o Congresso (olha só, divisão de Poderes!) represente o povo, e não simplesmente lembre-se do que a população pensa e quer a cada 4 anos.  Se hoje até os caminhoneiros já defendem a reforma da Previdência, o que é que Rodrigo Maia precisa para ser, digamos, convencido?  A produção (e participação) é de Filipe Trielli no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger, da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!

75: Mourão vs Bolsonaro – O plano do vice contra o governo que elegemos

75: Mourão vs Bolsonaro – O plano do vice contra o governo que elegemos by Senso Incomum

74: Deus Vult - As Cruzadas salvaram o mundo

Deus Vult, digo, Guten Morgen, Brasilien! Recentemente, uma campanha de assassinato de reputações foi orquestrada para queimar conservadores na mídia. Uma das reclamações foi o uso do mote Deus vult! ("Deus [assim] quer"), usado na primeira Cruzada. E "Cruzada" é um termo que evoca péssimos sentimentos na população, como uma mancha negra na história da Igreja Católica, um movimento de intolerância, imperialismo, dominação, colonialismo, preconceito, intolerância, violência e obscurantismo teocrático. Como nossos ouvintes sabem, quase tudo o que "conhecemos" de História através de narrativas prontas, reducionistas e maniqueístas. E tudo é feito de maneira impressionista: solta-se uma palavra de grande efeito, como "Cruzadas", e pronto: está confirmado que existe intolerância, teocracia, fanatismo etc, e basta dizer que é contra para parecer um grande intelectual, racional, científico, democrático e até conseguir uns joinhas no Tinder. Mas o que foram as tais Cruzadas, afinal? Apenas um movimento da Igreja Católica para roubar terras de pacíficos muçulmanos, que estavam lá desde sempre, talvez desde o Antigo Testamento? Uma guerra pseudo-santa de opressão e violência contra inocentes para obrigar o Oriente Médio inteiro a se converter ao catolicismo pelo fio da espada? A realidade, como sói, é bem mais complicada e menos agradável para a turma "eu estudei História" do que essa visão boba sobre as Cruzadas, que não se sustenta simplesmente se perguntando qual a religião predominante no Oriente Médio hoje, ou que "colonialismo" existiria naquela região na Idade Média. Pior: as Cruzadas nem mesmo foram convocadas pela Igreja Católica. Pior ainda: sem elas, não teríamos absolutamente nada daquilo que associamos à liberdade, seja o processo penal com Inquérito, seja usar biquinis, seja a ciência moderna, seja a liberdade religiosa.  Entenda, afinal, o que gerou as Cruzadas e tenha em mente: o lema Deus vult é importantíssimo até para os ateus modernos, já que a questão subjacente é teológica e influi até na investigação científica. Não há a mínima possibilidade de ser conservador, ou mesmo pró-liberdade, sem dizer a última tendência em tatuagens do Ocidente: Deus vult! A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger, da Agência Pier. Deus vult e Guten Morgen, Brasilien!

73: Como sobreviver à faculdade

Guten Morgen, Brasilien! Já que educação, MEC, doutrinação, Ricardo Vélez, ideologia e quejandos estão em voga (para não falar eternamente do diploma de Olavo de Carvalho), vamos dar um manual de como sobreviver à essa entidade acadêmica, erudita, científica e dona da verdade e das maiores bocas-de-fumo do planeta: a Universidade. Se você acabou de passar na faculdade, seus problemas mal começaram. Sobreviva com nosso podcast. As faculdades, ou o mundo acadêmico em si, perderam completamente o sentido original contido na palavra "Universidade": um conhecimento universal, uma busca por uma unidade coerente entre disciplinas absolutamente distantes como Física e Crítica Literária. Hoje, o debate é dominado por "especialistas", ou seja, aqueles que se aprofundam em apenas um tema, e geralmente o entendem cada vez menos quanto mais o estudam, justamente por só lerem uma coisa. Ao invés de acadêmicos serem mais inteligentes do que os eruditos do passado, cada vez mais inventam uma desculpa para lerem menos: algo não foi publicado em um jornal acadêmico relevante, o professor não gosta de tal autor, há um "consenso acadêmico" que não permite discutir certos temas, ou simplesmente "ninguém na faculdade leva tal livro a sério", o que faz com que certos assuntos sejam lidos por todos, exceto por universitários, que se gabam de, ehrr, estudarem mais do que os não-iniciados. Essas são apenas algumas das contradições do atual academicismo, que acredita que atingiu a maior verdade do Universo por ter aprendido a usar as normas da ABNT no Word. Fora a marofa de maconha e gente que se aproveita para nunca mais se vestir bem na vida, damos um breve passeio pela história da educação a da pedagogia desde a Paidéia grega (sempre inventamos um motivo pra falar de Grécia Antiga...), a educação no Império Romano, até o surgimento das Universidades na Idade Média. E para quem acha que as faculdades hoje são o supra-sumo da sabedoria "científica", vamos analisar como e por que, bem ao contrário do que se acredita, o conhecimento criado e descoberto nas Universidades pode ter avançado tecnologicamente desde então, mas decaiu e muito em matéria filosófica – aquilo que, justamente, dá unidade e coerência ao conhecimento. Da paidéia a Harvard, e das Universidades medievais à educação global unificada, vamos admitir o que ninguém admite: as faculdades, com todos os méritos que possuem e excelentes programas e professores, são uma entidade decadente no mundo atual. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!

72: A culpa da ditadura na Venezuela é da esquerda brasileira

Guten Morgen, Brasilien! Enquanto o Brasil forja crises, a nossa vizinha Venezuela vive o caos em estágio avançadíssimo, com crueldades e barbarismos só vistos em ditaduras as mais brutais do século XX, enquanto a mídia finge que ela vive uma "crise", ignora a palavra socialismo ou esquerda para descrever o seu bizarro sistema bolivariano e trata como uma questão de opinião as diferenças entre o ditador Nicolás Maduro (e seu eterno mandante do além Hugo Chávez) e o líder da oposição Juan Guaidó, numa situação que pode gerar o maior banho de sangue da história da América do Sul. Mas o mais curioso de tudo é como a visão brasileira sobre a Venezuela exime ao fim e ao cabo a responsabilidade da própria esquerda brasileira no processo de destruição de um país que, como o Brasil, parecia ter um futuro promissor ao explorar o seu petróleo nativo. Além de ignorar a articulação da esquerda latino-americana em criar ditaduras do "socialismo do século XXI" na América Latina tendo o Brasil como o país "não tão socialista" financiando toda a barafunda dos ditadores bolivarianos, a mídia e a Academia chegaram a tratar até como "teoria da conspiração" o maior think tank do mundo: o Foro de São Paulo, reunião de partidos de esquerda da América Latina que articulava como "ganhar na América Latina o que perderam no Leste Europeu", segundo seus criadores, Fidel Castro e Lula (imagine-se o Apocalipse que seria se Bolsonaro se reunisse com um ditador de menor poder de matança, como Pinochet). Mas não foi apenas na ocultação de crimes da Venezuela: a própria visão apresentada sobre história no Brasil é uma teoria a mais furada dentre outras tantas da historiografia: o pós-colonialismo, que é justamente o que move o pensamento de Hugo Chávez, Nicolás Maduro e outros ditadores pelo continente: uma visão rancorosa e revanchista que trata nossa miséria como culpa dos americanos, que mal pisaram na América do Sul e, na verdade, nunca nem deram muita bola para o continente. Aprender de onde surgem tais visões da história pode nos ajudar a escapar da gaiola conceitual das pessoas que adoram vomitar que "estudaram história" simplesmente reproduzindo meia dúzia de clichês. Mas também conhecer quem é Hugo Chávez, qual sua origem, o que pensa e o que já fez. Ou quem no Brasil conhece a interconexão entre o "caudilho" (ditador) da Venezuela e o plano do Irã para uma bomba atômica? Ou o seu financiamento de grupos terroristas e anti-semitas no Oriente Médio com cocaína? E sua ajuda com a Argentina de Cristina Kirchner para matar judeus e financiar jihadistas? É este o homem que é ajudado por Lula, Dilma, o PT e a esquerda. Sem falar no próprio Nicolás Maduro. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger, da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien! Tenha acesso a conteúdos exclusivos para nossos patronos: https://www.patreon.com/sensoincomum https://apoia.se/sensoincomum Faça seu currículo na CVpraVC: https://www.sensoincomum.cvpravc.com.br Conheça as camisetas e canecas do Senso Incomum na Vista Direita: https://www.vistadireita.com.br/produto/busca/?q=Senso+incomum&submit=

71: Existiu socialismo no Brasil?

Guten Morgen, Brasilien! Alguns jornalistas (sempre tem um jornalista pra zoar o coreto) riram de uma declaração de Bolsonaro, dizendo que vai lutar contra o socialismo no Brasil. Entre risadinhas em tom de superioridade ao resto de nós, comuns mortais, afirmaram que é fácil lutar contra o que nunca existiu. A despeito da declaração de Bolsonaro (se tivesse dito que lutaria contra o fascismo, jornalistas estariam fazendo fila para lhe massagear com órgãos impróprios), e apesar de sua gramática ser óbvia (você não precisa lutar apenas contra o que já está consolidado, e é vergonhoso ter de explicar isso a... jornalistas), a questão é realmente interessante: existiu socialismo no Brasil? E podemos chamar o PT de socialista? A pergunta exige uma resposta menos apressada do que aquelas dadas entre risadinhas engraçadinhas de quem nada entende do assunto – ou, o que às vezes é ainda pior, acha que socialismo é só o que aconteceu na União Soviética, e nunca leu um autor socialista contemporâneo, embora tratem-nos como semi-deuses da intelectualidade acadêmica em seus jornais. O socialismo mudou muito desde antes mesmo da Revolução Russa – e o movimento comunista internacional já pregou coisas díspares, já teve inúmeros rachas, já inverteu seu norte moral durante a história. Como definir de fato, filosoficamente, o que é um socialismo? E, além do mais, a esquerda brasileira, consubstanciada no poder sobretudo com o PT, faz parte do movimento comunista internacional, ainda que saibamos que o PT não tem Gulag, não tem Holodomor, não criou o Partido único... embora, na prática, até este último tenha realizado?  Para quem não sabe nada sobre o socialismo fabiano, Tito, Beatrice e Sidney Webb, a Escola de Frankfurt, Antonio Gramsci, Ernesto Laclau, o Foro de São Paulo, a Organização Socialista Internacionalista (hoje chamada de "O Trabalho") dentro do PT, o 3.º Congresso do Partido dos Trabalhadores pregando o "Socialismo Petista"... bem, se não conhece tudo isso, talvez a resposta a essa pergunta, na vida real, longe de dicotomias fáceis de acadêmicos repetitivos, possa acabar te surpreendendo. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger, da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!

70: Bolsonaro eleito

Guten Morgen, Brasilien! A nova era começou e Filipe Trielli e Flavio Morgenstern foram para Brasília cobrir a posse presidencial de Jair Bolsonaro, para descobrir se estamos mesmo em 1964, se a ditadura voltou, se os jornalistas estão sendo torturados, se o fascismo começou e se virou faroeste. E o resultado contamos nesse episódio do seu podcast preferido. Bolsonaro chega ao governo de maneira completamente atípica não apenas na história brasileira, mas contra todo o establishment internacional. Nós, dois caipiras de São Paulo que nunca tinham visto Brasília “por dentro” (as entranhas do poder), contamos o que vimos, o que sentimos e como os ministros e a equipe de Bolsonaro deve encarar uma chegada ao poder – lembrando que a maior parte dos seus ministros são técnicos, muitos sem nenhum passado político. Além de nossas impressões de Brasília, comentamos os principais e mais famosos ministros de Bolsonaro, como Ernesto Araújo (Relações Exteriores, nosso chanceler), Sérgio Moro (Justiça), Damares Alves (que chefia o novo Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos) e também nosso caro Ricardo Vélez-Rodríguez (Educação), além de Silvia Nobre Waiãpi (da equipe de transição) e Sandra Terena (Secretária Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, perdão por esquecermos seu nome, somos péssimos com memória), além da presença da queridíssima doutora Ângela Gandra Martins (Secretária da Família). Também comentamos das expectativas ideológicas, da ligação entre Planalto e o Congresso e ainda temos um furo (de reportagem): será mesmo que o governo Bolsonaro tratou mal jornalistas, deixando-os sem água e café, torturando-os com o exército mandando-os para o DOPS para serem torturados e negando-lhes acesso aos banheiros?! A revelação de tudo – que a grande mídia “profissional” não fez – está nesse episódio do seu podcast preferido! E ainda: o artigo de capa de Flavio Morgenstern para a maior revista da Suíça alemã, Die Weltwoche, falando do governo Bolsonaro como esperança do Brasil: Zeitenwende in Brasilien. Não deixe de ler – mesmo com o Google Translator – excepcionalmente, o artigo está sem o paywall do site da revista. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!

69: Uma reflexão de Natal

Guten Morgen, Brasilien! Nesta data tão especial, abandonamos a política para falar das coisas que realmente importam: o Natal marca a data em que Jesus Cristo nasceu, mas sobretudo a renovação, ano a ano, de um novo tempo, da boa nova do Advento, de uma nova dinâmica no mundo. É uma época que, nas redes sociais, é chamada de hipócrita e de brigas em família com o tiozão do pavê que votou no Bolsonaro, mas qual o significado do Natal e por que damos tanta importância específica a esta data? Já fizemos uma reflexão sobre a importância do Natal no ano passado, com uma análise um pouco mais filosófica sobre o que significa esta data para o mundo – e qual a grande novidade do cristianismo. Afinal, se é dito que Jesus Cristo veio para nos salvar, ele teria vindo para nos salvar de quê? Com a análise de René Girard a respeito dos sacrifícios, e de Eric Voegelin sobre os símbolos de sociedades cosmológicas, conseguimos fazer um resumo, ainda que grosseiro, a respeito de como era o mundo anterior à mensagem de Jesus e como ele se tornou posteriormente. Isto significa que mesmo um ateu, um cético fruto da modernidade, pode enxergar uma grande novidade no cristianismo em relação às sociedades que existiram antes das mensagens conhecidas no Novo Testamento. Que ser um ateu fruto de uma sociedade e cultura cristã é bem diferente de tentar imaginar como seria ser um ateu na antiga Babilônia, no antigo Egito ou na antiga Assíria – ou mesmo nas tão defendidas antigas Grécia e Roma.  Desta feita, trazemos uma nova reflexão sobre o que perdemos nessa modernidade. Como os homens religiosos (do porte de um Sócrates, um Gregor Mendel ou um Georges Lemaître) entendiam e enxergavam o mundo. E por que não só o Natal, mas todo este tempo do Advento, é um tempo especial para vivermos e revivermos todo ano, ciclicamente, sempre celebrando. E não teria como ser diferente.  A quem reclama da hipocrisia... bem, será mesmo que quando se há um tempo para sermos bons, e você está reclamando, o problema não está em você?  A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien e feliz Natal a todos! Hohoho!

68: É a nova era. Tá com medo?

Guten Morgen, Brasilien! A nova era chegou. E os petistas estão com medo! O Holocausto parece que vai começar logo, os negros serão novamente escravizados, os gays morrerão em praça pública, os nordestinos serão deportados, as mulheres serão subjugadas pelos homens e pior: as pessoas vão comprar pistolas 9 mm e a nosso reino de paz com o estatuto do desarmamento, tão pacífico e tão pró-vida, vai acabar, disparando a criminalidade! Ohhhh! Ao menos, é isso que dizem as fanfics de esquerda, o mais novo e elevado gênero literário que a nossa cultura legou, após décadas de alfabetização via método Paulo Freire. É o que diz a imaginação coletiva dos ideologizados no Brasil, crentes de que não crêem, lendo apenas o que é permitido por seus ideólogos, com valores e referências cada vez mais umbigocêntricos.  A eleição de Jair Bolsonaro gerou a maior crise de histeria coletiva da esquerda em sua história no Brasil. Até seria algo a ser levado a sério, se ao menos alguma coisa do conjunto de crenças de quem acredita na "volta da ditadura" fosse real. Simplesmente tudo o que acreditam a respeito do novo presidente é baseado em mentiras, distorções, hipérboles, siricuticos, declarações isoladas fora de contexto e maluquices afins. É curioso notar como a esquerda, perdedora nas urnas, e que vem perdendo espaço na cultura (e até no jornalismo e na Academia), só consegue tentar explicar o fenômeno Bolsonaro através das mesmas idéias, dos mesmos conceitos e do mesmo vocabulário de sempre, crendo que se repetir com bastante ênfase o que acabou de dizer vai gerar alguma novidade. Avessa ao conhecimento livre, sem o filtro do que é "permitido" pela ideologia, muitos caíram na esparrela do mainstream a respeito de Bolsonaro, sempre reduzindo sua atuação ao trinômio machista-racista-homofóbico (quase sempre depois reduzido no anátema "fascista"). E como sair desse buraco? A esquerda pode não gostar, mas vai ter de descobrir o que é essa tal de direita, e através de fontes diretas – não através do que outros esquerdistas dizem que a direita é, no maior disse que disse desde a invenção da fofoca. E podemos ser desagradáveis, mas estamos sempre certos. É melhor Jair se acostumando a ter de nos ouvir! A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto, no estúdio Panela Produtora. A produção visual é de Gustavo Finger da Agência Pier, sobre imagem de Bene Barbosa. Guten Morgen, Brasilien!

67: Ameaça fascista

Guten Morgen, Brasilien! Estamos aqui no aparente último episódio do nosso podcast antes de o fascismo começar. Com a eleição óbvia de Jair Bolsonaro à presidência, tudo quanto é órgão internacional fala abertamente no fim da democracia, em campos de concentração, em chumbo grosso na população e no massacre de minorias simplesmente por serem minorias. Afinal, se todos estão dizendo que Bolsonaro é fascista, é praticamente científico que fascista Bolsonaro é. Nós já analisamos aqui se o nazismo era "de direita", como dizem. Mas vamos analisar se o fascismo tem algo a ver com as propostas de Bolsonaro, ou dessa nascente direita brasileira?  Apesar de ser uma palavra usada como adjetivo, substantivo, verbo, advérbio, exclamação, conjunção e preposição hoje em dia, o fascismo histórico é um fenômeno histórico extremamente bem definido no tempo. Criado por Benito Mussolini, um antigo socialista com certa oposição à centralização de Moscou, o fascismo preconiza o nacionalismo como diferente do socialismo. Mas por quê? O que de fato é o tal nacionalismo fascista? Por que exatamente Itália e Alemanha foram os países que atenderam tão prontamente o chamado fascista? Se alguém for muito nacionalista, acabará obrigatoriamente caindo no fascismo?  Nesse episódio, damos nosso típico giro histórico para entender o que raios é, de fato, esse tal de fascismo – não o que a esquerda não cansa de ficar repetindo, mas o fascismo de verdade, aquele que, curiosamente, saiu justamente do socialismo, e que nunca se afastou muito dele. E mais: Reforma Protestante, os ídolos de Adolf Hitler, a Inquisição e suas heresias, o nome de Benito, consenso acadêmico e muito mais pancadaria para você nesse episódio do seu podcast preferido! A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!

66: A mitologia de Bolsonaro (e O Imbecil Coletivo)

Guten Morgen, Brasilien! Foi uma longa e tenebrosa noite de caos e desesperança em sonos intranqüilos e desespero agonizante, mas estamos aqui de volta com o seu podcast preferido! E o tema não poderia ser mais urgente nessa semana: desmistificamos e mitamos sobre a mitologia criada ao redor de Jair Bolsonaro, o "mito" anti-establishment das eleições de 2018. E ninguém melhor do que nosso profeta com olhos de Cassandra e habitué de nosso podcast, Filipe G. Martins, para analisá-lo! Não faremos análise eleitoral como ~cErToS iNsTiTuToS~ que muito mais erram do que acertam (e sempre a favor do PT), mas analisamos o que gera essa mitologia ao redor de Bolsonaro, e afinal, o que mudou com a sua chegada ao páreo eleitoral, já que todos os que apostaram que essa eleição seguiria as regras das eleições anteriores fracassaram miseravelmente.  Jair Bolsonaro é visto como um candidato anti-establishment, mesmo já sendo deputado há anos. E por que isso se dá? E afinal, o que é este establishment? Por que tanta coisa mudou radicalmente no país desde junho de 2013, aquele ano não compreendido, e agora as regras da política parecem estar quase viradas em 180º?  O que são estes conceitos que importamos de fora, como establishment ou, ainda mais técnico, deep State? É simplesmente impossível entender o fenômeno Bolsonaro apenas pelas velhas esquerda e direita, e precisamos compreender justamente como o povo, mesmo instintivamente, está lidando com o deep State brasileiro desde junho de 2013, passando pelo impeachment e chegando às eleições de 2018. O nome de Bolsonaro também evoca ruptura. Aliás, não apenas ele: FHC, Sarney, Demétrio Magnolli e tantos outros já falaram abertamente em ruptura. Parece que a Constituição Federal de 1988 não dá mais conta dos problemas do país. Isso é bom ou ruim? Além de Bolsonaro, também o próprio PT colocou em seu plano de poder a idéia de invocar uma Constituinte. Como se dará essa possível ruptura com as tais "instituições", nas quais a população deposita tão pouca confiança?  Por fim, ainda mais com a companhia sempre salutar de Filipe G. Martins, não poderíamos ter recomendação cultural melhor do que a volta do maior fenômeno cultural e intelectual a sacudir as prateleiras brasileiras e ter sido o primeiro, no plano intelectual, a destruir o establishment sozinho: Olavo de Carvalho e seu livro O Imbecil Coletivo, que você pode comprar através de nossos links abaixo. O livro-dinamite não poderia vir em melhor hora, e mostra há 20 anos a falha estúpida da intelligentsia brasileira para ler corretamente e diagnosticar com precisão os problemas do país. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Nosso patrocínio é da CVpraVC [https://www.sensoincomum.cvpravc.com.br], que pode fazer um currículo que vai te deixar conquistar a vaga que sempre quis. Guten Morgen, Brasilien!

65: O Plano de Trump para o Oriente Médio - com Filipe Martins

Guten Morgen, Brasilien! Nesses dias de notícias difíceis de serem entendidas no Oriente Médio, nosso maior especialista em política internacional, Filipe G. Martins, está mais uma vez em nosso podcast para explicar o complexo plano de Donald Trump para a região, e entender melhor a guerra de palavras entre os EUA e o Irã dos últimos dias – além, é claro, de países igualmente difíceis, como Israel, Síria ou Iraque. O presidente americano agiu na política interna como um não-político, muito mais próximo de um negociador hábil. Mas como se dá sua visão de mundo no nível internacional? Sobretudo numa das regiões mais difíceis do planeta? Nesta semana, Trump, mesmo para padrões Trump, surpreendeu ao ameaçar o "presidente" do Irã, Hassan Rouhani, em Caps Lock no Twitter, como se gritasse. Veremos uma nova rodada de negociações como foi com a Coréia do Norte de Kim Jong-un? E como fica o Acordo Nuclear com o Irã, que agora o presidente americano quer ver desfeito? Na verdade, Trump parece ser pouco subversivo quanto ao Oriente Médio: seu antecessor, Barack Obama, é que foi um revolucionário nas políticas americanas na região. Foi a política anti-colonialista de Obama que promoveu (até com armas) a Primavera Árabe, que depôs vários tiranos vigiados pela América de longa data, e colocou em seu lugar grupos rebeldes muito mais violentos do que as ditaduras laicas observadas pelos EUA. Trump, neste sentido, tem um plano claro, ao contrário do que diz a mídia: e age muito mais ouvindo conselhos do que de supetão, e seguindo os ditames do que a América sempre fez para se proteger e manter o mundo mais seguro. Afinal, não podemos considerar as políticas de George W. Bush e Barack Obama no Oriente Médio exatos exemplos de sucesso, que o digam o Estado Islâmico, a Irmandade Muçulmana ou o mar de sangue promovido pelo terrorismo pela Europa. Para não falarmos ainda da Al Qaeda e da rusga milenar entre sunitas e xiitas... Tudo isso você ouvirá nesse podcast bombást... revelador! A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora. A produção visual fica por Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!

64: Croácia, Neymar e crise de masculinidade - com Filipe Martins

Guten Morgen, Brasilien! Após nosso recesso da Copa (extendido para algumas semanas estratégicas...), estamos de volta com o maior habitué do Guten Morgen, Filipe Martins, para fazer algo novo: não apenas uma pauta no podcast, mas três! E logo após a Copa do Mundo, nada melhor do que falar da Croácia, que tanto chamou atenção até depois da final. E também de Neymar caindo. E da crise de masculinidade ocidental. E que tal terminar comentando um tanto sobre literatura? A Croácia foi brutalmente atacada pelos nossos jornalistas esportivos acusada de uma gama variando de "bastante nacionalista" até "nazista", incluindo uma fake news replicada por órgãos como o G1, da Globo, dizendo que até teriam desenhado uma suástica em campo (!).  Os Bálcãs sempre foram a região mais complexa do planeta (ainda mais do que o Oriente Médio), e quase ninguém parece compreendê-los (nem mesmo Putin). Nada melhor do que nosso maior especialista em geopolítica para comentar o que podemos entender, num breve lampejo, sobre a Croácia e a região. Afinal, a Croácia é ultra-nacionalista como Adolf Hitler? Quais as suas ligações com a Alemanha, que hoje é ambientalista, pró-aborto, e até é a principal promotora da política de open borders para refugiados?  Também pincelamos países como a Sérvia, que foi pivô da Primeira Guerra Mundial (o conflito mais importante, e menos compreendido do mundo), a Bósnia-Herzgoniva e, claro, a influência russa, dos tsares a Putin na região. Mas também falamos, é claro, de Neymar! Por que nosso ídolo está caindo tanto? Quais os reflexos de um ícone brasileiro (e mundial) na formação do imaginário coletivo de jovens sem modelos masculinos melhores para se espalhar? E mais importante: feministas geralmente só falam de masculinidade como algo "tóxico", segundo o clichê sempre repetido. Mas o que é a masculinidade de fato? Por que ela passou a ser tão má compreendida nos últimos anos? Terminamos ainda com referências literárias, e uma breve análise de modelos masculinos, arquetípicos e exemplares, na literatura – sejam Aquiles e Ajax na Ilíada, sejam Moisés e Jesus na Bíblia, sejam Ned Stark e Boromir na literatura recente. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto, no estúdio Panela Produtora. A produção visual fica com Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!

63: Lute contra a CENSURA nas redes

Guten Morgen, Brasilien! Neste episódio com quase TRÊS HORAS do seu podcast preferido, falaremos, enquanto é tempo, do novo processo de CENSURA e controle nas redes sociais, proibindo de maneiras cada vez mais objetivas a circulação de informações que desagradem aos censores 2.0 – tudo em nome de coibir supostas fake news, como avisamos que seria o resultado há dois anos, desde que o conceito começou a ser aventado depois das eleições de Donald Trump. Agora, agências de fact-checking se mostram já de cara incapazes ao fim e ao cabo de, afinal, checar fatos, mostrando-se não apenas erradas, mas ideologicamente enviesadas. Jornalistas das agências Lupa e Aos Fatos trancaram seus perfis nas redes sociais, com medo de terem mais de suas visões políticas expostas. Ora, ninguém VOTOU, PEDIU ou DEFINIU que estes jornalistas, desconhecidos de todos do público, criem o novo Ministério da Verdade do 1984 de George Orwell, definindo o que podemos ler e o que não podemos. Também são apenas jornalistas perdendo o controle hegemônico da grande e velha mídia, que por mais de um século definiu o que deveríamos pensar, que reclamam de supostas "fake news".  Se só o que os focas da Agência Lupa e da Aos Fatos podem determinar o que é verdade (e com todas as falhas que já mostraram), CENSURANDO o alcance e marcando como inverídicos (pelo seu critério), podem chamar o processo do que quiserem, ainda é, sim, a volta da censura. Podemos definir claramente que a liberdade de expressão no Brasil está em risco. Ainda que não seja a censura prévia dos militares (e sempre comparam tudo à ditadura militar), temos um novo Index Sitorum Prohibitorum das agências de checagem, marcando o que quiserem com o seu nihil obstat e determinando como conteúdo "perigoso" e mesmo "mentiroso" o que não querem que você leia. E isso em uma rede social como o Facebook, 99,999% dependente de seu feed. Assim, nas próximas eleições, apenas as postagens que eles quiserem que sejam vistas serão, e as postagens que não querem não aparecerão no feed de ninguém, só sendo vistas acessando-se a página que postou (e quem faz isso?). É esta nova censura que você quer para o Brasil? E são estas pessoas que falam em "pós-verdade", mesmo sendo elas que criam um novo conceito de verdade?  Claro que a desculpa dessas agências, já compartilhada por aí, é a de que a direita "quer compartilhar notícias falsas" (o que é, em si, uma notícia falsa, mas que eles próprios, obviamente, não censuraram). Pelo contrário: a direita teve de lidar com notícias falsas, como fanfics, por décadas. Inclusive a maior notícia falsa a envolver eleições no Brasil: a de que um candidato tucano iria acabar com o Bolsa Família se fosse eleito. O que a direita quer é que a consciência individual, e não o "crivo" de jornalistas de extremíssima-esquerda, que não chamaram ninguém de uma posição política oposta, determinem o que é verdade. Neste episódio, você entenderá como funcionam essas agências. Conhecerá as mentiras dessas agências. Descobrirá por que não deve apoiá-las em nome de combater supostas "fake news". E sobretudo: aprenderá a como lutar contra a censura nas redes sociais. Ou você quer ser censurado? Se hoje quem censura está do seu lado, imagine se amanhã quem tiver tal poder for alguém que não quer as suas idéias sendo divulgadas? Lute por uma #internetlivre! A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger, da Agência Pier. E também contamos com a presença de Roberto Burgess, o CEO de nosso primeiro parceiro comercial, a CVpraVC (https://www.sensoincomum.cvpravc.com.br), que fará um currículo para você conquistar o emprego dos seus sonhos! Guten Morgen, Brasilien!

62: De boas intenções, o Congresso está cheio

Guten Morgen, Brasilien! Com atraso de duas semanas, continuamos um assunto que já analisamos no nosso último episódio: a diferença política entre boas intenções e bons resultados. Em um tempo em que as definições de direita e esquerda estão sendo revistas, e em que novos conceitos estão se impondo no discurso público, vamos adiante para analisar o que está por trás de idéias políticas atuais. Estamos acostumados a buscar enxergar algumas realidades históricas, filosóficas, antropológicas e mais profundas sobre questões atuais. E nada mais urgente do que observar com mais profundidade a diferença entre os discursos correntes da esquerda e da direita. E basta perceber que cada ideologia política está preocupada com questões distintas e têm até um vocabulário próprio para determinar o que é o seu bem e o seu mal, o seu norte moral, o que considera que sejam seus maiores problemas. A direita se preocupa com liberdade, moral, segurança e família, enquanto a esquerda se preocupa com igualdade, inclusão, "- fobias" e "-ismos". O discurso progressista atual está cheio de boas intenções, não importando os resultados pífios e quase sempre contraproducentes e desastrosos. Por que, afinal, sobretudo jovens ainda insistem na tragédia progressista, crendo que o problema do mundo são conservadores que, afinal, são seus pais, seus avós, seus chefes e todos aqueles que lhes garantem algum sustento e liberdade? O discurso esquematista é ultra-sedutor, em que um esquema mental é criado à perfeição, mas nada de seus elementos, sua correlação lógica ou seu desenvolvimento corresponde à realidade. Por que ainda insistimos no erro? Ainda paramos para analisar mais uma vez a atual mudança da mentalidade esquerdista para o progressismo absoluto em casos como o da invasão do prédio da Polícia Federal na Praça do Paissandu em São Paulo, que gerou a tragédia do desabamento com famílias inteiras, e a esquerda tanto se focou nas boas intenções dos líderes invasores que colocaram pessoas em risco de vida para tirá-las da rua, enquanto a direita se focou tanto na defesa da vida. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien! apoia.se/sensoincomum patreon.com/sensoincomum

61: O que raios é a direita?

Guten Morgen, Brasilien! O debate político se acalora meses antes das eleições e, na crise de identidade em que o mundo foi lançado com fenômenos como Trump e a onda "populista" na Europa, aliado a palavras como "globalismo" e "establishment" que agora dominam o debate, todos ficaram confusos e começam às vezes a inverter o que são, pensam e querem a esquerda e a direita. Mas há uma questão fundamental que é ignorada, apesar de ser a base da conversa: qualquer pessoa que hoje esteja minimamente alfabetizada no debate político, digamos, em nível universitário, sabe perfeitamente bem o que é, pensa e quer a esquerda. Conhece seus autores, suas dissidências, o básico de sua história, suas realizações e idealizações. Porém, o oposto ocorre com a direita. Perguntar a um universitário, mesmo e sobretudo se fizer um curso envolvendo política (do Direito e da Ciência Política à Sociologia e Relações Internacionais), quais são os maiores nomes de pensadores da direita no século XX, e dificilmente ele acertará um nome. Pior: acreditará piamente que a direita é algo muitas vezes inverso do que a direita realmente é, por só conhecê-la não por fonte direta, mas através do cabresto ideológico da esquerda. Sem querer esgotar um assunto tão complexo, capiloso, metamorfo e espinhoso, buscamos aqui dar uma definição de direita que, se não é cabal e definitiva (o que seria reducionista, algo que não poderia ser mais inimigo do pensamento conservador), ao menos irá aclarar algumas discussões atuais envolvendo um tema que é dito o tempo todo, mas nunca estudado. Afinal, que grande debatedor na intelligentsia atual, ainda mais brasileira, leu, estudou, passou anos a fundo com os grandes clássicos da direita? Eric Voegelin, Erik von Kuehnelt-Leddihn, Bernard Lonergan, Russell Kirk, Leo Strauss, G. K. Chesterton, Alfred North Whitehead, George Santayana, Michael Oakeshott, Alain Peyrefitte, Nikolai Berdyaev, Hans Urs von Balthasar... quem ao menos ouviu falar destes grandes gênios do século XX estudando em faculdades no Brasil? É fácil entender por que as pessoas são tão devotamente de esquerda e acreditam tanto em sua superioridade, se gastam anos de vida estudando autores francamente menores, e no máximo lêem 2 páginas do Google por 3 minutos para autores dos quais só ouvem falar, ehrr, por aqui. E também por que todos estão confusos com casos que fogem a definições simples como a Rússia, Israel, as agências internacionais, além de questões exteriores, como o comércio internacional ou o tamanho do Estado. E como ficam liberais e libertários nesta questão? Agora é hora de aprender ao menos um pouco sobre o que é a direita, ficar mais inteligente e perder amigos! E mais: Estado laico, monarquia, a questão do anti-semitismo e dos totalitarismos modernos, Antigo Testamento, gnosticismo, Império Romano e modernismo no seu podcast preferido. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger na Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien! Olavo de Carvalho - A Nova Era e a Revolução Cultural: https://amzn.to/2rpYOtu Nelson Lehmann da Silva - A Religião Civil do Estado Moderno: https://amzn.to/2rrxw66 Benjamin Wiker - Dez Livros que Todo Conservador Deve Ler: https://amzn.to/2I17hKB Massimo Cacciari - Ocidente Sem Utopias: https://amzn.to/2Ipbmfq Eric Voegelin - Ordem e História: https://amzn.to/2K0yIVy Eric Voegelin - Hitler e os Alemães: https://amzn.to/2FRLseM Eric Voegelin - Reflexões Autobiográficas: https://amzn.to/2K3GSN7 Olavo de Carvalho - O Jardim das Aflições: https://amzn.to/2jDa9CU Russell Kirk - A Política da Prudência: https://amzn.to/2FRMebG Roger Scruton - Como ser um Conservador: https://amzn.to/2I0aWIU Massimo Cacciari - O Poder Que Freia: https://amzn.to/2rrRv4G Thomas Sowell - Os Intelectuais e a Sociedade: https://amzn.to/2wl5leH

60: Esquerda fascista

Guten Morgen, Brasilien! Nos últimos dias, a esquerda, que foi decapitada de Lula, está tentando dar vôos como os de uma galinha degolada, achando-se ainda uma águia. Mas como acreditam que os escorpiões fases, a esquerda partiu pro tudo ou nada: petista ou não, apesar de usar "fascista" como xingamento preferido, está com táticas cada vez mais parecidas com aquelas de Benito Mussolini et caterva. Neste episódio de nosso podcast, analisaremos de onde surgiram as idéias fascistas, e bem ao contrário da historiografia doutrinadora do sócio-construtivismo atual, mostraremos como o fascismo deve muitas de suas idéias ao... pensamento de classe de Karl Marx, como os próprios fascistas admitiam. O pensamento sindical, a luta entre "classes sociais" e a busca por "direitos trabalhistas" contra uma "elite" estão tanto na base tanto socialista quanto fascista. Benito Mussolini ele próprio foi um socialista elogiado por Lenin. Adolf Hitler, que já analisamos aqui, também se considerava socialista (oooh!) e fez um pacto com Stalin, o famoso Pacto Ribbentrop-Molotov, contra a "Inglaterra imperialista". São fatos simples da história que desmentem a versão oficial da historiografia marxista atual. O maior problema é que o PT e a esquerda brasileira atualmente estão cada vez mais se afastando do seu braço marxista (sobretudo trotskysta) e apelando para táticas mais parecidas com as de seus concorrentes fascistas, ainda que digam repudiar com horror o fascismo e chamem tudo o que nem sequer se pareça com o fascismo de "fascista". Ora, ninguém xingaria um nazista com uniforme da Waffen SS de "nazista" tentando calá-lo ou vencê-lo em um argumento. Quando a palavra "fascista" é usada como xingamento, é justamente porque a vítima da ofensa repudia mortalmente o fascismo, e irá se calar e se ofender com a ofensa. Isto é a estrutura basilar do vezo da esquerda em chamar tudo de "fascista". Não percebem, afinal, que isto é admitir que aquele que é xingado odeia ainda mais o fascismo do que o próprio xingador? As táticas da esquerda, sobretudo do PT de Lula, cada vez mais se aproximam das táticas fascistas (que venciam eleições democráticas e não queriam revolução), ao invés das socialistas. Temos culto ao líder, sindicalismo, capitalismo dirigido, direitos trabalhistas, terceira via... mas falta o elemento paramilitar. Ou melhor, faltava: basta ver como Lula usou sua milícia como escudo humano para não cumprir a lei. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien! Assine: https://www.patreon.com/sensoincomum https://apoia.se/sensoincomum

59: Lula preso - com Filipes Martins e Trielli

Guten Morgen, Brasilien! Estamos aqui de volta em edição extraordinária do seu podcast preferido. Lula está preso! Depois de mais de uma década do mensalão, aquilo que nunca ninguém esperou ver no Brasil se concretizou diante dos olhos de todos: um ex-presidente da República ser indiciado por corrupção, julgado, condenado e preso. Foram anos de trabalho de alguns, anos de desprezo de outros que consideravam tudo uma grande pantomima que nunca atingiria o maior líder popular do país.  Mas... será mesmo que Lula é "o maior líder popular do país"? Mais: será que Lula hoje pode ser considerado mesmo um "líder popular", se sua suposta popularidade só é encontrada no quarteirão do Sindicato dos Metalúrgicos, nos DCE's de Universidades com muitos cursos de Humanas, no voto famélico e ignorante e no Datafolha? Lula estar finalmente preso é um evento que pode significar uma nova refundação de um país, ou ao menos da Nova República, que teve Lula como seu non plus ultra. Mas certamente devemos ignorar mais uma vez a narrativa da grande e velha mídia de um Lula com popularidade impoluta e extrema (esta mídia que errou tudo nos últimos anos) e tentar observar as mudanças de percepção sobre Lula na mente dos brasileiros médios, que estão longe de parecer militantes socialistas, completos ignorantes ou noveleiros da Globo. Neste episódio especial, chamamos nosso produtor, Filipe Trielli, e nosso especialista maior em eleições, Filipe Martins, para comentar a imagem estilhaçada do ex-presidente, do PT (que não parece ter uma sobrevida muito clara pós-Lula), da esquerda e de outros partidos do Brasil. Será que a esquerda está morta? A onda conservadora já ganhou? O mundo inteiro se renderá aos "reaças" e a História se congelará em um marasmo olavete e anti-globalista? E além deste episódio, não se esqueça de conferir o filme "Era Vargas: O Crepúsculo de um Ídolo", do Brasil Paralelo, com palestras por este link exclusivo: https://go.hotmart.com/A7541691R Afinal, é um filme que parece ter sido exatamente sobre a semana passada, com a prisão de Lula – com direito à perseguição à mídia, adoração de um líder, false flag e populismo. E mais: Marielle Franco, livros de esquerda e direita, podcasts comunistas, antagonismos e radicalismos, Guilherme Boulos, pichações em banheiros de faculdade, Deus na história, o poder do PSOL e fascismo à brasileira nesse episódio do Guten Morgen, o seu podcast sem medo de polêmica – e nem da polícia. A produção é do próprio Filipe Trielli e de David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien! Contribua pelo Patreon ou Apoia.se: https://www.patreon.com/sensoincomum https://apoia.se/sensoincomum

58: Tiros, armas e fake news - com Bene Barbosa

Guten Morgen, Braslien! Com atraso – mas podem culpar o Lula, a semana foi louca – voltamos para falar da bizarrice da mídia na semana passada sobre armas, tanto sobre o caso de Marielle Franco quanto o ainda mais bizarro "atentado" contra a caravana de Lula no sul (quando o ex-presidente ainda andava pelo Paraná solto). E ninguém melhor para falar disso do que o mestre Bene Barbosa! Sim, o maior especialista em segurança pública e armas do país volta ao Guten Morgen imediatamente após sua primeira aparição, e nos dá uma aula magna sobre armas, tiros, balística e tudo aquilo que precisamos saber para não falar bobagem... como certos jornalistas fazem. Desta feita, Bene Barbosa analisa as fake news da grande mídia dizendo as coisas mais bizarras possíveis sobre armas sem entender nada do que falam. Como pistolas com "repetidores". Ou tiros de 22 que podem ser parados com uma luva grossa. Ou ainda armas usadas por policiais ruins. Ou que os tiros nos ônibus da campanha eleitoral ilegal de Lula teriam "rasgado" a lataria do ônibus se o ônibus estivesse em movimento. Afinal, se o brasileiro parece não gostar de estudar armas, por que é que tanto insiste em querer ser especialista em um assunto do qual descaradamente não entende nada? E por que jornalistas tentam falar e informar pessoas sobre isso sem nunca ler meia página a respeito? O pior: como passamos de especialistas em futebol para especialistas em segurança, e depois especialistas em armas, e agora até especialistas em tiros, sem nem entender o que raios é um calibre? Aliás, Bene Barbosa também explica como se calcula o calibre de uma arma... e muito mais para quem quer aprender sobre armas e tiros! A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!

57: Segurança é a única coisa que importa

Guten Morgen, Brasilien! O assunto do Brasil é apenas eleições 2018 e Marielle Franco, a vereadora do PSOL assassinada no Rio de Janeiro. Já afirmamos que o que definirá essas eleições será aborto, homem pelado no museu e tiro (vide nosso último episódio). E isto resume nosso tema a uma palavra: segurança. Seja dentro da barriga da mãe, tendo uma infância saudável ou andando nas ruas sem morrer. Não parece algo difícil de se entender e menos ainda de se explicar, e não é preciso ser um gênio intelectual para entender a lógica: antes de decidir qualquer coisa, como a privatização dos meios de transporte ou a taxa de juros, é preciso continuar vivo. Continuar vivo é algo interessante. Então, segurança precede saúde, educação, economia, meio ambiente, saneamento básico etc etc etc. Até mesmo corrupção. O curioso é notar como a mídia parou o país para falar do assassinato de Marielle Franco, e sobretudo a Rede Globo virou um eco do programa político-partidário do PSOL, dizendo que a vereadora era uma pessoa sensacional, abnegada, lutando pelas "minorias" e, claro, ativista dos direitos humanos, dando a entender sempre que foi morta exatamente por isso. Mas ninguém parece ter coragem de dizer o que Marielle e seu partido, o anatemoso PSOL, defendiam, como a desmilitização da PM e da Guarda Civil Metropolitana, o aborto, as exposições com trosobas sendo colocados na cara de criancinhas, a descriminalização das drogas e tudo aquilo que só deixa as pessoas cada vez mais inseguras nas ruas. O PSOL, aliás, é uma esquerda bem específica: não é mais a esquerda dos velhos marxistas e trotskystas, apesar de conter com alguns quadros da velha guarda (como Babá ou Plínio Arruda), mas se tornou o arquétipo da new left, uma esquerda mais preocupada com crianças travestis do que com proletários, mais interessada em casamento gay do que em chão de fábrica, muito mais influente entre riquinhos maconheiros do que entre pedreiros e lixeiros. Afinal, não está na hora de admitir o óbvio, apesar de não ser dito pela mídia: que tudo o que importa para o futuro do país é melhorar a segurança, pública e privada, do ventre à velhice, e que a esquerda, ainda mais sua versão extremada transubstanciada no PSOL, é quem mais deixa os brasileiros inseguros, com risco de morrer mais alto no Brasil do que em países devastados por uma miséria muito maior? E além da CVpraVC - http://sensoincomum.cvpravc.com.br , que vai criar o melhor currículo para você arrumar a vaga de emprego que sempre quis, anunciamos parceria também com o Inemp, o Instituto de Neurolinguística Empresarial - http://ead.inemp.com,br/senso , que vai aumentar sua capacidade de vender e convencer sua platéia com as técnicas da neurolingüística aplicadas ao ambiente corporativo. Não deixem de conferir! A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto na Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!

56: Armas previnem atentados, livros não - com Bene Barbosa

Guten Morgen, Brasilien! Seu podcast preferido começa com mais tiro, porrada e bomba do que nunca. Sobretudo com tiro. O maior especialista em segurança pública do Brasil, e simplesmente a pessoa mais pedida no Guten Morgen, Bene Barbosa, finalmente apareceu para explicar ao Brasil por que o acesso do cidadão a armas é tão importante para garantir nossa liberdade e, antes disso, para que continuemos vivos. Não parece difícil de entender, não é? Bem, discuta isso em público, sobretudo perto de esquerdistas, hippies, comunistas, pacifistas e demais pessoas com problemas com banho. Armas são consideradas seres animados, que vão sair por aí matando pessoas aleatoriamente simplesmente por discordarem delas. Mais ou menos como se fossem comunistas. Bene Barbosa falará sobre o atentado na Flórida, sobre armas automáticas e semi-automáticas (coisa que raros entendem no Brasil), mas também sobre a violência, ou melhor, a criminalidade no Brasil, e como o desarmamento faz parte de algo muito pior, que é a frouxidão dos nossos parlamentares e o divórcio da vida real e dos problemas concretos da população para se preocuparem com abstrações, enquanto o povo morre de medo de acordar 5 da manhã e morrer nas mãos de um nóia por um celular e R$ 50. E, além de explicar a política brasileira, Bene Barbosa fala da relação de suíços com as armas (e, afinal, qual foi a relação entre o Terceiro Reich nazista e a Suíça? Hitler não invadiu a Suíça graças à sua população quase inteiramente armada?), além de armas de caça, heavy metal, livros de história e doutrinação (e, claro, livros que merecem ser lidos, como os que recomendamos pelos links), terminamos com uma mensagem de paz... cantando Imagine! Mas não aquele lixo do John Lennon, e sim a versão de nosso produtor, Filipe Trielli, que corrigiu a música (a letra segue no site). A produção, além de Filipe Trielli, é de David Mazzuca Neto, da Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger, da Agência Pier. E não se esqueçam de conhecer a CVpraVC, nosso patrocinador: sensoincomum.cvpravc.com.br  Guten Morgen, Brasilien! Livros: Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento (Bene Barbosa): http://amzn.to/2FGIR82 Violência e Armas: http://amzn.to/2GrNbJS Hitler e o Desarmamento: http://amzn.to/2FF3nGk De John Lott Jr: Preconceito Contra as Armas: http://amzn.to/2FOaqjc War on Guns: http://amzn.to/2tL6Mlt Straight Shooting: http://amzn.to/2Gqo9KO More Guns, Less Crime: http://amzn.to/2tMe34y

55: Vá problematizar a sua vó - com Filipe Trielli

Guten Morgen, Brasilien! Você também está com a sensação de que todo mundo virou retardado e só nós estamos certos? Você está certo! Todo mundo virou mongolóide mesmo. E o problema é que estão com falta de problemas. Pessoas com a vida feita, que só ficam na internet coçando e moscando o dia inteiro, inventaram de problematizar a vida. Algo pode ser mais cacete? Eles querem problematizar fantasias de carnaval. E problematizar a Turma da Mônica. E problematizar Friends. E problematizar cachorros que cheiram outros cachorros na rua. E problematizar mulheres bonitas (o favorito). E problematizar propagandas com coisas agradáveis. E problematizar o leite. E... peraí, o leite?! Sim, o leite.  Gente. O leite. Sério. A teoria e prática da nova esquerda, aquela que não conseguiu nada falando de revolução operária além de uns genocidiozinhos de algumas centenas de milhões, e agora, para chamar atenção e denunciar "problemas" no capitalismo, na estrutura familiar, na normalidade da vida longe de ideologias pernósticas e burras, precisa "problematizar". Ou seja, enxergar problemas onde não tem. No leite, por exemplo. No leite, meu povo. Sério. Tudo o que é normal na vida, inócuo, inofensivo, geralmente invisível e simplesmente o obrigatório e típico da vida, agora é racismo, machismo ou homofobia. Porque se você não está arrancando os cabelos e enfiando imagens de religiões nos orifícios excretores, certamente você que é um problema, atolado de -ismos e -fobias, que só se resolverá quando o comunismo finalmente for reaplicado.  Isso, é claro, eles não problematizam. Só o leite. O leite, gente. Pô. Leite. Sério. Será que a esquerda, depois do assassinato e totalitarismo, vai mesmo apostar com tudo na chatice? Quanto tempo livre têm as pessoas da problematização? Onde moram (com os pais), o que fazem para viver (além de mestrado em Ciências Sociais), como se reproduzem (sozinhas, no XVideos, choramingando por ninguém querer sua companhia tão problematizadora)? É o que você descobrirá hoje, no Guten Morgen. Com participação de nosso produtor, Filipe Trielli! A produção é do próprio Filipe Trielli e de David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger, da Agência Pier. Tomem um leite e guten Morgen, Brasilien!

54: Mas e o Lula? - com Filipe Martins

Guten Morgen, Brasilien! A pergunta que assola o país agora é: "Lula será preso?". Mas antes mesmo de pensar na resposta, vamos mostrar em nosso podcast que o discurso se inverteu. A questão agora, em qualquer discussão política de qualquer matiz, é: "Mas e o Lula?" "Ah, mas você votou no Aécio!" Antes mesmo de explicar que simplesmente não tínhamos opção melhor e votamos no menos pior, ao invés de votar no pior e ainda se orgulhar, simplesmente responda: "Mas e o Lula?" "Ms vocês se aliaram com o Cunha! Mas e o Cunha?" Não precisa explicar que Eduardo Cunha fez campanha por Dilma duas vezes, era líder do governo na bancada, até virar a casaca, tendo recusado uns 30 pedidos de impeachment no meio do caminho. Tudo o que você precisa dizer é: "Mas e o Lula?" Enquanto o jornalismo envida seus maiores esforços para pintar os juízes que julgam os crimes de Lula como tão corruptos ou mais do que o ex-presidente por receber um auxílio-moradia previsto em lei (mesmo quando imoral), nós restauraremos as equivalências e mostraremos que não podemos mais deixarmo-nos dominar pelo discurso do PT com suas falsas acusações, dedinho em riste, dorso da mão à cintura e pezinho a fustigar violentamente o assoalho. Lula foi condenado, e agora passou da hora (há mais de uma década) de os petistas serem acusados por serem coniventes com corrupção, com tirar dinheiro dos pobres para dar a empreiteiros, com mentiras para enganar os desinformados e afins. No mais, nosso editor-assistente Filipe Martins conversa conosco para analisar, com sua presciência de sempre, como ficam as projeções para as eleições sem datafolhismo. Como ficam as chances de Jair Bolsonaro? E de Geraldo Alckmin? Este, aliás, merece análise detalhada, por ser o autor de uma das frases mais... definidoras do futuro da língua portuguesa ao comentar a condenação de Lula. E mais: Ciro Gomes, pancadaria nas ruas, Gleisi Hoffmann, o desespero da torcida, Marina Silva, o futuro do Brasil internacionalmente, João Doria, piadas escrotas, Luciano Huck e loucura, loucura, loucura no Guten Morgen, o seu podcast preferido. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger, da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!

53: 2018: Ferrou? - com Filipe Martins

Guten Morgen, Brasilien! Já se tornou tradição aqui no nosso podcast: Filipe Martins sempre analisa a virada do ano, e faz suas previsões e análises imperdíveis para o ano seguinte. E em 2018 não foi diferente. Desta feita, nosso oráculo de Sorocaba revela quais são os riscos gerais de 2018, e como este ano pode ser diferente de 2017. Será que o terrorismo será mesmo "parte de viver em grandes cidades", como afirmou o prefeito muçulmano de Londres Sadiq Khan, ou teremos uma guinada? E a onda conservadora, continuará em 2018? A América Latina terá importantes eleições que podem determinar como continuará, ou não, este movimento conservador, ou se a esquerda retomará algum terreno. E, claro, em 2018 há eleições no Brasil. Como se dará o cenário entre Lula e Bolsonaro, um PSDB enfraquecido, um PMDB sumido, e uma quantidade de candidatos só vista em 89, ou até maior do que aquele ano? Como ficarão nomes como Doria ou Meirelles? E que tal o chamado "populismo" na União Européia, com eleições italianas? Para não falar de Itália, França, Inglaterra, Holanda, Suécia e afins. O que 2018 promete para a Europa e a União Européia? Ninguém melhor para responder estas questões do que nosso editor assistente, Filipe Martins, que tanto entende de política internacional e que já acertou tanto no passado em suas análises e previsões. A edição é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger. E não esqueça de fazer seu currículo no CVpraVC, o nosso primeiro patrocinador: sensoincomum.cvpravc.com.br Guten Morgen, Brasilien!

52: Deturparam Marx (de novo)

Guten Morgen, Brasilien! Estreamos este ano com uma notícia muito triste. Terrível, de verdade. É algo tão trágico que se torna difícil de acreditar, mas... deturparam Marx, gente. Sério. Foram aplicar o maior filósofo e pensador do Universo e... deturparam. Saiu tudo errado, e não foi o socialismo de verdade. O socialismo real ainda está por vir, tornando o socialismo científico a doutrina que, curiosamente, tem a característica de não existir tão logo você aplique Karl Marx. Foi assim na União Soviética: veio Stalin (já que ninguém lembra de Lenin como um totalitário genocida) e matou às pencas – logo, não era o socialismo de verdade, e o stalinismo (chamado, justamente, de marxismo-leninismo) é pura deturpação de Marx. Bom mesmo seria Trotsky, o marxista verdadeiro, que, nova e cientificamente, não chegou ao poder. Mas também foi assim na China comunista. Por coincidência, também aplicaram Marx por lá mas CATAPIMBA! deturparam tudo de novo. E também na Alemanha Oriental. E no Zimbábue. E no Camboja. E na Romênia. E na Coréia do Norte. E no Afeganistão. E em Cuba. E na Polônia. E na Hungria. E na Checoslováquia. E na Líbia. E no Vietnã. E na Iugoslávia. E no Congo. E na Venezuela.  Onde quer que você tente aplicar o marxismo, em seus variegados graus de diferença (do leninismo ao socialismo juche, do maoísmo ao socialismo Baath, do trotskysmo ao bolivarianismo), como analisados por Leszek Kołakowski em seu clássico Main Currents of Marxism, TCHAPLAU!, alguém, por desastre do destino, deturpa Marx ali na última hora, causa fome e genocídio, com paredón ou Gulag, o povo fica em desespero para fugir para o país capitalista conservador mais próximo (haitianos estão do lado de Cuba, mas preferem até fugir para o Brasil "golpista") e intelectuais e youtubers correm para dizer que não era ainda o verdadeiro socialismo, que o verdadeiro socialismo é o socialismo ainda não verdadeiro, que deturparam Marx de novo, que Marx é puro humanismo, o maior pensador do Universo etc. Há um fator simples para explicar muita coisa: dá para virar marxista em um minuto, e é este o apelo do barbudão da Renânia. Nós fazemos o teste neste podcast. Em um minuto pode-se ensinar alguém a ser um marxista fanático e ortodoxo. Com filósofos bons ou ruins de outras cepas, seja Nietzsche ou Kant, seja Heidegger ou Leibniz, há pelo menos alguns anos de estudos difíceis, com temas complexos (mesmo que o filósofo em questão tenha errado em tudo) para alguém se considerar um "kantiano" ou um discípulo de Wittgenstein ou D'Alembert. Que dirá de sumidades do pensamento, de Kierkegaard a Bernard Lonergan. Mas foi justamente Marx, o "materialista científico", que definiu que só se pode julgar uma filosofia pelos seus resultados práticos. Por isso, fazemos uma sucinta análise filosófica de seu "materialismo histórico-dialético", à luz de pensadores muito mais gabaritados, como Benedetto Croce e Eric Voegelin, para entender os problemas fundamentais que fazem o marxismo ter tamanha alergia da realidade, para ser "deturpado", segundo a desculpa da moda, toda vez que alguém consubstancia o marxismo, justamente, na ditadura do proletariado apregoada por ele. E não deixem de fazer seu currículo valendo ouro com o CVPraVC (sensoincomum.cvpravc.com.br), nosso primeiro anunciante, que vai te ajudar a conquistar aquela vaga tão desejada!

51: A importância do Natal

Guten Morgen, Brasilien, hohoho! Fazemos nosso episódio especial de Natal para nosso público tão intelectual – e, obviamente, para os mongolóides que se acham intelectuais que ousam nos ouvir – para explicar, muito sucintamente, a grande pergunta desses tempos tão sombrios: afinal, por e para que comemoramos o Natal? Por que o Natal é chamado de Tempo do Advento? Por que é considerada pelo Ocidente a data mais importante do ano? Por que o Natal não é apenas um feriado, é toda uma época?  E nossos ouvintes intelectuais, via de regra universitários de extrema-Humanas, "críticos" e fãs de Leandro Karnal, o que têm a dizer do Natal (rimou)?  O Natal, nessa época de politicamente correto, é considerado uma data machista, patriarcal, obscurantista, opressora e xxxxxista e xxxxxfóbica. A mesa cheia ofende os socialistas, o peru ofende as feministas, os presentes ofendem os de pai ausente e a alegria ofende a esquerda. Os tios fazem piada do pavê, os pais elogiam Jair Bolsonaro, os primos são fãs de Donald Trump e ninguém acha legal o textão de problematização da sociedade falocêntrica representada na árvore de Natal dito antes da hora em que Jesus Cristo nasceu. Mas será que eles sabem do profundo significado do Natal? Dizer que é apenas uma data patriarcal e obscurantista, e que todos deveríamos ser ateus e festejar o nascimento de Isaac Newton como nos mandou nosso profeta e senhor, o Dr. Richard Dawkins, é mesmo uma explicação tão profunda como querem nossos vãos intelectuais mirins? Nesse episódio, daremos uma volta filosófica, teológica, intelectual e antropológica sobre a importância do Natal, de Jesus Cristo e do cristianismo inclusive para os ateus, seculares e progressistas. Foi graças ao Natal que mesmo os mais radicais progressistas e ideólogos modernistas puderam apregoar seu ódio ao Natal. Até mesmo noções científicas que temos (oh, pobre Richard Dawkins!) são dependentes do Natal... e da Bíblia!  Explicando um pouco o que significa o nascimento de um redentor, o sacrifício do Senhor de um Reino que não é deste mundo, o tempo da Nova (e Eterna) Aliança que começa no Natal, a eucaristia e o Verbo Encarnado (tudo explicado em linguagem acadêmica moderninha) é que mesmo os mais radicais revolucionários podem problematizar na ceia de Natal comendo da comida da família e enchendo o saco contra Deus e o mundo, literalmente. Aliás, até o Estado laico depende exclusivamente do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo! E mais: Eric Voegelin, a Revelação, o papel de Israel na geopolítica contemporânea, Charles Dickens, os discursos de Donald Trump, hashtags e, claro, heavy metal nesse tão desejado e pedido episódio especial de Natal do Guten Morgen – o seu podcast preferido!  A produção, é claro, é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, (ouçam o CD "É Natal" no Spotify!), com imagem de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien, e feliz Natal a todos!

50: Jerusalém, capital de Israel

Guten Morgen, Brasilien! Finalmente chegamos ao nosso podcast de número 50 e, para celebrar este marco importante na história do nosso programa, teremos uma edição mais do que especial, com a participação de Filipe Martins, nosso editor-adjunto e especialista em geopolítica, e de Mateus de Castro, teólogo e autor do site Papista. Os dois nos ajudarão a compreender melhor a decisão do presidente americano Donald Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel e de transferir para lá a embaixada americana que hoje está localizada em Tel Aviv. Com a ajuda deles, faremos uma análise completa do assunto, abordando a história do conflito israelo palestino e analisando suas consequências geopolíticas, legais e teológicas. Donald Trump mais uma vez demonstrou que está disposto a sacudir as convenções e a ir aonde nenhum outro presidente republicano jamais ousou ir. Mas por que a decisão foi anunciada agora e não em qualquer outro momento do seu governo? Quais foram os fatores levados em consideração pelo presidente americano e o que ele pretende conseguir com essa decisão? Quais serão as consequências estratégicas para as negociações de paz do Oriente Médio? De que modo as relações diplomáticas da América com países árabes serão impactadas? Essa decisão levará a uma guerra? E o que pode ser dito sobre essa decisão de um ponto vista bíblico e teológico? Descubra a resposta para essas e outras perguntas, informe-se sobre uma das questões mais importantes e consequentes da política internacional nos últimos anos e tenha acesso a explicações que você jamais verá na grande mídia. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto na Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!

49: A Revolução Russa está viva 100 anos depois

Guten Morgen, Brasilien! Com um atraso de quase um mês, estamos no ar com o programa do começo de novembro. E falaremos de um dos assuntos que mais move paixões no globo: a Revolução Russa, a famosa Revolução de Outubro, que fez 100 anos no começo de novembro (precisão nunca foi o forte do comunismo). E não é um tema apenas de História: a Revolução Russa está presente hoje, com um século de idade, de uma forma quase tangível. O novo mundo (e o novo homem) criados por Lenin, Stalin e Trotsky, o revolucionário que não revolucionou, são completamente ignorados pela historiografia brasileira, que conhece a Revolução e apenas "imagina" o que aconteceu depois. Como foi a experiência comunista, o que mudou na vida das pessoas, como foi a implantação de um sistema de governo, Estado e até de conhecimento, metafísica e de relacionamentos humanos completamente novo. O universitário (e o professor universitário) brasileiro médio nunca ouviu falar nem sequer do Gulag. Não lembra o nome do líder soviético que sucedeu Stalin (que dirá saber quem são Brezhnev, Andropov, Chernenko – ou nomes importantíssimos, como Beria, Malenkov e Zhukov como conhecemos os nomes de Goebbels, Himmler ou Mengele.  No Brasil, acredita-se que a Nomenklatura era a chamada da escola, a Cheka uma rave erótica, o Comintern um prédio com interior bonito e o Holodomor um reino d'O Senhor dos Anéis. Há muitos historiadores que estão sendo lidos às escondidas dos professores de História (quase como a literatura samizdat pós-Revolução Russa), mas falaremos também de uma outra questão: como o simbolismo, o imaginário criado pela Revolução Russa foi criado, como está presente até hoje, como sobreviveu relativamente incólume à queda do Muro de Berlim, como move paixões em países afastados da Cortina de Ferro sem grandes prejuízos. Os comunistas (e aqui você entenderá por que chamá-los de comunistas, e não de "socialistas", como se faz em uma leitura porca de Karl Marx) foram mestres da lingüística e do imaginário. Por que não usar a lingüística para analisar a Revolução Russa de volta? A Revolução Russa é o maior exemplo no mundo de fracasso vendido como sucesso absoluto, como fosse vantajoso defender a maior tirania do mundo só porque ela está com 70% off na Black Friday. O que é mais ou menos o que Pol-Pot deixou vivo de seu país. Afinal, não podemos também de deixar de falar também dos outros países que foram dominados pelos Bolcheviques. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto na Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!

48: Conservadorismo é o novo sexy

Guten Morgen, Brasilien! Está sendo divertido rir de velhos jornalistas, praticando jornalismo ainda mais velho, completamente apatetados com a população brasileira preferindo o conservadorismo às suas velhas explicações mofadas sobre tudo. Por mais que a hegemonia da grande e velha mídia tente dizer que a salvação está no socialismo progressista, o povo se volta para a direita: conservadorismo é o novo sexy. Por que, afinal, jornalistas, que deveriam "informar" o povo, estão bem menos informados do que o povo a respeito do conservadorismo? Jornalistas não deveriam aproveitar seus anos na faculdade, esstudando de ciência política à manipulação ideológica que a Escola de Frankfurt "denuncia" (praticando uma ainda pior), para também estudar, afinal, o que raios é esse tal de conservadorismo? O que a grande e velha mídia, os professores, as celebridades, os intelectuais e a intelligentsia pensa a respeito do conservadorismo não tem nada a ver com o que é de fato o conservadorismo, as tradições, valores e pilares civilizacionais defendidos pela direita: ao invés de ler e refutar autores conservadores, de Christopher Dawson a Eric Voegelin, prefere criar um espantalho e dizer que eles nem sequer existem, dizendo que conservadorismo é apenas "obscurantismo", "preconceito", "atraso" e outras palavras sentimentalistas. Aliás, a esquerda nem faz idéia de quem sejam os grandes autores conservadores, que dirá compreendê-los e refutá-los.  Sem saber que o conservadorismo lida com o cultivo de tudo o que é bom no mundo (a filosofia grega, a cultura judaico-cristã, o Direito romano), ou seja, tudo o que é maior do que nossas ridículas vidinhas, a esquerda progressista reduz tudo a uma imanência pura: a vida é só matéria, todos os valores são apenas preços, o certo e o errado são apenas o que dá mais prazer imediato. Sem transcedência, o progressismo é pura destruição. O ser humano é reduzido às suas funções fisiológicas. Tal reducionismo se dá sobretudo entre os chamados "intelectuais orgânicos" de Antonio Gramsci: qualquer um que mova a opinião pública a favor do Partido, principalmente quem menos se parece um intelectual. Daí para jornalistas, celebridades e até youtubers falaram do conservadorismo sem fazer idéia do que ele é é apenas questão de segundos. Acaso algum estudante universitário hoje ao menos sabe como é uma filosofia transcendente, complexa e profunda como o conservadorismo, que exige ou muita experiência de vida, ou décadas de leituras (conservadorismo vai de Platão a René Girard, de Shakespeare a Theodore Dalrymple, de Dante a Lionel Trilling)?  As pessoas são de esquerda quando jovens porque, com meia dúzia de clichês, dá para virar esquerdista: com Freud, Marx e denúncias "ideológicas" de imanência absoluta, todo mundo vira "intelectual" em 2 dias. Já o conservadorismo... chama atenção, mesmo não estando na granda e velha mídia, porque explica muito mais do que a esquerda. Conservadorismo é o novo sexy. E ainda: o sensacional livro de nosso colunista Flávio Gordon, a dialética metafísica do homem, a decadência de QI, eucaristia para ateus, corrupção gratuita, hegemonia, crítica literária e por que escrevemos livros tão bons neste episódio. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien! Recomendações: Flávio Gordon - A Corrupção da Inteligência: http://amzn.to/2h0lH5P Celular Samsung Galaxy Plus G955 S8 Dual: http://amzn.to/2A3erdM Benjamin Wilker - Dez Livros que Todo Conservador Deve Ler: http://amzn.to/2iOyJDS Eric Voegelin - Ordem e História. Israel e a Revelação: http://amzn.to/2iMWbkL Roger Scruton - O Que É Conservadorismo: http://amzn.to/2ij3X22 Novo Kindle Oasis, à prova d’água, iluminação embutida, Wi-Fi: http://amzn.to/2A22pl0 Olavo de Carvalho - A Dialética Simbólica. Estudos Reunidos: http://amzn.to/2A23Mjv René Girard - Mentira Romântica, Verdade Romanesca: http://amzn.to/2iicQc6

46: Gourmetizaram a pedofilia

Guten Morgen, Brasilien! Continuando o assunto da semana passada, as ideologias que querem persuadir e manipular a população com opiniões terceirizadas sobre comportamento sexual estão em sexta marcha: e cada vez disfarçam menos as suas ganas de facilitarem a sexualização de crianças, não importando se com isto estarão expondo inocentes à pedofilia ou não. Aliás, é exatamente como devemos interpretar as polêmicas envolvendo o Queermuseu do Santander ou o cidadão com o jonjolo de fora "brincando" com crianças no MAM: não observando as, diga-se, "obras" em separado, mas como um constructo, uma cada vez menos lenta e cada vez menos gradual facilitação de comportamentos sexuais – seja a "gracinha" com a sexualidade precoce ou a zoofilia, seja algo que só não é chamado de pedofilia por ocorrer dentro de um museu. Sem observar tais obras historicamente, vendo um antes e um depois, cada vez mais próximos, todo o azedume da discussão (é arte? é apologia da pedofilia?) se perde, como se falássemos de átomos em separado. Para analisar a suposta arte flertando com a apologia da pedofilia, ou no mínimo sua normalização, criando uma dessensibilização coletiva nas pessoas, é preciso ter uma visão mais ampla. Entender o que queriam grandes pensadores que revolucionaram a sexualidade, sobretudo a opinião pública (e cada vez mais pública) sobre a sexualidade.  E também escapar das artimanhas de um discurso que, como já alertamos no último episódio, quer reduzir tudo a "liberem simplesmente tudo ou é preconceito". Afinal, nem precisamos chegar em casos grotescos como a pedofilia: precisamos de vários tabus na vida, inclusive aqueles derrubados por Freud, Reich, Foucault, Marcuse et caterva.  Reparou como algo absolutamente monstruoso como a pedofilia, que deveria causar repulsa imediata em todo transeunte, hoje é tratada como uma discussão chata de "radicais de extrema-direita", "obscurantistas", "retrógrados" e toda sorte de adjetivos aos quais a massa tem medo de se associar, mas que, para evitar a associação, precisam aceitar uma miríade de esquisitices só para parecem descolados em seus posts no Facebook? E mais: Samuel Taylor Coleridge, fãs chatos, lingüistica estrutural, Iron Maiden, o Curso Online de Filosofia de Olavo de Carvalho, doutrinação na educação, História do Brasil e muito mais neste episódio do Guten Morgen, o podcast do Senso Incomum.  A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, e a parte gráfica de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!

45: Ideologia de gênero é contra a teoria da evolução

Guten Morgen, Brasilien! É com longo atraso que retomamos nosso podcast, mas agora voltando ao ritmo esperado... esperamos! E temos muito a comentar em temas correlatos nessas semanas: exposição com pedofilia no Queermuseu do Santander, a suposta "cura gay" e eternas polêmicas trazendo a sexualidade para a tônica do debate político. Todas seguem a linha da ideologia de gênero, com acalorados "debates" falando em ciência seguindo sempre os mesmos clichês. Mas será que estamos mesmo usando algum método científico em nossas discussões sobre as polêmicas que nos vendem? Aliás, antes mesmo de falar em ciência, será que estas polêmicas são mesmo assuntos preocupantes, interessantes, minimamente importantes?  São todos problemas irreais, de gente hiper protegida, com abrigo, comida e discutindo formas de lazer. E usando palavras usadas por cientistas, sem fazer a menor idéia do que a ciência é, sobretudo no misterioso, capiloso e tenebroso reino da sexualidade. É nestas horas que a ideologia de gênero chega com tudo: com vocabulário pomposo, mas sem método algum, quer por que quer transformar tudo em propaganda pró-gay. Não se trata apenas de aceitar, respeitar ou mesmo defender: o que não fizer propaganda é considerado preconceituoso. Ninguém percebe que o debate racional – "científico" – não lida com um conceito restritivo como "preconceito", e precisa ser feito sem preocupações com hipersensibilidades. Muito menos com o controle político que querem pessoas absolutamente confusas como a líder máxima feminista do mundo e propagadora-mor da ideologia de gênero, a radicalóide e maluca Judith Butler. Mas por que a ideologia de gênero é tão preocupada com a sexualidade? Por que a economia, o modelo político, a corrupção ou a geopolítica deixaram de ser o assunto político, e hoje tudo é questão de aceitação de gays ou de "preconceito"? Quem não se lembra do chororô que foi o veto aos transgêneros nas Forças Armadas por Donald Trump – e quem se esqueceu de perguntar quantos transgêneros estão desesperados para servir o seu país por patriotismo, enfrentando terroristas em buracos infernais a milhares de milhas de casa? Por que a ideologia de gênero precisa ser discutida, e todo o seu azedume com formato de cientificismo, até mesmo por quem não tem o menor interesse nessas questões de sexualidade pública? Precisamos evitar que agora tudo discordante seja considerado "preconceito": a forma de censura 2.0 virá de quem herdou a queima de sutiãs de 1968. E numa era de recalque, os controladores de recaldados ganham o discurso político. Agora a ideologia de gênero faz algum sentido? Pior: ninguém que fica regurgitando vocabulário pseudo-científico para defender uma ideologia política percebe que ela vai contra justamente o que eles mais defendem: a Teoria da Evolução de Charles Darwin, da sobrevivência do mais adaptado ao meio? E mais: Jack London, gramática inglesa, relativismo, Edmund Husserl, denegrir, Snoopy, método científico, C. S. Lewis, a harmonia do mundo no hinduísmo, heavy metal e totalitarismo neste episódio de nosso podcast. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!

44: Não deixe a faculdade atrapalhar seus estudos

Guten Morgen, Brasilien! Neste podcast nós estamos certos – se você discorda da gente, você está errado. Após mais algumas semanas de ostentação de diplomas e discussões de Facebook e Twitter baseadas em discussões acadêmicas e método científico (não há sic's no mundo para tal), resolvemos neste episódio de nosso podcast dar uma dica aos universitários que logo estarão no Show do Milhão: Não deixe a faculdade atrapalhar seus estudos. Há uma equação que não fecha aí. Faculdade no Brasil está sempre nos últimos lugares nos rankings de averiguação de nota. Não há simplesmente um único grande acadêmico numa faculade brasileira na área de Humanas com destaque global por suas grandes contribuições à Filosofia, à História, às Relações Internacionais, ou mesmo em áreas de "método científico" rigorosamente discutível, como Sociologia, Crítica Literária ou Psicologia, ramos que cuidam muito mais do imaginário coletivo do que de algum teste de realidade do que o acadêmico quer propagandear. Falando nisso, alguém aí citou jornalismo? Por que esta glorificação do diploma, justamente nas áreas em que não há teste para se falar a verdade? É óbvio que um engenheiro, médico, advogado ou físico precisa da avaliação dos seus pares (só eles entenderão do que ele está falando) para seu trabalho, mas como um cientista político, sociólogo, historiador ou demais "especialistas" de Globo News, que pretendem dar aulas de comportamento, valores e partidos para o grande público, quer dizer que está certo por conta de um diploma? Aliás, alguém aí pensou em um jornalista numa faculdade brasileira? Como bem disse Ben Shapiro, a faculdade se jacta uma instituição com "pensamento crítico", mas é justamente onde não apenas não se estuda o outro lado: finge-se que ele nem sequer existe. E justamente estes se acham "cientistas", acreditando que acharam a verdade porque seus professores a entregaram para ele mastigadinha.  Assim se forma o cânone de autores permitidos na faculdade, e o universitário deslumbrado com o primeiro livro difícil que leu na vida, acha que acabou de descobrir a verdade única revelada e que todos aqueles que não acreditam piamente em Foucault, Hobsbawm e Marcuse são ignorantes que precisavam aprender o mesmo que seu professor. Que, obviamente, se é professor, não pode nunca estar errado. Nunca o dizer de Frank Zappa esteve mais correto: se quer trepar, vá para a faculdade. Se quer aprender, vá para a biblioteca. E não foi também o Nobel de Literatura Hermann Hesse quem disse que na escola só aprendeu duas coisas: latim e mentiras [Latein und Lugen]? Com a diferença de que os universitários brasileiros não aprendem latim. E mais: método científico, autores não-canônicos, o funcionamento do TripAdvisor, Egito antigo, experimentos com aceleradores de partícula, socialismo, desenhos animados homossexuais, retórica medieval, Gulag, Kenny G, a velha discussão sobre o nazismo e podcasters querendo se jogar na privada e dar descarga neste episódio de nosso podcast. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com os agradecimentos ao nosso webmaster Gustavo Finger, da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!

43: Confusão conceitual gera violência política

Guten Morgen, Brasilien! Esta semana foi marcada por um violento protesto com contra protesto e protestos na imprensa contra o protesto mas não contra o contra-protesto em Charlottesville, cidade da Virginia. O que se seguiu foi uma violência verbal ainda mais violenta, embora só em nível verbal, por que no protesto original viram-se bandeiras nazistas acompanhadas de bandeiras dos Confederados americanos, além de gente da Ku Klux Klan e demais "supremacistas brancos", em um protesto da alt-right chamado "Unite the right". Para muitos apressados, ficou "provado": o nazismo e o supremacismo branco são idéias de direita, enquanto a esquerda significa paz, igualdade, bondade, felicidade, alegria, prosperidade, harmonia, comida de qualidade, mulheres fogosas e carrões possantes. Tudo deliciosamente embalado por discursos de Fidel Castro em 4K. Afinal, se vamos usar apenas os conceitos "direita" e "esquerda" no debate público (e aqui, deixemo claro: não queremos negá-los, mas afirmar que há mais coisas do que a direita e a esquerda), como explicar movimentos como a Ku Klux Klan, um braço do Partido Democrata? Como entender esta idéia de que "racismo" seja uma "causa" da direita, sendo que nada no mundo é mais claramente direitista do que o Partido Republicano americano, e ele foi criado para abolir a escravidão, com o Republicano Abraham Lincoln? A esquerda sempre brada que defende a "democracia". Mas o que é esta tal "democracia" esquerdista, que parece tão diferente dos princípios, muitas vezes usando-se o mesmo nome, que a direita defende?  Estamos vendo uma violência política em escala acentuada no Ocidente mais civilizado, provando que poucas coisas no mundo são mais frágeis do que a civilização. Mas não estamos vivendo uma ainda mais profunda confusão conceitual ao tentar descrever fenômenos que fogem a dicotomias, reducionismos e planificações, usando-se sempre as mesmas palavras que foram inventadas em um contexto explosivamente diferente? Como entender esquisitices como a alt-right, os supremacistas brancos americanos, a KKK saindo do Partido Democrata, o Black Lives Matter, a tática Antifa – basicamente um novo nome para a tática alemã do black bloc que o Brasil conheceu bem –, os neonazistas (que diferem dos nazistas originais, que já comentamos) e toda essa confusão semântica e conceitual com termos apaixonados como esquerda e direita, em debates com interesses pessoais e cada vez mais paixões violentas e menos definições puras, que não dependam de analogias? É o que propomos neste episódio do Guten Morgen, o podcast do Senso Incomum. De quebra: thrash metal, piadas politicamente incorretas, violência, ataques de fúria, cacofonias, supremacia podcastal e música folk celta. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto, no estúdio Panela Produtora. Guten Morgen, Brasilien!

42: Fake News - O tiro que saiu pela culatra

Guten Morgen, Brasillien! Após um longo e horrendo período de trevas e desespero em que nosso público ficou sem o podcast mais querido do Brasil, finalmente conseguimos acertar nosso destino com a burocracia e estamos de volta com o tema que ainda sacode a mídia mundial: as fake news, as notícias falsas que a grande e velha mídia quer controlar. Já falamos sobre as fake news aqui, mas o embate sobre o controle da opinião pública está atingindo novas proporções no mundo civilizado. Antes de chegar ao Brasil, já podemos adiantar que o próximo round será duro: cada vez mais velhos jornalistas pedem por formas nada brandas de controle e censura prévia para eliminar a concorrência. Enquanto as pessoas realmente acreditam que boatos estão controlando eleições, destruindo a "democracia" e criando um mundo de mentiras, que precisa ser corrigido voltando-se às fontes tradicionais (entre o New York Times e a Globo News, a CNN e a Folha de S. Paulo), um clamor por uma censura pouco velada se torna quase um apelo para "salvar a democracia" ou fazer as pessoas enxergarem a verdade e somente a verdade, que só é acessível aos iniciados que lêem editoriais traduzidos da grande mídia americana. O brasileiro passou a tratar quem se informa por Rede Globo e Folha como alienado (não importando o matiz político), mas acredita em tudo o que sai na mídia internacional, muitas vezes com qualidade até inferior à mídia brasileira. Será que ninguém nota os interesses por trás de um discurso que caça fake news e chama de "notícias falsas" exatamente tudo aquilo que não quer ver publicado, tudo o que seja obra de seus concorrentes? Será que o clamor pelo controle do que é lido, do que é considerado verdadeiro e falso, não pode nos colocar no caminho de uma das maiores censuras já vistas em tempos globalistas? Por que não falavam de fake news tudo aquilo que encobria os escândalos de Barack Obama? Por fim: será que são supostos boatos que nunca ninguém provou que tenham influenciado o voto de ninguém que definem eleições, ou é a forma como notícias são colocadas? Por que não fazem a mesma grita em relação ao controle editorial dos jornais, que noticiam qualquer coisa escolhendo bem as palavras, de maneira enviesada, direcionando sentimentos do leitor sem que ele perceba? Sobretudo com chamadas sensacionalistas, apostando (com razão) que seus leitores raramente lêem algo além do título, e fazendo pessoas crerem que estão bem informadas, quando menos sabem do que falam? Afinal, quem controla os controladores? Quis custodiet ipsos custodes? Por que alguém precisa definir o que é fake news para nós, e não nossas próprias sinapses? A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto, no estúdio Panela Produtora. Guten Morgen, Brasilien!

41: Como pensam os muçulmanos?

Guten Morgen, Brasilien! Após o Ramadã, quando a jihad fez 1.627 vítimas no Ocidente, é comum que ocidentais "infiéis", que não compreendem o islamismo, tentem entender os muçulmanos apenas pela dualidade terrorista/não-terrorista. Mas, sendo a questão islâmica, sobretudo a imigração, tão determinante geopoliticamente hoje – poder-se-ia dizer que é a maior questão geopolítica de 2017 –, como podemos entender o que de fato é diferente no islamismo de nossa visão de mundo? É o que entenderemos neste episódio de nosso podcast. A religião, e os símbolos culturais fundantes de civilizações, são as verdadeiras questões políticas no mundo atual, estando por trás, na base e no princípio verdadeiro de disputas das quais, costumeiramente, só discutimos a casca, como a querela entre esquerda e direita. No que o islamismo é diferente do cristianismo? Em um mundo secularizado, em que ateus pouco interessados em questões teológicas pretendem entender tudo "cientificamente", é usual que só se tente entender o comportamento humano pela política, sobretudo conclusões recortadas de estatísticas e leitura de manchetes de jornal. Mas como é, de fato, o pensamento islâmico? Como muçulmanos enxergam o mundo? Seja a ciência ou a política, seja a ética ou o código civil, seja a noção de bem e mal ou a cosmovisão da criação, há diferenças gigantescas entre o pensamento islâmico e o pensamento judaico-cristão. E mesmo – e sobretudo – para os ateus ocidentais, que preferem explicações científicas e seculares. Seja a dinâmica sexual ou a lei da gravidade, os ateus ocidentais acabam devendo sua visão de mundo à tradição judaico-cristã: não é à toa que há raríssimos ateus e cientistas egressos do islamismo. O pensamento muçulmano é rigorosamente desconhecido do Ocidente. E nossa visão secularizada tende a tratar o mundo apenas pela dicotomia religioso/ateu, ou pelo sincretismo new age, crendo que "todas as religiões são iguais", e atos como terrorismo, violência, leis de honra, autoritarismo, decapitações, guerras e obscurantismo são derivados de "religiões", no plural, ou de algo que nunca diga respeito especificamente a uma delas, sobretudo se for a religião islâmica, que nunca é tratada com alguma negatividade em comparação ao Ocidente pelo pensamento globalista atual. A diferença entre países muçulmanos e cristãos é patente, e basta analisar em qual dos dois é permitida alguma conjugação entre a tradição religiosa fundante da civilização e alguma possibilidade de pensamento secular, que é derivado desta tradição, não surgindo espontaneamente, de forma extemporânea a ela. Os muçulmanos pensam em sexo de maneira diferente. Em alimentação, em vestimenta, em fidelidade de maneira diferente. No islamismo, mesmo as visões sobre Roma, a lei da gravidade ou a geografia são entendidas de uma forma completamente distinta da ocidental, seja cristã, de outra religião ou atéia. Além de entender como muçulmanos pensam, ainda tem Game of Thrones, modernismo, Rômulo e Remo, Física quântica, Mircea Eliade, crítica literária, a Eneida de Virgílio e Homeland neste episódio de nosso amado podcast. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto, no estúdio Panela Produtora. Guten Morgen, Brasilien!

40: O Jardim das Aflições

Guten Morgen, Brasilien! Em nosso podcast #40 analisamos o filme O Jardim das Aflições, de Josias Teófilo, que mostra a obra do filósofo Olavo de Carvalho. E para comentar em grande estilo, chamamos o time da própria Panela Produtora, nosso produtor Filipe Trielli e nosso cozinheiro Luigi Marnoto, que contribuíram com o filme, além do dono da própria voz narradora do filme, o grande diretor teatral Roberto Mallet! Fugindo da mera distribuição de elogios ou propaganda do filme de Josias Teófilo, aproveitamos este bate-papo para debater a respeito da própria idéia da apresentação de uma obra literária no formato de arte, e como esta plataforma exige uma leitura específica. E, claro, como a filosofia de Olavo de Carvalho foi apresentada em O Jardim das Aflições. Não se trata de mera obra política ou "conservadora". Ainda menos: toda a polêmica sobre o filme foi metalingüística, ficando fora da tela, tão somente pela ousaria de se fazer um filme sobre um filósofo que não comunga do dogma do establishment e suas visões de em linha de produção – em suma, por o filme "existir", como disse um de seus críticos. Tela adentro, O Jardim das Aflições nem é polêmico: não há uma única frase dita por Olavo de Carvalho que tenha sido objeto de disputa ou questionamento em relação à verdade. Tal como acontece com o livro O Jardim das Aflições, o filme também sofreu da mesma sina: seus críticos nem fazem idéia do conteúdo do que estão, supostamente, criticando. Basta ver o repúdio ao filme via boicote no Festival de Cinema de Pernambuco. Também falamos da própria filosofia de Olavo de Carvalho, da política do Brasil, de arte e música. Sobre estética, sobre o choque causado por pensamentos construídos diferentemente da forma fixa da Academia, sobre espanto e conhecimento. Comentamos a alegria da amizade e do conhecimento, além da picuinhas, fofocaria e as idiotices nas redes sobre Olavo de Carvalho. E sem deixar de falar de ursos e da voz de Roberto Mallet. Além, é claro, de fazermos piadinha com o fato de Josias Teófilo ser vegetariano. A produção é do próprio Filipe Trielli e de David Mazzuca Neto, e é claro que foi no estúdio Panela Produtora. Guten Morgen, Brasilien!

39: Não existe aquecimento global, existe governança global

Guten Morgen, Brasilien! O clima esquentou em nosso podcast, já que a discussão sobre aquecimento global voltou a pegar fogo após Donald Trump (sempre ele, tudo ele) retirar a América do Acordo de Paris. De acordo com Hillary Clinton e seus acólitos na grande e velha mídia, o Apocalipse está próximo, o planeta vai derreter e não há muito tempo para esperança. O aquecimento global é considerado "consenso científico" pela grande e velha mídia, embora o termo "consenso científico" não seja exatamente um consenso entre cientistas – aliás, algo pode ser mais contraditório do que uma visão de consenso entre... cientistas?! Apesar de a discussão sobre o aquecimento global existir ou não ser acalorada, e sempre ser uma chuva de dados conflitantes de cada lado, existe algo mais importante a ser debatido antes de chegarmos ao nível científico da análise de dados: o que, afinal, seria algo como o aquecimento global? Significa que todo o planeta esquenta, ao mesmo tempo, homogeneamente, por atividade humana capitalista que só pode ser controlada por mais impostos? As próprias teses sobre a idéia de aquecimento global estão sendo revistas. Na década de 70 e 80 falava-se muito sobre o "buraco na camada de ozônio" causado pelo gás CFC (dos desodorantes e da geladeira, que fez com que a esquerda apostasse na comida orgânica e na falta de banho). A tese refutada pelo próprio "descobridor" do buraco (que delimitou que ele se expande e diminui sozinho, naturalmente, de boa, na moral e na humildade). Hoje, ninguém mais fala em camada de ozônio, mas em aquecimento global antropogênico (já que até barcos para pesquisar o aquecimento global na Antártica ficaram encalhados... em gelo). Ou melhor, já se fala em "mudanças climáticas", porque a tal atividade humana capitalista que só pode ser controlada por impostos também causa resfriamento em certas partes do globo. E quem é tão interessado em falar de aquecimento global? Os chamados globalistas, como o Council of Foreign Relations, editor da publicação Foreign Affairs, tão misteriosamente interessado em questões como clima e segura no cyberspace, pois justamente essas duas grandes questões envolvem poder além das fronteiras das soberanias nacionais, que já discutimos aqui. É o que o grande guru das relações internacionais e artífice do globalismo, Richard Haass, presidente do CFR, preconiza ao falar da World Order 2.0, como esclarecido em seu mais recente livro, A World in Disarray (2017), tendo as políticas chamadas "nacionalistas" de Donald Trump como grande empecilho. De repente, ligando algumas peças do quebra-cabeça, começamos a entender por que tantas pessoas que odiavam as aulas de Física e Química têm opiniões tão aprofundadas sobre um tema sem consenso entre cientistas, jurando que já estudaram o assunto à exaustão, e não têm opinião nenhuma sobre nenhuma outra polêmica científica, como a briga entre mecânica quântica e teoria da relatividade. Afinal, basta concordar com o que diz a Superinteressante. A produção é Filipe Trielli e David Mazzuca Neto, no estúdio Panela Produtora. Guten Morgen, Brasilien!

38: O nazismo era "de direita"?

Guten Morgen, Brasilien! Depois de uma semana em que foi impossível falar de outra coisa que não do Apocalipse em Brasília, voltamos para entrar numa discussão que sacudiu os debatedores de ideologias políticas na internet pouco antes: afinal, o nazismo, ideologia do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei), era "de direita"? O nome confunde, afinal, a Escola Britânica de Marxismo chamou o nazismo de uma ideologia de "extrema-direita", conceito com o qual é ensinado até hoje como uma descrição factual. Entretanto, os próprios nazistas nunca se denominaram como direitistas (muito menos como muito direitistas), e não é suspeito utilizar um termo cunhado a posteriori por outros socialistas? Foi cavando fundo o pé nesta confusão que a BBC Brasil convidou lingüistas para debater se o nazismo era "de direita", sendo um partido com "socialista" no nome. A solução do lingüista da USP, Izidoro Blikstein? Simplesmente ignorar a palavra "socialista" no nome e problem solved. Novamente: por que não questionar também a ideologia de quem nomeia, ainda mais com tal simplicidade? Mas quem sofreu mesmo foi Rachel Sheherazade, que no Twitter, em uma discussão com interlocutores de esquerda, disse que Hitler fundou "o PT da Alemanha", fazendo com que a expressão atingisse os Trending Topics do Twitter. Um problema básico: ninguém que tentou rir de Rachel Sheherazade de fato argumentou se o nazismo tinha uma ideologia com a mesma base da do PT brasileiro. Basta repetir o que já "aprenderam" com professores de História e voilà – auto-declarar vitória, ao mesmo tempo em que auto-declara o que os nazistas pensavam. Rachel Sheherazade Twitter nazismo Hitler fundou o PT da Alemanha Marcelo Rubens Paiva, no Estadão, tentou dar uma aula de História a Rachel Sheherazade, mas novamente não argumentou: apenas disse que já leu muito essa "pérola" e essa "abominação política". E, novamente, problem solved. Mas o que de fato os nazistas pensavam? Era algo mais próximo da esquerda ou da direita? A direita política é considerada herdeira da tradição judaico-cristã, tanto em valores quanto em organização social. Será que o nazismo pode ter algo em comum com uma tradição... judaico-cristã? Quem defende os judeus – pense-se no caso de Israel – hoje: a direita ou a esquerda? Neste mais longo episódio de nosso podcast, vamos até as bases do judaísmo no Antigo Testamento para tentar compreender como os judeus foram vistos por outras sociedades, e por que é o povo mais perseguido do mundo até hoje. Passamos pelo Novo Testamento, Império Romano, Feudalismo, Renascimento, a formação do estados-nações (que já discutimos aqui no Guten Morgen), Iluminismo e Romantismo até entender o nacionalismo alemão, e como todo este caldo dificílimo de ser entendido colocou os judeus como "inimigos" de um país em formação como a Alemanha. Por que a cultura judaico-cristã é tão importante e tão única em relação às religiões étnicas? Para isso, é importante analisar não só a história, mas até mesmo o pensamento místico judaico, como a Cabala judaica, que viveu em contraposição justamente à Cabala hermética – e não se trata apenas de disputas místicas, mas da própria ordem fundante da sociedade. Tal como as corporações de ofício que derrubaram o feudalismo, que vão formar um novo modelo de sociedade de classe, que futuramente viria a formar instituições modernas, como sindicatos, a política do corporativismo e, claro, os movimentos trabalhistas do século XX. Também desse movimento surgem misticismos e organizações iniciáticas como a maçonaria, o espiritismo ou, ainda mais futuramente, a teosofia – todas fontes de onde o nazismo foi beber. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto, no estúdio Panela Produtora. Guten Morgen, Brasilien!

37: Apocalipse em Brasília

Guten Morgen, Brasilien! Após um atraso devido a mudanças, voltamos no olho do furacão – ou será que nem estamos mais no olho? – do Apocalipse se revelando em Brasília! Não teria como ser diferente, na semana de áudios vazados, de Michel Temer na corda bamba, de Aécio Neves voltando ao pó, da discussão sobre impeachment, renúncia, eleições diretas ou indiretas... enfim, difícil é saber o que não aconteceu em Brasília nessa semana. Enquanto o país só têm a certeza clara de que o Congresso, o Executivo federal o Judiciário e a mídia estão todos mancomunados em algo ruim, só conseguimos mesmo ter a certeza de que Brasília se apartou de vez da população que lhe paga e que é ordenada por ela. O Brasil virou de fato uma disputa de gravações, vazamentos e o que vai pegar mal para algum político ou player importante na mídia. Tudo visa um jogo eleitoral, muitas vezes confundido com ideológico: Brasília inteira tem mais informações do que nós, mas vai divulgando aos poucos pela mídia, não por interesse do público, mas como recado e ameaça entre si, que nós, povão ignorante rés-do-chão que pega busão lotado, nunca entende. Os vazamentos completam o que Ricardo Molina escreveu no livro O Brasil na fita, relatando a guerra de delações, escutas, vazamentos e arapongas da Abin em Brasília – e exigem que se entenda suas diferenças em relações a países mais civilizados como a América. E como ficará o desgoverno de Michel Temer sob estas nuvens negras? Por fim, nosa recomendação literária, também embebida em política nessa semana: o livro O cofre do Dr. Rui, de Tom Cardoso, sobre o assalto mais famoso da ditadura, protagonizado pelo marido de Dilma Rousseff e que teve seu envolvimento direto depois. O livro não vale apenas como uma história longínqua: mostra em poucas páginas qual a relação da esquerda brasileira com o dinheiro e o poder, de maneira que explica muito o que acontece em Brasília hoje. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto, no estúdio Panela Produtora. Guten Morgen, Brasilien!

36: O Fim da Esquerda

Guten Morgen, Brasilien! O aguardado novo episódio do nosso podcast analisará a crise incrível na qual se meteu a esquerda a partir de 2016: como uma ideologia que parecia que tomaria o mundo com suas novas roupagens, como o feminismo, o anti-racismo, a crítica à homofobia, o politicamente correto e o multiculturalismo resultou, pelo contrário, no avanço conservador no mundo? Não se trata apenas de eleições, que em todos os países com alguma liberdade, tendem a ser pendulares. Nem muito menos algo local ou um mero esgotamento de discurso, se todo discurso é segmentado e direcionado para um público específico, enquanto outra parcela do público irá se encantar por posições diametralmente opostas. Como sempre, trata-se de questões históricas, filosóficas, envolvendo de poder à metafísica, e que analisaremos com carinho nesse episódio, atolado de pedidos atendidos de nossos ouvintes! E com isso falaremos de filosofia pragmatista e realista, islamismo, Terra plana, aquecimento global, Jean Wyllys, bloggers e youtubers, gestão Reagan e Thatcher, revista piaui, Escola de Frankfurt, literatura, mídia, Hillary Clinton, globalização, Antonio Gramsci, heavy metal e, claro, qual é a grande verdade. Por fim, em nossa seção de literatura, comentaremos uma das maiores obras da literatura russa: Pais e Filhos, de Ivan Turguêniev, o livro que tornou a palavra "niilismo" famosa. Na obra, acompanhamos várias dicotomias, como a do jovem estudante de medicina, materialista e niilista, Yevgeny Bazárov, contraposto à "velha ordem" dos pais de seu amigo, Arkady Kirsanov. Lá está a tensão entre o novo e o velho, o campo e a cidade, os "intelectuais" e o conhecimento da tradição, a classe alta com a classe baixa e, naturalmente, os pais contra os filhos. Algo pode ser mais atual do que isso? Nosso colunista Flavio Gordon já fez uma análise do livro aplicado à nossa realidade contemporânea no Senso Incomum. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto, no estúdio Panela Produtora. Guten Morgen, Brasilien!

35: A Islamização do Ocidente

Guten Morgen, Brasilien! Nesse episódio de nosso podcast, comentamos o fenômeno óbvio, perceptível, tangível e olfatável a qualquer um que freqüente o Ocidente, sobretudo seus pontos mais estratégicos, mas que não pode ser analisado pois a linguagem politicamente correta não permite nem mesmo que o nomeemos: a nada lenta islamização do Ocidente. Não são poucos os registros históricos que mostram uma civilização ocidental defendida e freqüentada por pessoas com uma mentalidade completamente diferente há menos de 10 anos. De fato, aquilo que chamamos de "crise imigratória", e que os muçulmanos chamam de hégira, transformou fortemente a demografia sobretudo na União Européia nos últimos anos. Não se trata de racismo, xenofobia, islamofobia ou nenhum dos jargões reducionistas, com pretensões de serem racionais contra o preconceito, usados pela intelligentsia: trata-se de compreender (e mesmo admitir) um fenômeno de mudança de paradigma e possível suicídio civilizacional. Países como França, Alemanha, Inglaterra e Itália já não são mais reconhecíveis pelo que tinham de identidade cultural: hoje, é mais fácil ofender um muçulmano usando roupas curtas, bebendo cerveja em público, comendo bacon ou admirando igrejas como Santa Maria Maggiore e Notre Dame do que desfrutando dos países como outrora os experimentávamos. Recorrendo à literatura de ficção, onde se pode falar mais livremente do que no jornalismo ou nas conversas de bar, comentamos alguns livros que conseguiram transmitir o fenômeno da islamização do Ocidente sem medo da censura de palavras prontas. Desde O Estrangeiro, de Albert Camus até Submissão, de Michel Houellebecq, o choque civilizacional entre a França das luzes iluministas e jacobinas e os muçulmanos é uma realidade que não pode ser negada, embora proibir o pensamento sobre a islamização seja o que mais se sente no atual momento do mundo. Analisando sobretudo as obras deste Michel Houellebecq, o mais polêmico e mais lido escritor francês, passeamos acompanhado de sua ótica para analisar como o mundo ocidental e sua França mudaram nas duas décadas de sua carreira ativa como escritor. Aproveitamos sua visão crítica e despedaçada para não apenas acompanhar o choque cultural sem papas na língua, mas também tentar alguns vislumbres das razões filosóficas, teológicas, metafísicas e teológicas de sua chocante desilusão com o suicídio ocidental diante da força da islamização, como por exemplo o pensamento do filósofo perenialista René Guénon, usado com destaque apropriadíssimo em seu último romance. Michel Houellebecq já foi um profeta sobre questões envolvendo islamismo, sendo alvo de polêmica até mesmo em mais de um atentado terrorista muçulmano. Será que devemos acompanhar seu schopenhauriano pessimismo diante da islamização do que outrora foi o Ocidente? A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora. Guten Morgen, Brasilien!

34: Por que a esquerda adora muçulmanos

Guten Morgen, Brasilien! Nesse episódio de nosso podcast, analisaremos os aspectos políticos, ideológicos, mas mais do que tudo, filosóficos, metafísicos, histórico, culturais e religiosos de uma união que confunde o mundo: da esquerda atéia, pós-marxista e positivista, e da religião monoteísta mais fechada do planeta, o islamismo. Afinal, por que a esquerda ama muçulmanos? De "religião é o ópio do povo" ao "refugees welcome", a visão da esquerda sobre religião, sobretudo a mais fundamentalista e intolerante de todas, foi mudando da água para o vinho. Mas sem o milagre de Jesus Cristo: trata-se apenas de aceitar qualquer religião e modelo de sociedade como "válido", que merece "respeito", exceto aquele único no qual se está inserido, e que permite a liberdade secular de inventar idéias como o multiculturalismo: a sociedade judaico-cristã. Mas será que a aplicação da dicotomia explorador-explorado ao contexto geopolítico, que tornaria os islâmicos, quanto mais fanáticos, mais coitadinhos e mais merecedores do nosso beneplácito, é suficiente para explicar os laços atuais entre esquerda e islamismo? Nesse episódio, retomaremos alguns temas que já pincelamos aqui no Guten Morgen, como a questão da soberania de Israel, o país mais atacado pelo Ocidente e o primeiro a ter uma religião revelada, ou a noção de um Deus que é Verbo e encarnou, em contraposição a um Deus que é pura potência e vontade. E como enxergar, pela luta de classes como motor da história, as invasões islâmicas na Europa, como na Península Ibérica, nos Portões de Viena ou na Romênia de Vlad Tepes? Há, na verdade, diversas questões filosóficas e metafísicas, um conflito de mentalidades que o Ocidente não consegue explicar sozinho, apenas trabalhando seus conceitos de laicidade e secularismo – que, por sinal, derivam tão somente de uma religião específica, em claro conflito justamente com o islamismo. Será que ninguém nota a insuficiência de tentar explicar o fenômeno global do momento apenas com termos como "terrorismo", "religião da paz" ou "refugiados"? A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto, no estúdio Panela Produtora. Guten Morgen, Brasilien!

33: Crise Intelectual

Gguten Morgen, Brasilien! Neste episódio de nosso podcast, comentamos a crise intelectual pela qual passa o Ocidente. Afinal, como uma civilização de valor universal, invejada por quem a vê de fora, criada por intelectuais eternos como Sócrates, desconstruída por intelectuais históricos como Voltaire, pôde decair ao nível intelectual de Leandro Karnal, Mario Sergio Cortella ou Clóvis de Barros Filho? Não se trata, ao contrário do que se divulga, de mera decadência de poderio sináptico de nossos intelectuais. Menos ainda do famoso "vá estudar!" que permeia as discussões de Facebook, com sua patética tentativa de serem intelectualmente relevantes. Se a quantidade de leituras fosse determinante para um bom nível intelectual, quem passasse o dia inteiro lendo "debates" no Facebook já teria resolvido o problema mente-corpo. É muito mais uma questão do que subjaz ao discurso intelectual: antes de destreza mental, a crise intelectual concerne muito mais às virtudes que homens precisam possuir para avançar na sua existência, como a coragem. Ao invés de dizer respeito tão somente a soldados, um simples fato da vida, que parece até "engraçado" no Maligno Reino das Redes Sociais, como o apagamento da foto de Leandro Karnal com o juiz Sérgio Moro, permite antever nas ribaltas um ser humano apavorado, aspirando ao aplauso fácil de uma platéia que teme, tentando antes cumprir um papel social, paparicado pela intelligentsia, do que usar seu cérebro para chegar a idéias que representem a verdade, muito mais importante do que likes de Facebook. Ninguém mais apropriado neste momento do que o intelectual anti-intelectual Nassim Nicholas Taleb. Em seu livro Antifrágil, um dos vários que recomendamos nestes links abaixo, o gigante sírio-americano aplica seu anti-academicismo ao mostrar que as boas idéias transcendem a "pele", como na curiosa vã vaidade de Leandro Karnal diante de sua platéia, e atingem o valor da "alma". Idéias que valem mais até mesmo do que o corpo: como poderemos dar valor a intelectuais que têm medo de deslikes, perto do valor das idéias de Sócrates, de Jesus Cristo, de Joana d'Arc, dos combatentes que não abjuram de suas crenças nem mesmo diante das navalhas do Estado Islâmico, de quem resiste aos totalitarismos para dizer a verdade, sabendo que ela lhes custará a vida, ao invés de se subordinar à sombra das maiorias de supostas minorias? Por que será que as Universidades no mundo cada vez mais produzem burocratas e leitores de papers, mas não produzem coragem, inteligência, sabedoria, verdade, alguma tenacidade mental, uma âncora espiritual, algo pelo qual valha a pena morrer para defender, ao invés de meros títulos acadêmicos? A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora. Nossas recomendações livreiras estão no SensoIncomum.Org. Guten Morgen, Brasilien!

32: Como vencer o terrorismo - com Filipe Martins

Guten Morgen, Brasilien! Em mais um episódio do podcast do Senso Incomum durante as férias do editor, conversamos novamente com nosso forecaster, analista de riscos, clarividente e antevisor com olhos de Cassandra, Filipe Martins, para analisar como podemos vencer o terrorismo, sobretudo a partir da gestão Donald Trump. O terrorismo foi definitivamente o tema definidor das eleições americanas, enquanto a mídia e o Partido Democrata apenas repetia bobagens a respeito de declarações mal feitas e filigranas como "banheiros transgênero". Afinal, o que Barack Obama e Hillary Clinton ofereceram de segurança a um mundo com a ameaça do terrorismo islâmico? Um mundo constantemente ameaçado por al Qaeda, Boko Haram, al Shabbab e, claro, o Estado Islâmico, exige um conhecimento, uma estratégia e diversas táticas novas. Como precisamos compreender a religião muçulmana para poder agir em um mundo amedrontado pela jihad, hoje consubstanciada na forma do terrorismo islâmico? O terrorismo permeia ainda uma série de outras questões acessórias. Por exemplo, as indicações de Donald Trump para formar seu gabinete, sobretudo os polêmicos James Mattis, o "Mad Dog", ou "General Chaos" (como a New Yorker estampou amedrontada em sua capa), famoso pela eficiência absoluta no campo de batalha e por ser tão politicamente incorreto que faz Donald Trump parecer um diplomata, hoje Secretário de Defesa, e o ainda mais polêmico Rex Tillerson, ex-CEO da Exxon que, por isso, foi entendido como uma indicação para fazer um conchavo entre bilionários. Hoje Secretário de Estado, cargo que já foi de John Kerry e, antes dele, de Hillary Clinton, como e por que estes homens são as peças fundamentais para entender e combater o terrorismo mundial? Ainda há questões geopolíticas, como a relação debilitada da América com Israel após 8 anos de gestão Barack Obama, que já chegou a dar um chá de cadeira em Benjamin Netanyahu, e a interminável questão Palestina, já que Donald Trump, ainda por cima, pretende, como Ronald Reagan, mover a embaixada americana de Tel Aviv para Jerusalém, deixando claríssimo como o meio dia que entende que a capital de Israel é, afinal, de Israel, e não parte de um país que ainda não existe. A produção, como sempre, é do maravilhoso estúdio Panela Produtora, com edição de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto. Guten Morgen, Brasilien!

31: Eleições Européias 2017

O Guten Morgen desta semana conta com a presença de Filipe Martins, especialista em política internacional, para falar sobre as eleições Européias de 2017.

30: O Fim das Soberanias Nacionais

O Movimento Globalista, ao contrário do que muitos pensam, não é um grupo de velhos rabugentos em volta de uma mesa numa sala escura secretamente decidindo como controlar a humanidade. Na realidade ele se parece mais com um grupo de burocratas rabugentos, em volta de outros burocratas rabugentos, numa sala com luz fria, decidindo com transmissão mundial, como controlar a humanidade. Já parou pra pensar por quê a imprensa, a ONU, a UE, as ONGs e os políticos falam tanto em direito à saúde e educação? E por quê a saúde e educação estão cada vez piores? E o que tudo isso tem a ver com a destruição da Soberania Nacional? Ouça já no Guten Morgen!

29: Entre a Globalização e o Globalismo

Guten Morgen, Brasilien! O Globalismo finalmente começou a ser discutido de uma maneira mais ampla, especialmente após o Brexit e a vitória de Donald Trump. Os analistas que compreendem os termos Globalismo e Globalização são, curiosamente, os que têm acertado suas previsões sobre o cenário mundial. Mas quais são as origens desse movimento que culminou na criação da ONU e da União Européia? E por quê o mundo está se virando contra ele?

28: Um outro mundo (sem ONU) é possível

Guten Morgen, Brasilien! A primeira semana de governo de Donald Trump foi entupida de fatos surpreendentes, sobretudo para o Brasil: aqui, nada pode ser mais surpreendente do que um presidente cumprir tudo o que promete. E o pior: em quatro dias! Do presidente do México à alta cúpula da ONU, todos continuam sendo pegos de surpresa pelo presidente que, em uma semana no cargo, já conseguiu recuperar a presidência americana como posto mais poderoso no mundo. Além de tudo o que envolve imigração de países islâmicos, muro, indicação pró-vida à Suprema Corte e de generais para acabar com o Estado Islâmico, nada foi mais chocante do que seu corte de financiamento à ONU. As Organizações das Nações Unidas dependem primordialmente do financiamento americano para promover sua agenda. Ela é tratada como a principal força promotora da "paz" no mundo, e suas resoluções são consideradas a verdade, nada mais do que a verdade. A grande Verdade revelada: discordar da ONU seria o equivalente a assassinar 6 milhões de judeus, ou pior ainda: ofender muçulmanos ao usar um crucifixo em público, o que é o verdadeiro nazismo hoje. Mas o que raios é a ONU? Por que o mundo precisa de um meta-governo global, e por que tudo o que a ONU diz, pesquisa, conclui, analisa e obriga goela abaixo de populações que votaram em governos que não queriam suas resoluções precisa ser aceito? Por que ninguém nunca diz um A contra a grande ONG das ONGs, a entidade de um governo global que supera as soberanias de todos os povos? Afinal, por que – e esta pergunta deveria inquietar o mundo e gerar as verdadeiras revoluções do século XXI – a ONU se volta tanto contra governos livres, que respeitam a vontade de seu povo, que promovem a liberdade e combatem o terrorismo, como a América e Israel, e no máximo faz algumas notinhas de repúdio a verdadeiros totalitarismos violentíssimos, como Coréia do Norte, Irã e Arábia Saudita? Por que a ONU ataca tanto Israel, o país campeão de "sanções" do governo mundial, e defende tanto a Palestina? Será um bom-mocismo contra o terrível Estado judeu? Ninguém pode desconfiar que existam razões que não são explicáveis apenas pela política rasteira – mormente a de noticiários sem contexto –, e sim por causas que atuam no mundo há milênios – e não falamos de teorias da conspiração, mas sim de culturas, religiões e conceitos, como soberania e democracia, que foram cunhados eras antes do governo mundial? Por fim, qual a ligação entre os cortes de financiamento de Donald Trump à ONU, a entidades que promovem o aborto pelo mundo, a criação de novas possíveis "Guantánamos", ao muro na fronteira com o México e a entidades que defendam a "causa Palestina", questões que parecem não possuir a mais remota ligação entre si, mas todas juntas formam um todo coerente e concatenado? É o que você ouvirá neste episódio de nosso podcast. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto, no estúdio Panela Produta. Guten Morgen, Brasilien!

27: O legado Obama

Guten Morgen, Brasilien! Estamos aqui de volta depois de umas merecidas férias de nosso podcast – nossa querida Panela Produtora merecia descansar depois do seu maravilhoso trabalho em 2016. E voltamos para comentar o grande fim de 2016: o legado de Barack Obama. Sua gestão foi chamada de "scandal-free", e a imprensa brasileira repetiu o dog whistle, afiançando que Obama passou 8 anos na Casa Branca tendo como legado uma administração completamente lisa, sem nenhum escândalo. Será que este é mesmo o legado do primeiro presidente negro da história americana? É possível mesmo crer que sua gestão foram 8 anos do mais bem aventurado bom mocismo mundial, e que o mundo "sentirá falta de um estadista", como pontuou uma grande revista brasileira? Definitivamente, a revista não diria isso a algumas centenas de mexicanos, a iemenitas sob drones, a alguém trabalhando no serviço de operações secretas na Líbia. Neste episódio do Guten Morgen, você poderá conhecer um Barack Obama que poucos brasileiros conhecem. Um verdadeiro passeio pelos escândalos de sua gestão – escândalos que, por não serem noticiados por uma mídia obamista, podem ser tratados como não-existentes por esta mesma mídia. O famoso ad ignorantiam: o que eu não conheço, não existe. Com a diferença de que a ignorância da mídia obamista, que tanto edulcora seu legado, é deliberada: seus escândalos também envolvem a própria mídia. A começar pela estranha questão de sua certidão de nascimento, cuja investigação foi reaberta ainda antes de Donald Trump assumir a Casa Branca. Vamos direto a seu primeiro escândalo como presidente: a operação Fast and Furious, em que armas dadas pelos pagadores de impostos americanos foram parar nas mãos de cartéis mexicanos, causando a morte de cerca de 300 mexicanos, além de um americano. As armas foram parar nas mãos de terroristas, e a operação Fast and Furious ainda foi explorada politicamente. E o escândalo do IRS, quando Obama perseguiu adversários políticos usando a Receita Federal americana? A perseguição atingiu até um de seus principais adversários, o cineasta Dinesh D'Souza, que foi parar na cadeia por dar mais dinheiro do que o permitido em uma doação de campanha, deixando um legado de silêncio sobre seus desmandos. Andam dizendo que Donald Trump é uma ameaça à "democracia"? Que tal Barack Obama catalogar jornalistas adversários? E o escândalo da NSA espionando cidadãos, que ainda deixam como legado ao mundo figuras como Edward Snoweden e Julian Assange? No campo militar, que tal falar do escândalo que foi a troca do soldado Bowe Bergdahl por 5 terroristas em Guantánamo? E o dinheiro para o Irã em troca de prisioneiros? E por que não falar em Benghazi, quando Obama, tendo Hillary Clinton como Secretária de Estado, ignorou o chamado de um atentado a uma instalação militar americana na Líbia, deixando 4 vidas para trás, criando um sortilégio de mentiras para encobrir o fato que deixaria as falas mais desajustadas de Donald Trump parecendo frases de um filme infantil? Isso e muito mais nós vamos deslindar nesse Guten Morgen, o podcast do Senso Incomum, para vocês que já não agüentavam mais de saudade. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto, no estúdio Panela Produtora. Guten Morgen, Brasilien!

25: Desmistificando Donald Trump

Guten Morgen, Brasilien! No ano que não quer acabar, a política, a mídia, a linguagem e os termos descritivos que usamos – até mesmo o conceito de verdade – estão precisando de revisão, com muitas de nossas crenças sendo colocadas em xeque. Se hoje notamos que nossa visão de mundo (e nunca a palavra "mundo" foi tão abrangente) está sendo definida mais por boatos do que por fatos, que tal analisar o maior alvo de boatos de 2016, o presidente eleito americano Donald Trump? Como case study de uma nova interpretação das narrativas que nos são marteladas todos dias, Trump foi a pessoa mais xingada de 2016, deixando o ex-presidente George W. Bush parecendo um Ayrton Senna para o grande público. Trump foi chamado de populista. De machista. De racista. De homofóbico. De protecionista. De ultra-nacionalista. De louco. Disseram que Trump quer acabar com a OTAN e que é contra a globalização. Ou ainda que venceu graças aos russos e que é uma marionete de Vladimir Putin, aquele que tanto analisamos em nossos episódios anteriores às eleições americanas. Quanto há de verdade (já que hoje se preocupam com uma "pós-verdade") nisso? Se o papel da mídia como criadora de narrativas, definidora de pensamentos e controladora da opinião pública foi mais questionado do que nunca em 2016, por que tantos acreditam tão piamente nela quando se trata do novo presidente americano? Em um mundo cada vez mais globalizado (!), e em que a globalização precisa ser entendida como algo mais complexo (e curioso) do que pela diminuição de fronteiras, é analisando a geopolítica, a política internacional e as relações entre países que poderemos compreender algo do que acontece na nossa política local, nacional, circundante. Por isso, nossa retrospectiva 2016 – e nossos primeiros prognósticos para 2017 – começam analisando a Personalidade do Ano pela Time. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto, no estúdio Panela Produtora. Guten Morgen, Brasilien!

24: #FakeNews: Quem censura os censores?

Guten Morgen, Brasilien! Enquanto o Brasil vira do avesso com seu conflito entre Congresso e STF, a América ainda tenta se curar de sua ressaca com a eleição de Donald Trump com mais vodka. A onda da vez são as tais #FakeNews, as marcações que o Facebook colocará em alguns sites por divulgarem "notícias falsas" que poderiam ter afetado o resultado das eleições. Tudo se deu porque o quadro de Hillary Clinton foi pego de surpresa, junto com quase toda a mídia mundial (basicamente um telefone sem fio do que dizem CNN, New York Times e Economist), a respeito do resultado das eleições americanas. Nossa vaidade (mas também nosso realismo) não cansa de repetir: nós acertamos. Será mesmo que foram as #FakeNews que definiram o resultado do pleito que sagrou Donald Trump como presidente americano e futuro provável homem mais poderoso do mundo? Não será algo mais grave: a mídia tradicional, a grande mídia arcaica, perdeu completamente a credibilidade da população, inclusive suas "pesquisas" de opinião que querem, na verdade, manipula a opinião pública, num processo de datafolhização do mundo? Sem credibilidade, os grandes e velhos veículos querem se livrar da concorrência que a internet permite: os pequenos sites e mesmo blogs que, com pesquisas de estro próprio, acertam muito mais, explicam muito mais, não usam o vocabulário anódino da censura do politicamente correto e ganham muito mais credibilidade da população. Assim, se estes sites produzem um conteúdo que a mídia não considera "verdadeiro", entra em conluio com grandes empresas como o Facebook para impedir que sua narrativa dos fatos seja cotejada, colocada em perspectiva, comparada com outras e, afinal, desacreditada. Assim, qualquer informação que não esteja numa CNN ou New York Times ou numa Rede Globo ou Folha de S. Paulo será marcada como #FakeNews. Problema número 1: e o cabedal de notícias falsas veiculadas pela grande mídia e pelos sites e blogs que fizeram torcida organizada por Hillary Clinton, juraram de pés juntos que o Brexit era uma idéia de "extremistas" que nunca ganharia o plebiscito e que o acordo de paz com os terroristas das FARC era uma coisa maravilhosa a ser celebrada? Serão todos marcados como #FakeNews? Se for assim, temos uma sugestão: este Senso Incomum acertou tudo o que projetou. Nós podemos resolver o problema marcando quem errou enquanto acertamos como #FakeNews. Que tal? Podemos começar com todos os que erraram sobre 2016 enquanto acertamos todos os detalhes. Quem vai sobrar além de nós? Basta lembrar de Folha, Independent, NY Post e tantos outros caindo em um boato ridículo sobre a CNN ter veiculado meia hora de sexo explícito hardcore ao invés de sua programação. Quem mais analisou a situação além de nós? Problema número 2: se "notícias falsas" existem (existem mesmo nesse número? são capazes de definir resultado de eleições? vêm todas da "extrema-direita"?), é um problema menor do que todas as notícias do mundo serem filtradas por burocratas e pessoas que nem conhecemos para que acreditemos no que é verdade ou não. Como já avisamos aqui (!), é o Ministério da Verdade e da Felicidade Virtual. Afinal, quem é melhor para dizer a você o que é verdade: você mesmo e suas sinapses, ou quem Mark Zuckerberg e quem mais errou na mídia mandar você acreditar? Isso tudo, e mais Braincast, física quântica, Santo Agostinho, Chapecoense, mitologia e a morte de Fidel Castro neste episódio do Guten Morgen, o podcast do Senso Incomum. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto, no estúdio Panela Produtora. Guten Morgen, Brasilien!

23: A mídia vai sobreviver a 2016?

Guten Morgen, Brasilien! A mídia conseguirá sobreviver a 2016? Para onde quer que se olhe, a imprensa errou. Não um leve erro, mas atirou para mais longe do alvo do que qualquer um. Impeachment, Brexit, Donald Trump, acordo com as FARC... Tudo eram favas contadas para a mídia. Ninguém estava mais errado do que a mídia. No século XX, a velha grande mídia só precisava se preocupar com sua meia dúzia de concorrentes. Hoje, com a internet, a infowar, a guerra de narrativas, se transformou em netwar, uma guerra de narrativas em rede. Neste sentido, pequenos sites e mesmo blogs conseguem mostrar teorias mais profundas, verdades mais bem pesquisadas e fatos que a mídia, sempre falando em uníssono e ignorando o que não sai em outros jornais, ignora. Em tempos de "pós-verdade", a mídia, que pratica assassinato de reputação e faz torcida por suas agendas e pautas pelo mundo, dessa vez mirou no site Breitbart.com, já citado inúmeras vezes por nós, no SensoIncomum.org, já que seu atual CEO, Stephen Bannon, se tornou estrategista-chefe de Donald Trump. A mídia, que nunca tinha ouvido falar de um dos maiores sites investigativos da América, agora quer se livrar da concorrência, já que o Breibart sozinho esteve absurdamente mais certo do que a mídia toda, com todos os seus bilhões de dólares, durante todo 2016 and beyond. Graças a isso, um dos maiores veículos da netwar, o Facebook, está instalando o conceito de "Fake News", marcando de cunho próprio sites cujo conteúdo seja considerado "falso" – ou seja, que não se coadune com a agenda de seu fundador, tão preocupado em atuar em países como a China. Já se fala, inclusive, em "pós-verdade". O bode expiatório da vez se chama "alt-right". É ela que, na América, está sendo marcada como "fake", e no Brasil, que descobriu o termo na semana retrasada, é tratada como sinônimo de "supremacismo branco" e se tornou um substituto para o desgastadíssimo termo "fascista". Mas o que raios é alt-right? Será mesmo que a América, e todos os eleitores de Donald Trump, e todos aqueles contrários a Hillary Clinton e à esquerda no mundo, são supremacistas brancos neonazistas fazendo saudações a Hitler em eventos de Donald Trump? Será mesmo que o Breitbart é da alt-right? Sem saber e pesquisar o que significa o termo, não devemos questionar nossa inteligência por meio segundo antes de "traduzir" fascista por alt-right? Com o que a mídia conta é com os famosos leitores de manchete: as pessoas que conseguem montar toda uma metafísica mental, uma axiologia global, uma biografia celeste a respeito de alguém de quem nunca leu nada, além de manchetes. A mídia aposta nisso para sua sobrevivência e para destruir seus concorrentes, muito mais gabaritados. A julgar pela mentalidade dos leitores de manchete, sua aposta foi certa e terá uma sobrevida. Mas será que queremos ser mesmo os tipos mais chatos da internet? A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto, no estúdio Panela Produtora. Guten Morgen, Brasilien!

21: Filipe Martins, o homem que acertou 48 estados sobre Donald Trump

Guten Morgen, Brasilien! Neste episódio de nosso podcast, atentando a pedidos, comentamos o assunto do mês: ao contrário de todas as previsões, Donald Trump foi eleito presidente americano e, mesmo uma semana depois do pleito, as novas previsões são de Apocalipse total. Mas espere aí: todas as previsões? Nós aqui do Senso Incomum sabíamos muito bem que Donald Trump era o favorito. E nosso convidado de hoje, o colunista Filipe Martins, acertou simplesmente 48 dos 50 estados. Se toda a imprensa – e desta vez, não apenas a nacional, mas a mundial – e todos os institutos de pesquisa falharam miseravelmente em suas previsões, por que devemos levar a sério suas novas previsões sobre o governo de Donald Trump, sempre calcadas no complexo machismo-racismo-xenofobia-magnata? Certamente, nosso Filipe Martins sabe de algo a mais que a imprensa, que ainda não sabe. É o que ele conta neste episódio mais do que especial. Além de explicar em detalhes o seu método para ter acertado mais do que qualquer um dos "especialistas" que ganham milhões na América para ter tal antevisão (não, não foi pura sorte), Filipe Martins desmente vários dos preconceitos que a imprensa americana teve que levaram a seu erro vergonhoso – erros estes repetidos e repapagaiados roboticamente por nossa imprensa. Além da sua intuição original, inspirada no filósofo Olavo de Carvalho e em seus amigos Bruna Luiza, do blog Garotas Direitas, e Osmar Bernardes, da Reaçonaria, Filipe também comenta os intelectuais que o ajudaram a seu impressionante acerto, como, curiosamente, Scott Adams, criador da tirinha do Dilbert, Ann Coulter, considerada "radical" e "extremista" por quem desconhece seu pensamento, ou aquela que a mídia ocidental colocou hegemonicamente no moedor de carne do assassinato de reputações: Sarah Palin, considerada fanática, louca e burra, mas que, ao contrário do que disseram os boatos (e os especialistas), anteviu antes de todo o mundo Vladimir Putin invadindo a Ucrânia para anexar a Criméia. Filipe Martins também faz suas próximas previsões, que são, naturalmente, bem diferentes, para não dizer praticamente opostas, ao que se lê na grande mídia arcaica. Neste episódio do podcast, comenta como provavelmente serão os próximos 4 anos de Donald Trump no poder. Desmente o que falaram sobre sua visão de renovação para a OTAN. Avalia sua proposta para a Síria. Verifica a veracidade de suas "ligações" com Vladimir Putin. Comenta o Oriente Médio, a Ucrânia, a China e a movimentação no xadrez geopolítico mundial. Também há espaço para a mídia, seus pundits e os erros e acertos de comentadores do quilate de Ben Shapiro, Glenn Beck e Stefan Molyneux, famoso no Brasil por ter debatido (e massacrado) o comunista Vladimir Safatle. Mitos são desfeitos. Boatos são desmentidos. Uma visão que a mídia considera maluca é exposta in true colours para se ver por que, apesar da histeria e da mentira em hegemonia uníssona, Donald Trump ganha votos de latinos, de negros, de mulheres. E, afinal, o que é que pensa de fato Hillary Clinton, tratada como uma escolha "acertada e moderada" da América, sem que ninguém soubesse o que pensa a respeito de temas tão importantes que poderiam gerar a Terceira Guerra Mundial. Não percam uma das mais brilhantes mentes do país (e, como se vê, do mundo), que certamente tem algo a lhe dizer, mesmo que você aparentemente discorde. Afinal, não é qualquer um que acertou tanto nessas eleições, enquanto a imprensa se impressiona com o fato de Michael Moore estar pessimista. Não importa o que você pense, ouvir essas quase duas horas com Filipe Martins será uma das maiores aulas que você terá na vida – aproveite para fazer o contraste depois com os analistas que você conhece por aí, nesses canaizinhos de TV que somos obrigados a agüentar. Guten Morgen, Brasilien!

20: A anatomia da esquerda

Guten Morgen, Brasilien! Se as eleições brasileiras e o impeachment dividiram o Brasil cada vez mais claramente entre direita e esquerda, as eleições americanas são ainda mais chocantes em cindir claramente duas mentalidades tão opostas. Mas será que direita e esquerda são exatamente opostos perfeitos, como se bastasse multiplicar o que uma pensa por -1 e chegaremos à outra? Para entender o que acontece no mundo hoje, e por que tais conceitos são tão complicados para pessoas como Vladimir Putin, Recep Erdoğan ou Adolf Hitler? E o que dirá de conceitos como Estado laico e a imigração islâmica no Ocidente? Para jogar algumas luzes sobre o debate, precisamos analisar não apenas o que esquerda e direita têm a dizer a respeito de si próprias e de suas antagonistas: também é necessário analisar os aspectos históricos que geraram cada uma. Não apenas isso, mas o lado sentimental envolvido em cada visão de mundo. E, sobretudo, as conseqüências na mentalidade, nos valores, nas referências, no conhecimento, nos objetivos e métodos de cada um deles. Como já afirmamos em episódios anteriores, a esquerda é mais intelectual, no sentido de que pretende ter uma sociedade dirigida por intelectuais, enquanto a direita, com força basicamente no complexo anglo-saxão (Inglaterra e América), tem como pressuposto a filosofia do senso comum (common sense), dos contratos mútuos, do Estado mínimo, da economia livre, da religião e moralidade, sem direção de intelectuais. Não quer dizer que não existam intelectuais de direita, e sim que a intelectualidade de direita, praticamente desconhecida pela intelectualidade de esquerda, não pretende, em sua vasta maioria, dirigir a sociedade. Neste episódio, fazemos uma análise da comparação de pensamento entre as duas mentalidades, que diverge em conceitos, em métodos, em desejos, em sentimentos. Ninguém melhor do que alguém claramente de esquerda, como Marcelo Freixo, para mostrar, em um exemplo também didático, a Marcha Para Jesus, alguma âncora clara da diferença sólida de pensamento, de sentimento e de ação entre esquerda e direita. Passeando por temas que como utopia, revolução, religião, geopolítica, Dostoievsky ou a filosofia de Vicente Ferreira da Silva, tentamos entender como a esquerda e a direita se comportam em diferentes circunstâncias, para aqueles que se confundem tanto com termos tão confusos. Sobretudo: como funciona o poder e a força da lei para cada um dos lados? A produção é de Filipe Trielli e de David Mazzuca Neto, no estúdio Panela Produtora. Guten Morgen!

19: Putin contra o mundo

Guten Morgen, Brasilien! Continuando o tema de nosso último episódio, vamos entender a movimentação militar de Vladimir Putin - afinal, por que um presidente que já foi chefe da KGB - e, portanto, deveria representar a esquerda - tem tanto receio de Hillary Clinton, a candidata de esquerda na disputa pela Casa Branca, preferindo - e talvez interferindo nas eleições - pelo candidato republicano, Donald Trump? Para entender a mente de Vladimir Putin, e pelo menos conseguir captar algo de suas ambições, além de entender um pouco como a Rússia funciona, com conceitos, valores, princípios, ambições e métodos completamente alienígenas aos analistas e a mídia do Ocidente. O primeiro chefe da KGB a subir ao supremo poder na Rússia foi Yuri Andropov, que na União Soviética foi responsável por aprofundar a espionagem, a subversão e a desinformação no estrangeiro e também por reintroduzir na União Soviética o anti-semitismo, fora de moda desde o enfrentamento com o nazismo. Para tal, Andropov não apenas fez propaganda: armou milícias islâmicas, como os movimentos do "nacionalismo palestino" com o objetivo de assassinar judeus, minando o poder do grande aliado da América na região. A propaganda "anti-colonialista", que culpava a Europa e, sobretudo, a Inglaterra pelos males do Oriente Médio e da África, foi firmemente comprada pelos soviéticos, que espalharam tal visão de mundo para a esquerda mundial - inclusive para o Brasil, que trata tal interpretação da História como a única Verdade Revelada. Com ela, também veio o terrorismo islâmico, que por mera coincidência nunca atinge a Rússia: pela interpretação que aprendemos na escola, parece que a "interferência americana" no Oriente Médio, que era nula, deixou os muçulmanos revoltados, que então, um dia, do nada, pegaram em armas e saíram seqüestrando aviões e vestindo coletes suicidas para matar ocidentais. Neste episódio do Guten Morgen, você aprenderá uma visão da história que vai contra a doutrina estabelecida em nossas escolas, e vamos pinçar alguns fatos desconhecidos daquilo que nossas escolas nunca ensinaram: o que fazia a KGB? Como se iniciou o terrorismo islâmico? Por que fatos com conseqüências gigantes ainda hoje, como a Guerra do Afeganistão, ocorreram? Quem eram os atores envolvidos? Com isso conseguiremos voltar ao presente para olhar para alguém como o ex-chefe da KGB que tomou o poder de Boris Ieltsin, Vladimir Putin, com olhos muito mais claros. Ele e seu mentor, Aleksandr Dugin, têm uma visão de reestabelecimento da "Mãe Rússia" como principal potência mundial, plano que bate de frente com o projeto da candidata Democrata Hillary Clinton, com suas interferências regionais, dissolução de fronteiras nacionais e promoção de causas progressistas, naquilo que é chamado no Primeiro Mundo de "globalismo" (algo completamente avesso à globalização, como explicamos em nosso episódio sobre George Soros). Apesar de ambos serem firmemente contrários ao conservadorismo americano, com seu projeto de governo enxuto, de instituições locais e de valores tradicionais e religiosos como guia da sociedade, e não do Estado como dirigente, com o confronto de visões - e de histórico - entre o modelo geopolítico de Vladimir Putin e de Hillary Clinton poderemos entender por que Putin prefere, neste momento, um republicano na Casa Branca, e quais serão as conseqüências geopolíticas, em países como Ucrânia e Síria, no caso da eleição de cada um dos disputantes pelo cargo que já foi o mais poderoso do mundo. A produção é de Filipe Trielli e de David Mazzuca Neto, no estúdio Panela Produtora. Guten Morgen, Brasilien!

18: Terceira Guerra Mundial?

Guten Morgen, Brasilien! O mundo se assusta com a possibilidade de uma Terceira Guerra Mundial com as recentes movimentações de Vladimir Putin em relação ao Ocidente. Putin é acusado de manipular as eleições americanas para favorecer Donald Trump. A candidata Hillary Clinton até mesmo acusou Trump de ser um "fantoche" de Putin. Não contente com isso, analistas do Kremlin afirmam que uma vitória de Hillary Clinton geraria quase certeza de uma Terceira Guerra Mundial, e um conflito entre duas potências nucleares não parece um cenário tão fácil de se sair ileso quanto foi a Guerra Fria. Contudo, para tentar ter um pouco mais de clareza na movimentação do tabuleiro de xadrez geopolítico do mundo, os termos correntes de nossa linguagem parecem terrivelmente confusos. Por que o Kremlin, com seu projeto de restaurar a gloriosa Mãe Rússia dos tempos soviéticos, estaria favorecendo justamente um candidato de direita na América? A esquerda não deveria promover mais a paz contra as guerras "neoconservadoras"? Para complicar ainda mais, há o magma islâmico. Como ficará o Estado Islâmico e seus possíveis atentados ao Ocidente em caso de uma vitória de Hillary e em caso de vitória de Trump? É esta revisão de termos que pretendemos realizar nesse episódio de nosso podcast, para tentar enxergar algumas possíveis verdades escondidas sob um vocabulário enviesado, que mais confunde e cega do que ilumina e revela o que acontece no mundo. Além disso, precisaremos revisar toda a movimentação do tabuleiro geopolítico desde pelo menos o século XIX. Ao invés da mentalidade analógica que tenta sempre fazer analogias com o nazismo e a Guerra Fria (que, como se vê, parece não ter "acabado" como sempre nos ensinaram), é preciso entender o que a Rússia quer com seu expansionismo, que envolve lugares como Chechênia e Ucrânia (uma derrota e uma vitória), além do papel representado por países como a Turquia, que na Primeira Guerra Mundial foi um dos Impérios em disputa, e que era o califado do Império Otamano que justamente o vizinho Estado Islâmico quer hoje reconstruir. E como ficam países como Arábia Saudita e Irã, cada vez mais claramente em conflito, não apenas entre xiitas e sunitas, pelo controle islâmico da região - e como lidarão com seus aliados seculares? E temos ainda China e Coréia do Norte... Afinal, Vladimir Putin está blefando? As eleições americanas trarão quais possíveis conseqüências para a geopolítica mundial? Por que há, se há, um risco de uma Terceira Guerra Mundial? Acautelai-vos, pois. Guten Morgen, Brasilien!

16: Janaína Paschoal além do impeachment

Guten Morgen, Brasilien! Vocês pediram, vocês imploraram, vocês encheram o saco por um convidado no Guten Morgen, e resolvemos estrear com os dois pés na porta: conversamos com ninguém menos do que a dra. Janaína Paschoal, a autora do impeachment de Dilma Rousseff! A pessoa mais amada e mais odiada do país (na exata proporção 90-10%) poderia e deveria ser a primeira convidada do podcast de um site tão focado em polêmicas políticas. E ainda temos a honra de termos estreado tendo como primeira colunista a própria Janaína Paschoal! Nesse episódio, Janaína fala um pouco sobre o impeachment, claro, mas focamos no pós-impeaechment, em como será o Brasil sem Dilma Rousseff e com o PT fora do poder. Como será o governo de Michel Temer, pessoa em quem Janaína Paschoal não votou, mas por quem ela se sente de certa forma responsável? Sobretudo, é hora de desmistificar a cambulhada de boatos sobre Janaína Paschoal. É de direita? De esquerda? É do PSDB? É aliada de Cunha? É mancomunada com Temer? Quer impor uma teocracia? É louca? É fã de Iron Maiden? Também conhecemos um pouco mais da pessoa Janaína. E ainda o que pensa a jurista a respeito do Direito Penal, sua área de atuação, nunca comentada na mídia. Janaína Paschoal explica sua visão sobre criminalidade, redução da maioridade penal e seus juristas e filósofos preferidos. Não poderíamos começar a receber convidados com menos honra do que a heroína do impeachment, e também pessoa tão odiada pela máfia mais perigosa do Brasil. Guten Morgen, Brasilien!

15: Você sabe onde está seu filho? Cuidado! Ele pode estar numa biblioteca!

Guten Morgen, Brasilien! Antes do episódio de hoje, pergunta urgente: você sabe onde está o seu filho? Tome muito cuidado: ele pode estar numa biblioteca! Escondido de você. Enquanto você está tranqüilo em casa achando que seu filho está vendendo a virgindade em troca de Pokémons, seu filho na verdade pode estar entrando numa biblioteca para ler Marilena Chaui!! Dado o alerta aos pais, neste Guten Morgen analisamos o mundo acadêmico brasileiro à luz de uma técnica: a refração ideológica. Tal se dá quando um universitário aprende uma ideologia, reducionista da realidade como qualquer ideologia, e deixa de enxergar a realidade, colocando um cabresto sobre os próprios olhos para ao invés de analisar o real, conseguir enxergar apenas o que confirma sua própria teoria. Livros são coisas legais, na média. Mas há livros que fizeram um mal terrível ao mundo: os livros ideológicos, tão em voga na discussão política do Brasil hoje. Ao invés de estudar a realidade, há livros que fazem a pessoa só conseguir enxergar o que o horizonte restrito de sua ideologia permite. É a sina da Academia, que o Brasil sofre mais do que nenhum outro lugar: adquirir um vocabulário aparentemente técnico, erudito e difícil, para então se perder só num linguajar auto-referente, que não explica nada da vida concreta além do hipnotismo semântico das ciências humanas. Fazemos uma proposta ou uma tentativa lingüística de retomada da realidade, analisando o esvaziamento de significados nos signos ideológicos vigentes. Afinal, é uma percepção comum, até para aqueles pouco versados na ciência lingüística, que o vocabulário corrente é o mais chato, repetitivo, forçado, exagerado, fanático, histérico e desprovido de senso de concretude já visto. E todo palpiteiro e formador de opinião leva a sério as palavras distorcidas que usa. Ouçam, mas não deixem de ligar para seus filhos antes e verificar se ele não está estudando porcaria universitária, ao invés de estar saudavelmente apostando a herança da família em corridas de cavalo. A produção é de Filipe Trielli, no estúdio Panela Produtora. Guten Morgen. Brasilien!

14: Lula será preso

Guten Morgen, Brasilien! Com a prisão de Lula mudando de uma possibilidade para uma certeza cada vez mais clara, só faltando marcar a data, o apelo da esquerda no Brasil sofreu uma mudança radical, e todo o discurso, os símbolos, a narrativa, os valores e até as cores da esquerda tiveram de sofrer uma mudança urgente – quando não um verdadeiro disfarce para não ser associado a coisas que o povo detesta. Para entender como ficará o futuro do Brasil após dois eventos tão grandiloquentes, o impeachment de Dilma Rousseff e a prisão de Lula, verdadeiros símbolos do descrédito e da falha total da ideologia esquerdista e do projeto de poder completo do grande partido que a carrega o PT, é preciso antes traçar o cenário atual e como chegamos a ele. Podemos dizer que as manifestações que tomaram as ruas pelo impeachment, fazendo pressão social a uma peça jurídica cabal de nossa colunista Janaína Paschoal, ensejaram o fim do PT por três motivos: a técnica, o desejo da população (visto que o impeachment é um processo jurídico-político) e o simbólico – com uma estaca ainda mais forte no peito com Lula se tornando réu na Lava Jato. Podemos entender o Brasil de 2015 para cá, então, quase como um rebote de junho de 2013: se as primeiras manifestações queriam todo poder ao Estado, iniciando com a pauta dos 20 centavos, para depois incutir a narrativa vitimista da esquerda ("é por direitos! é contra a PM fascista!"), as manifestações de 2015 e 2016 foram praticamente o seu inverso. O PT de Lula e Dilma não perderam apenas o monopólio das ruas: os verdadeiros protestos do país têm justamente o PT, Lula e Dilma como alvos. O maior teórico das manifestações de esquerda, o comunista italiano Antonio Negri, acredita justamente que será pelas ruas que o comunismo irá surgir: não mais pela revolução do modelo marxista-leninista (ou stalinista), nem pela via do Partido, como no modelo de Gramsci: será pela mentalidade que toma o espaço público com um objetivo único, confundindo sociedade e comunidade, imiscuindo-as numa só, tal como Marx acreditava poder fazer com Estado e sociedade. Não é apenas quando as pessoas vão para as ruas que há um movimento político em curso: a mudança se dá no vocabulário, nos valores, nas preocupações, na mentalidade como um todo. Houve alguma mudança gigantesca, sobretudo na esquerda, de 2013 para cá? Analisando como era a esquerda do Lula socialista e a esquerda pós-impeachment, parece estar tudo do avesso. Todos sabem e a sentem no ar, mas poucos conseguem perceber as mudanças de cenário para conseguir traçar perspectivas para o futuro. É isso que analisaremos neste Guten Morgen, o podcast do Senso Incomum. A produção é de Filipe Trielli, no estúdio Panela Produtora. Guten Morgen!

13: Se meu filho passar na Universidade Federal, ele apanha

Guten Morgen, Brasilien! Nenhum tema é mais urgente no Brasil de 2016 do que cuidar da doutrinação e das narrativas impostas a nossos filhos, quando subtraídos de nossa educação. Por isso é urgente iniciarmos uma campanha: "Se meu filho passar na Universidade Federal, ele apanha". E apanha muito. A doutrinação nas escolas será o tema público mais presente na vida do brasileiro até 2018. Ela que determinará não apenas a visão racional, mas os SENTIMENTOS dos jovens em relação à política e à vida. É este o principal trunfo da pedagogia moderna, que foi notado recentemente no Brasil com ainda mais força do que em outros países: sua capacidade de ideologizar seres humanos inocentes, jovens, que acabam conhecendo apenas um lado da história. Quanto mais "críticos" e "politizados" se tornam, mais perdem o contato com a realidade. A politização infinita da vida, tratando cada aspecto da atividade humana como uma disputa de poder, ao invés de aumentar nossa capacidade de entender a realidade, diminui através de uma ideologia reducionista. É curioso que as pessoas e os jovens que se consideram mais "críticos" de autoridades, nesta manobra, se tornem parte do exército ideologizado até a lobotomia o mais obediente do mundo: jovens criticam todas as relações de poder e todas as autoridades, exceto a autoridade daqueles que lhe mandam repetir tais bordões: seus professores de Humanidades. Será que os jovens universitários nunca percebem que se acham únicos, especiais, acima da média (e pregam justamente "igualdade" e se dizem representantes "do povo") quando, justamente, estão copiando a maior MODINHA já feita na história do marketing? Vamos tapar o nariz, passar repelente no corpo, evitar piolhos e adentrar no Maravilhoso Mundo das Faculdades de Humanidades neste podcast do SensoIncomum.org - e na grandiosa companhia de nomes como Roger Scruton, Roger Kimball e tantos outros!

12: Tá, impeachment. E agora?

Guten Morgen, Brasilien! O impeachment de Dilma Rousseff passou no Senado. Foi impeachment? Foi golpe? Sobretudo: como fica a situação do Brasil no pós-impeachment? Uma certa futurologia calculada precisa ser feita para se traçar os cenários e as estratégias do Brasil pós-impeachment. Não se trata, naturalmente, apenas do nosso futuro político, mas sobretudo de como será a situação não-política do país após o segundo impeachment do período democrático e o primeiro impeachment de um presidente de esquerda. Será que se manterá a tradição da América Latina, que frisa que todo partido que sofre impeachment no continente nunca mais retorna ao poder? Qual a diferença do cenário atual envolvendo Dilma Rousseff daquele cenário de 1992, quando o próprio PT depôs Fernando Collor? No reino ideológico, como ficará a esquerda e a direita no Brasil após uma década e meia do PT no poder? A hegemonia que a esquerda conquistou na cultura e na academia, sua influência no vocabulário jornalístico, as palavras de ordem na moda: será que tudo isso irá mudar agora que o PT e a esquerda sofre a maior derrota na história brasileira? O PT sobreviverá? E os outros partidos de esquerda? E os chamados "movimentos sociais"? Uma pergunta fundamental: quem contará essa história? Alguma lição com as leis do país será suficiente para as futuras gerações entenderem por que Dilma Rousseff foi deposta? Qual será o papel da internet para que se entenda o que aconteceu, já que foi a própria internet que derrubou a segunda presidente do PT? Tudo isso com grandes análises sobre sistemas políticos, burocracia, blogosfera, intelectualidade, filosofia, os discursos do PT, sexo, sindicalismo, feminismo, senso comum, financiamento, STF, psicanálise, Anticast, desemprego, história americana e Renan Calheiros, neste episódio do podcast do SensoIncomum.org. Guten Morgen!

11: O Julgamento Final

Guten Morgen, Brasilien! No décimo primeiro episódio do nosso podcast, comentamos o Julgamento Final de Dilma Rousseff, com o impeachment correndo no Senado. Dilma Rousseff e os petistas afirmam que o processo é um "golpe", mas, desesperançosos, confiam que a História vai julgar Dilma. Ou seja: o Senado pode fazer o impeachment passar. Mas, nas aulas de História, os professores ensinarão as crianças e adolescentes que Dilma e o PT estavam corretos, que sofreram um golpe de Estado etc. Os professores de História, como se sabe, são em sua maioria de esquerda. Mas não apenas isso: os intelectuais são quase sempre de esquerda. Por que isso se dá? A direita não é intelectual? Ela é menos inteligente? O que a une não é uma idéia, um sonho? O que então define a direita? Se a esquerda é conhecida no Brasil, a direita não é. E nem sequer os poucos intelectuais de direita. Por isso a inquietação da esquerda com a ascensão da direita no Brasil. O que devemos conhecer da direita que ainda não sabemos? E, sobretudo, devemos escorraçar a direita como um poço de obscurantismo e esperar que a sociedade seja guiada por intelectuais? Conhecendo os intelectuais escrevendo em nossos jornais, estaremos mais protegidos se formos dirigidos por intelectuais? Depois dessa análise, ainda um livro a ser comentado e lido com urgência nessa semana: Dilmês, o Idioma da Mulher sapiens, de Celso Arnaldo Araújo, da editora Record. Não apenas por ser um livro único em analisar um fenômeno único: o idioleto falado por Dilma Rousseff, de gramática mais próxima do búlgaro do que do português. Mas, já que estamos falando da história julgando Dilma por ser o mais curioso retrato histórico dos 5 anos de Dilma no poder, através de suas frases, seus discursos, o desenvolvimento de sua mentalidade. Nenhum livro conseguirá contar a história de 2011 até hoje com uma precisão tão cirúrgica quanto Dilmês. Não é uma análise apenas de um idioma falado por um único ser humano: é uma viagem histórica, é um aprofundamento detalhado numa mentalidade que tomou o país, venceu duas eleições e até hoje se recusou a fazer sentido. Nada contará melhor os anos 2011-2016 do que o livro Dilmês. Escutem, não esqueçam de assinar nosso feed, de nos curtir em seu ouvidor de podcasts preferido (em nosso último episódio, chegamos a ficar em 4.º lugar em toda a iTunes Store!), dar umas estrelinhas para nós de avaliação e comentar, perguntar, criticar e, claro, divulgar! E quem puder, contribua em nosso Patreon para ser nosso patrão! Guten Morgen!

10: Não é você que pensa o que pensa, George Soros pensa por você

Na décima edição do Guten Morgen, o podcast do SensoIncomum.org, fizemos um apanhado especial sobre os vazamentos da Open Society, de Goerge Soros. Talvez este tenha sido o acontecimento mais importante da década, mas como ele afeta diretamente a imprensa mundial, incluindo a brasileira, pouco ou, em nosso país, nada se falou sobre o caso. Houve uma mudança de mentalidade gritante nas últimas décadas. Quem tem mais de 25 anos sabe que as preocupações que agitavam jovens, analistas políticos e intelectuais há cerca de 15 ou 20 anos eram completamente diferentes das de hoje. As inquietações modernas atendem por nomes terminados em -ismos, e hoje é consenso que a grande luta deve ser por causas como o feminismo, ou lutas anti-racismo, machismo e homofobia. O "politicamente correto" não precisa necessariamente dizer seu nome, mas é a tônica de nossos discursos. Causas como a legalização do aborto, o casamento gay, o desarmamento e a superação da família tradicional já são debatidas abertamente pela sociedade. A interpretação de tais mudanças é de uma marcha inexorável de idéias progressistas da própria História, livrando-se de pensamentos conservadores, obscurantistas e ultrapassadas. Mas como se deu a interconexão global de tal mentalidade? Será que apenas a forma da internet, com seu pouco público leitor, foi capaz de causar mudanças tão repentinas em lugares tão distintos quanto Brasil e América, Áustria e México, Nova Zelândia e Suécia? Nesta semana, o maior promotor de tais políticas no mundo, o mega-investidor George Soros, teve contas de sua fundação, a Open Society, hackeadas. O vazamento não surpreendeu ninguém que estuda o globalismo, que já analisamos no Senso Incomum no caso Brexit. Entretanto, o termo ainda nem é conhecido no Brasil, sendo confundido, por exemplo, com "globalização" (quase o seu oposto) ou com o velho socialismo, ou apenas com a ONU. Neste podcast, talvez nosso mais importante episódio até o momento, entenderemos o básico que precisamos entender para saber por que o mundo atual pensa desta forma. Todos parecem se considerar críticos, mas quase ninguém sabe explicar de onde vêm suas próprias idéias. Ouçam e divulguem - não esqueçam de assinar nosso feed e serem nossos patrões pelo Patreon! E curtam o SensoIncomum.org!

09: Olimpíadas, linguagem, presidentA, literatura...

Guten Morgen, Brasilien! Neste episódio do podcast do Senso Incomum, mudamos o formato para comentar diversos assuntos destas turbulentas semanas de Olimpíadas. Temos a encrenca com os atletas iniciadas com Joanna Maranhão e a glória do espírito esportivo e olímpico, e a relação dos atletas com a platéia. Também comentamos o uso da palavra "presidentA", e se ele é cabível ou não na linguagem, mesmo estando dicionarizado. O que está implicado e mal explicado na lingüística ao se feminilizar essa forma? Por fim, o melhor: iniciamos uma seção de literatura, para comentar sobre o que realmente vale a pena, longe dessas agitações políticas da superfície, das quais tão pouco levaremos na alma para a vida toda. Aproveitando os olhos do mundo no Rio de Janeiro com as Olimpíadas, comentamos o excelente romance "A Primeira História do Mundo", de Alberto Mussa, que narra (e resolve!) o primeiro homicídio investigado na cidade maravilhosa. Uma obra que já nasce clássica e revela mais sobre nosso espírito do que qualquer análise política poderia fazer. Ouçam, assinem nosso feed e não se esqueçam de nos seguir no SensoIncomum.org!

08: Hillary Clinton e a ofensa de Trump a Khizr Khan

Hillary Clinton apresentou na Convenção Nacional do Partido Democrata, quando se oficializou como candidata à presidência americana, Khizr Khan, pai do capitão do Exército Humayun Khan, herói de guerra muçulmano na Guerra do Iraque. Pelo que vimos pela mídia, Donald Trump teria "ofendido" os pais deste herói, que pediu votos para Hillary Clinton e garantiu que ama a Constituição americana e até tinha uma cópia do livro em seu bolso. A coisa foi tão grave que Trump, até então aparecia liderando por questão de 6 pontos na maioria das pesquisas de intenção de votos na América, de repente se viu perdendo para Hillary, às vezes por até 10 pontos. Pode ser o grande turning point de sua campanha. Isto mal foi noticiado pela imprensa brasileira, quando foi. Todavia, a situação real se mostra muito mais complexa do que a divergência entre o pai de um herói de guerra muçulmano perfeitamente integrado à América e um obscurantista fanático, autoritário e maluco. Não à toa, o fato na América gerou uma brutal polêmica. Informe-se e saiba por que neste episódio do Guten Morgen, o podcast do Senso Incomum! Assine nosso feed: http://feeds.soundcloud.com/users/soundcloud:users:194719183/sounds.rss Acessem o Senso Incomum: sensoincomum.org Curtam nossa página: https://www.facebook.com/sensoincomumorg/ Siga-nos no Twitter: https://twitter.com/sensoinc E contribua com nosso Patreon: https://www.patreon.com/sensoincomum

07: Terrorismo no jornalismo

Guten Morgen, Brasilien! O jornalismo nunca pode – e nem deve – narrar nada "imparcialmente". Mas todos, simplesmente TODOS os órgãos de imprensa mundiais parecem "errar para o mesmo lado". Sempre que notícias envolvendo terrorismo são dadas, o uso de eufemismos para descrever os atos terroristas é gritante, enquanto hipérboles agigantadas são usadas para falar de quem critica terroristas. Neste episódio analisaremos algumas manchetes, no Brasil e no mundo, sobre os atentados terroristas das últimas semanas, em lugares como Munique e Ansbach na Alemanha ou em Paris, França, e discutiremos como funciona e qual o intuito de tamanha manipulação jornalística. Guten Morgen!

06: Escola Sem Partido ou Escola Partidária?

O debate sobre o Escola Sem Partido só não é mais apaixonado do que o impeachment que dividiu o país. Ao invés de apenas confirmar pontos de vista, o interessante é fugir do que já pensamos e conhecer idéias novas – só assim podemos mudar de opinião e aprender algo. Será que sabemos de fato o que é o Escola Sem Partido e o que está em jogo? Alguém de fato parou para pensar no conceito de "Partido" dentro da escola? Como funciona a pedagogia em diálogo com a ideologia? É o que discutiremos nesse episódio do Guten Morgen, o podcast do Senso Incomum.

05: Mimimicracia: a nova forma de ter poder sobre os outros

Neste episódio do Guten Morgen, o podcast do Senso Incomum, discutimos um episódio do Braincast falando do politicamente correto. Politicamente correto trata-se de censura, de um novo moralismo autoritário - mas nas mãos de jovens, dando risada e achando que estão criando um "mundo melhor". Será que os efeitos dessa censura são realmente "melhores" do que das censuras moralistas do passado? Ouça no quinto episódio do Guten Morgen!

04: Se Bolsonaro não pode falar, nós também não podemos

Jair Bolsonaro pode ser uma figura controversa para muitos. Mas a liberdade de expressão começa a acabar justamente quando censuramos aqueles com quem NÃO concordamos. Além disso, trata-se de entender o que foi dito quando Jair Bolsonaro trocou farpas com Maria do Rosário. O seqüestro da nossa normalidade está matando nossa visão da realidade.

03: O impeachment e as pedaladas de Dilma

Guten Morgen, o podcast do Senso Incomum, volta após longas férias - e agora é semanal! No episódio de hoje, comentamos a perícia do Senado, comemorada pela defesa de Dilma Rousseff, que não teria encontrado "as digitais" de Dilma nas pedaladas fiscais. Será que a história é realmente como contam as manchetes?

02: Dilma Rousseff ouve o brado: "Renuncia!"

Nas últimas manifestações, espontaneamente, falou-se pela primeira vez em exigir que Dilma Rousseff "renunciasse" a seu cargo. A renúncia da presidente levanta uma questão importante e urgente: para que serve, afinal, a própria presidente?!

01: Piloto: Maurício Macri e o Mercosul

Guten Morgen Espresso - Episódio Piloto --------------------------------------------------------- Primeiro episódio do podcast Guten Morgen, com Flavio Morgenstern, do site http://sensoincomum.org/ Comentamos a participação de Maurício Macri em sua primeira Cúpula do Mercosul, o estranhamento com Delcy Rodríguez da Venezuela, a participação de Dilma Rousseff e comparamos os protestos de estudantes venezuelanos com as ocupações de escolas contra a gestão de Geraldo Alckmin, em São Paulo.