O SHADOW PARTY

  • AveVeritas - Podcast
  • 8 de fevereiro de 2021

Tradução do artigo de David Horowitz

Ninguém sabe ao certo quem primeiro usou o termo “Shadow Party.” Em 5 de
novembro de 2002, o escritor do Washington Post, Thomas B. Edsall, escreveu
sobre “shadow organizations” que estavam surgindo para contornar a proibição
de contribuições indiretas de McCain-Feingold (que é discutida detalhadamente
abaixo). A jornalista Lorraine Woellert chamou a rede de conexões democratas
de “shadow party” pela primeira vez em 15 de setembro de 2003, em um artigo
do Business Week intitulado “The Evolution of Campaign Finance?”. Outros
jornalistas logo a seguiram.
Aqui, o termo “Shadow Party” é usado especificamente para se referir à rede de
grupos ativistas não governamentais organizados por George Soros e outros
para mobilizar recursos – dinheiro, mobilizações de estímulo ao voto, publicidade
de campanha e iniciativas políticas – para o avanço das agendas do Partido
Democrata, eleger candidatos democratas e guiar o Partido Democrata ainda
mais em direção à esquerda no começo dos anos 2000.
Nesse sentido, o Shadow Party foi concebido e organizado principalmente por
Soros, Hillary Clinton e Harold Ickes. Seus esforços foram ampliados e
coordenados por sindicatos-chave do governo e grupos ativistas associados com
a Association of Community Organizations for Reform Now (ACORN). Os
principais organizadores desses grupos foram veteranos da esquerda dos anos
60.
Como as Bases para o Shadow Party foram estabelecidas: “Reforma no
Financiamento de Campanhas”
George Soros lançou as bases para o aparato do Shadow Party de1994 a 2002,
silenciosamente. Durante esse período, o bilionário gastou milhões de dólares
promovendo a aprovação do Bipartisan Campaign Reform Act, mais conhecido
como McCain-Feingold Act, o qual virou lei em novembro de 2002 pelo
Presidente Bush.
Soros começou a trabalhar nessa questão logo após as eleições de meio de
mandato de 1994 quando, pela primeira vez em quase meio século, os
republicanos obtiveram uma forte maioria em ambas as casas do Congresso.
Analistas políticos da época atribuíram a ampla vitória em grande parte à eficácia
da publicidade na televisão, mais notavelmente à série “Harry and Louise” ( a
qual custou US$ 14 milhões para ser produzida e transmitida), na qual um casal
suburbano expôs os desagradáveis e muito ocultados detalhes das propostas de
Hillary Clinton para um sistema de saúde nacional mais socializado. Soros
estava furioso com o fato de que tais propagandas fossem capazes de superar
a influência dos principais meios de comunicação impressos e da mídia
televisiva, os quais, por serem extremamente solidários às agendas democratas,
deram ao plano de Hillary uma grande quantidade de publicidade positiva e
gratuita por meses. Três semanas após as eleições de 1994, Soros anunciou
que ele pretendia “fazer algo” sobre “a distorção de nosso processo eleitoral pelo
uso excessivo da propaganda na TV.” Esse “algo” seria a reforma no
financiamento de campanhas.
Começando em 1994, o Open Society Institute de Soros e algumas outras
fundações de esquerda começaram financiar grupos de fachada e os tão
chamados “especialistas” cujo objetivo foi persuadir o Congresso a engolir a
ficção de que milhões de americanos estavam clamando por “uma reforma no
financiamento de campanhas”. Essa estratégia enganosa foi ideia de Sean
Treglia, um ex-membro do Pew Charitable Trusts. Entre 1994 e 2004, cerca de
US$ 140 milhões da fundação foram usados para promover a reforma do
financiamento de campanhas. Quase 90% desse montante foi derivado de oito
fundações, uma das quais foi o Open Society Institute, o qual contribuiu com US$
12.6 milhões para a causa.
Entre os principais destinatários desses fundos do OSI estava organizações próreforma, como: Alliance For Better Campaigns (US$ 650.000); Brennan Center
for Justice (mais de US$ 3.3 milhões); Center For Public Integrity (US$1.7
milhões); Center For Responsive Politics (US$75.000); Common
Cause (US$625.000); Democracy 21 (US$300.000); Public Campaign(US$1.3
milhões) e Public Citizen (US$275.000).
A “pesquisa” que esses grupos produziram a fim de defender a reforma do
financiamento de campanha fora forjada e amplamente fraudada. Por exemplo,
em 19 de fevereiro de 1999, o cientista politico Jonathan Krasno, do Brennan
Center, admitiu no seu pedido de concessão de bolsa que o objetivo do estudo
fora político, não acadêmico, e que o projeto seria cancelado se falhasse em
produzir os resultados desejados: “O objetivo de adquirir o conjunto de dados
não é simplesmente promover o conhecimento por si só, mas fomentar uma
iniciativa contínua multifacetada para promover a reforma nas campanhas. Se
prosseguiremos à fase dois dependerá do julgamento sobre se os dados
proporcionam um impulso suficientemente poderoso para o movimento de
reforma.”
O objetivo declarado de McCain-Feingold era erradicar a corrupção da política
por: (a) imposição de restrições na publicidade paga durante as semanas
imediatamente anteriores às eleições, e (b) regulação estrita do volume de
dinheiro que candidatos e partidos políticos poderiam aceitar de doadores.
Em relação à primeira dessas duas disposições, a nova legislação impediu que
organizações privadas, incluindo sindicatos, corporações e grupos de ativismo
de cidadãos fizessem propaganda contra ou a favor de qualquer candidato a um
cargo federal na televisão ou rádio durante os 60 dias anteriores a eleição, e
durante os 30 dias anteriores às primárias. Durante esses períodos restritos,
apenas seria permitido a partidos políticos oficiais o engajamento em
propaganda de “militância explícita”, por exemplo, publicidade política que
explicitamente incentiva eleitores a “votar em” ou “votar contra” um candidato
específico.
Igualmente importante, as principais redes de mídia foram isentas das restrições
do McCain-Feingold. Portanto, estavam livres para falar de candidatos da
maneira que desejassem durante sua programação regular e transmissões de
notícias. Isso inevitavelmente seria um avanço positivo para os democratas, que
desfrutavam do apoio quase universal dos principais meios de comunicação.
Em acréscimo às suas limitações em propaganda política pré-eleitoral, o
McCain-Feingold também impôs novas restrições onerosas nos tipos de
doações que candidatos, partidos e comitês de ação política (PACs) poderiam
aceitar agora.
Previamente, eram permitidos dois tipos de contribuições. Um desses foi o “hard
money”, referente aos fundos destinados à militância explícita. As regulações do
Federal Election Commission (FEC) estipularam que, em um único ano, nenhum
doador de “hard money” poderia dar mais de US$ 1.000,00 a qualquer candidato
em particular, não mais de US$ 5.000 aos PAC e não mais que US$ 20.000 a
qualquer partido político. Outra categoria de doações pré McCain-Feingold foi o
“soft-money”, o qual permitia que doadores dessem ilimitadas quantias
diretamente a partidos políticos. Mas para ser designada como “soft money”, a
doação não poderia ser usada para financiar a “militância explícita” de nenhum
candidato em particular.
Ao invés, tinha que ser usada para pagar coisas como propaganda para
“educação do eleitorado” ou propagandas “orientadas às questões”, mensagens
políticas que, cuidadosamente, evitavam fazer chamadas explícitas para “votar
em” ou “votar contra” um candidato específico. Enquanto um anúncio evitasse
proferir tais instruções proibidas, não haveria limites para quanto soft money
poderia ser gasto na sua produção e disseminação.
O McCain-Feingold elevou a doação máxima por doador para certas doações
hard money: agora um doador poderia doar US$ 2.000 para um candidato, US$
5.000 a um PAC e US$ 25.000 a um partido político. Mas a nova lei baniu
completamente as contribuições de soft-money para partidos políticos.
Historicamente, republicanos tinham aproveitado uma vantagem de 2×1 sobre
os democratas na arrecadação de hard money de doadores individuais.
Democratas dependiam muito mais do soft money de grandes instituições, como
sindicatos. Portanto, parece contraproducente que Soros, que claramente
favorecia os democratas em detrimento dos republicanos, procurasse aprovar
uma legislação cujo efeito concreto, a eliminação do soft money, seria
desfavorável aos esforços de arrecadação de fundos do Partido
Democrata. Mas o motivo de Soros se tornou claro quando observamos os tipos
de organizações cujas atividades de arrecadação de fundos não foram afetadas
pelo McCain-Feingold. Eram os “527 comitês”, organizações sem fins lucrativos
com o nome da Seção 527 do código IRS que, ao contrário dos PACs comuns,
não eram obrigados a se registrar no FEC.
Dirigidos principalmente por grupos de interesse especiais, esses 527 deveriam
ser independentes e não filiados a nenhum partido ou candidato. Como tais, era
permitido que arrecadassem soft money em quantias não limitadas por nenhum
limite legal ou por qualquer tipo de atividade política que não fosse militância
explícita. Logo, desde que os 527 não usassem soft money para pagar por
propaganda que pediam explicitamente que as pessoas votassem a favor ou
contra qualquer candidato em particular, estavam em conformidade com a lei
McCain-Feingold. Em termos práticos, é claro que coisas como “propagandas
orientadas a questões” e “propagandas para educação do eleitorado” podem
facilmente ser adaptadas a favor de um partido ou candidato em detrimento de
outro, enquanto evitam, cuidadosamente, a “militância explícita”.
Uma vez que o McCain-Feingold estava posto, Soros e seus aliados políticos
colaboraram para estabelecer uma rede de “527 comitês” pronta para receber
soft money de doadores individuais e grandes sindicatos, que normalmente
teriam que dá-lo diretamente ao Partido Democrata. Esses 527 então poderiam
usar esse dinheiro para propagandas orientadas à questões, iniciativas de
educação do eleitorado, mobilizações para que as pessoas saíssem e votassem
e outras atividades de “construção do partido”, não apenas para ajudar a eleger
candidatos democratas em 2004 mas, de maneira mais ampla, para guiar o
Partido Democrata ainda mais para esquerda.
Ao ajudar na aprovação do McCain-Feingold no Congresso, Soros efetivamente
cortou o financiamento de soft money dos democratas e o desviou para os cofres
de uma rede alternativa de beneficiários, controlada pessoalmente por ele. Como
observou Byron York: “As novas regras de financiamento de campanha
aumentaram a influência do grande capital na política. Ao doar diretamente a
grupos ‘independentes’ ao invés do próprio partido, doadores de altos valores
poderiam influenciar a estratégia de campanha e as táticas mais diretamente do
que jamais haviam feito antes…E o poder foi concentrado em pouquíssimas
mãos”, mais notavelmente as de Soros.
O primeiro experimento de Soros com os “527 Comitês”: “Shadow
Conventions”
Evidências claras das intenções de Soros começaram a aparecer já na
temporada das eleições de 2000. Foi quando Soros (arcando com um terço dos
custos) patrocinou as tão chamadas “Shadow Conventions.” Organizadas pela
autora, colunista e socialite Arianna Huffington, as Shadow Conventions foram
eventos de mídia projetadas para atrair equipes de notícias de convenções
partidárias reais daquele ano. Huffington manteve suas “Shadow Conventions”
ao mesmo tempo e nas mesmas cidades em ocorriam as Convenções
republicana e democrata, na Filadélfia e em Los Angeles, respectivamen te, e
apresentou esquerdistas críticos da política tradicional. As Shadow Conventions
promoveram a visão de Huffington de que nem democratas nem republicanos
serviam mais aos interesses do povo americano. Na visão de Huffington, a
política dos EUA precisava de uma terceira força para romper o impasse.
Entre as questões destacadas nas Shadow Conventions estavam o racismo, a
desigualdade social, a legalização da maconha e a reforma no financiamento de
campanha. A maioria dos palestrantes e participantes promoveu
posicionamentos de extrema-esquerda, acompanhados por gritos de
“Free Mumia” e um discurso incendiário de Jesse Jackson. Ex-conservadora,
Huffington disse aos repórteres: “Eu me radicalizei.” As Shadow Conventions
foram encontros puramente simbólicos; eles não apresentaram candidatos a
cargos. Contudo, muitas atividades de Soros durante a campanha de 2000 foram
além do simbolismo. Foi durante a eleição de 2000 que Soros experimentou,
pela primeira vez, a arrecadação de fundos de campanha através dos grupos da
Seção 527. Em preparação à eleição de 2000, Soros reuniu um grupo de
doadores democratas ricos para ajudá-lo a promover dois de seus assuntos
preferidos – controle de armas e legalização da maconha. Suas doações
excederam significativamente os limites de contribuições políticas determinadas
pelas leis de financiamento de campanhas. Consequentemente, Soros lavou
suas contribuições através dos grupos da Seção 527 – apelidados de “PACs
furtivos” pela mídia da época.
Um dos PACs furtivos de Soros foi um grupo contra armas chamado Campaign
for a Progressive Future (CPF). Esse grupo buscou neutralizar a influência do
National Rifle Association (NRA), visando a derrota de qualquer candidato, a
qualquer nível, que fosse apoiado pela NRA. Soros injetou US$ 500.000 no CPF
pessoalmente. Durante a época eleitoral de 2000, o CPF financiou propagandas
políticas e campanhas de marketing em apoio às iniciativas estaduais para
verificação de antecedentes criminais em desfiles de armas.
Similarmente, Soros usou os 527 para agitação em favor de iniciativas pró
maconha, as quais apareceram nas urnas em vários estados naquele ano. Os
doadores dos PACs furtivos durante o ciclo eleitoral de 2000, incluíam Peter B.
Lewis, magnata dos seguros e o fundador da InfoSeek, Steven Kirsch. Ambos
tornaram-se os principais contribuidores do Shadow Party de Soros durante o
período eleitoral de 2004.
O Efeito do 9/11 em Soros e a Gênese do Shadow Party:
Todas as manobras de Soros — vis a vis o esforço para aprovar a McCainFeingold e a encenação das Shadow Conventions — foram subitamente
injetadas com uma grande dose extra de urgência após os ataques terroristas
de 11/9. Soros estava totalmente convencido de que a resposta do governo dos
EUA àqueles ataques era tão má intencionada e tão perigosamente equivocada,
que ameaçaria a sobrevivência de toda raça humana.
Antes do 11/9, Soros vira sua filantropia como um meio de mudar gradualmente
o sistema de saúde, as condenações criminais, as leis de drogas e outros
sistemas sociais que ele considerava falhos. A direção pela qual ele queria dirigir
os Estados Unidos era clara nas agendas radicais de grupos que ele estivera
financiando por quase uma década através do seu Open Society Institute.
Essas agendas poderiam ser reduzidas essencialmente a três temas: a redução
do poder americano, a subjugação da soberania americana em favor de um
governo mundial e a implementação de uma redistribuição socialista da riqueza,
tanto dentro dos EUA quanto fora de suas fronteiras nacionais.
Porém, após o 11/9, Soros decidiu que o mundo estava em perigo pela
hegemonia americana e que era essencial mudar fundamentalmente o país do
dia para noite, e não com o passar do tempo. Pelo julgamento de Soros, o
Presidente Bush, que assumira o cargo oito meses antes, estava indo em uma
direção perigosa, elevando o ódio antiamericano nos corações das pessoas
através do globo.
Especificamente, o bilionário detestava o que ele via como arrogância do
presidente ao classificar os inimigos dos Estados Unidos como o “mal”; quando
ele expressou sua fé no excepcionalismo de sua própria cultura; quando ele
parecia relutante em considerar a possibilidade dos terroristas terem algo a
ensinar aos americanos sobre como o resto do mundo percebia os Estados
Unidos. Além disso, Soros considerou o terrorismo, em larga medida, como uma
consequência da desigualdade econômica e da exploração dos países pobres
por seus pares mais ricos.
Raciocinando a partir dessas premissas, Soros sustentou que a resposta
apropriada a longo prazo ao 11/9 seria o lançamento, pela América, de uma
guerra global contra a pobreza, enviando grandes quantidades de ajuda às
regiões empobrecidas ao redor do mundo, onde o terrorismo internacional tendia
a se originar. De fato, por muito tempo ele sustentou que “as raízes” do
terrorismo eram a “pobreza” e a “ignorância”. Apenas oito dias após o 11/9, Soros
proferiu um discurso no qual ele disse que o “pilar” do seu “plano” era
“direcionado às condições sociais que fornecem um terreno fértil no qual
(terroristas) voluntários que anseiam por sacrificar suas vidas podem ser
recrutados.” Este plano exortaria os “países ricos” a elevar seus níveis de
“assistência internacional”, a qual, embora fosse improvável que “prevenisse
pessoas como bin Laden de exercitar sua genialidade maligna”, “ajudaria a aliviar
as dificuldades que alimentam todo tido de extremismo.”
Em ocasiões subsequentes, Soros reiteraria sua crença de que o terrorismo foi
causado por ausência de uma “redistribuição global da riqueza” e o “crescimento
da desigualdade entre ricos e pobres, tanto dentro quanto fora dos países.”
“Uma sociedade global aberta”- Soros destacou – “requer ações afirmativas em
escala global.” Ele exortou a uma “reordenação radical” das “prioridades”
americanas, na qual “ao invés de dedicar a maior parte do orçamento aos gastos
militares para implementar a doutrina Bush, nós nos engajaríamos em ações
preventivas de natureza construtiva.” “Os Estados Unidos não pode fazer o que
quiserem ” – ele repreendeu. – “…nossa nação deve se preocupar com o bemestar do mundo.”
No cálculo de Soros, o 11/9 representou “uma oportunidade não usual para
repensar e remodelar o mundo.” Observando que os recentes ataques
“chocaram” os americanos “ao perceberem que os outros os encaram de modo
muito diferente do modo como se veem,” Soros afirmou que seus compatriotas
agora “estavam mais preparados para reavaliar o mundo e o papel que os
Estados Unidos desempenham nele do que em tempos normais.” E,
reconhecendo que “essa consciência talvez não dure muito”, ele disse: “Eu estou
determinado a não deixar esse momento passar.”
A urgência que Soros sentiu em aproveitar o momento foi ainda mais acentuada
na noite de 29 de janeiro de 2002, quando George W. Bush proferiu seu discurso
do Estado da União. Neste discurso, o Presidente fez sua primeira referência
controversa ao Iraque como parte de um “eixo do mal” que representava uma
ameaça potencialmente mortal a América. Bush sugeriu que ele, em breve,
voltaria a atenção de sua política externa em direção ao regime de Saddam
Hussein, o qual continuava a “exibir sua hostilidade à América”, “apoiando o
terror” e violando seus acordos internacionais. Como o Presidente prometeu não
“aguardar eventos enquanto o risco estivesse à porta”, nem “esperar enquanto
o perigo se aproxima cada vez mais”, especulações sobre a possibilidade da
invasão dos EUA ao Iraque começavam a se formar.
Na visão de Soros, tal invasão “ na verdade seria uma vitória para os terroristas,”
por causa da morte de “civis inocentes” que daria a grupos como o al Qaeda “o
tipo de radicalização que eles estavam procurando” a fim de justificar “um ciclo
vicioso de escalada da violência.” “Guerra é uma falsa e enganosa metáfora no
contexto de combate ao terrorismo.” – disse Soros. “Tratar os ataques do 11 de
setembro como crimes contra a humanidade teria sido mais apropriado. Crimes
requerem trabalho policial, não ação militar.” Além disso, Soros caracterizou a
ação militar preventiva contra aqueles que possam representar uma ameaça aos
EUA, a tão chamada “doutrina Bush”, como uma “proposta atroz.”
Quando os EUA invadiram o Iraque no início de 2003, o desprezo de Soros pela
“visão imperialista” de Bush alcançou um ponto febril. Acusando Bush de
“fomentar deliberadamente medo porque isso ajuda a manter a nação alinhada
com o presidente,” Soros acrescentou, cinicamente: “Terrorismo é o inimigo
ideal. É invisível e, portanto, nunca some. Um inimigo que representa uma
ameaça genuína e reconhecível pode efetivamente manter uma nação unida.”
Em agosto, Soros alertou que “o destino do mundo depende muito dos Estados
Unidos, e o Presidente Bush está nos levando na direção errada” com sua “falsa
e perigosa” doutrina. No outono, Soros se referiu aos funcionários da
administração Bush e aos republicanos em geral como “extremistas” que “não
creem no sistema democrático como nós o conhecemos”; e que adotaram “uma
ideologia muito perigosa”, a qual garantirá que “os Estados Unidos…devem
impor seu poder, impor sua vontade e interesses no mundo.”
Como a Guerra do Iraque cobrou um alto preço em termos de vidas, tanto
americanas quanto iraquianas, Soros escreveu que a resposta militar dos EUA
ao 11/9 acabou sendo uma atrocidade moral maior do que o “crime” original que
a motivara, porque a guerra “ exigiu mais civis inocentes no Afeganistão e no
Iraque que os ataques ao World Trade Center.” Em resumo, Soros caracterizou
a “busca da supremacia americana” da administração Bush como mais perigosa
que o terrorismo islâmico.
Soros não apenas acreditava que Bush seguia uma política perigosa e insana,
mas via os motivos do presidente como totalmente desonestos. Soros
repetidamente acusou Bush de usar informações que haviam sido “expostas
como exageradas ou até mesmo falsas” para justificar a invasão do Iraque sob
“falsos pretextos.” Ele denunciou a “exploração do 11 de setembro pela
administração para avançar sua política de dominação do mundo sob o pretexto
de combate ao terrorismo.” Ele expandiu esse tema ao acusar Bush de procurar
“justificar medidas repressivas” no front doméstico enquanto “estabelecia uma
alternativa segura ao petróleo saudita” no Oriente Médio.
Em numerosas ocasiões, Soros traçou paralelos entre a administração Bush e
alguns dos mais infames regimes totalitários da história. A visão de Bush de que
“só há um modelo de democracia”, disse Soros, era “uma falsa e potencialmente
perigosa, como a crença dos comunistas de que só havia uma forma de
organizar a sociedade.” Além disso, Soros associou a “orwelliana” asserção de
Bush de que “você pode ter liberdade desde que você faça o que nós dissermos
para você fazer” à retórica soviética sobre “democracia popular.” “Quando eu
ouço o presidente Bush dizendo: ‘Você está a favor ou contra nós’, isso me
lembra os alemães” – Soros afirmou. “Minhas experiências sob o regime nazista
e soviético me sensibilizaram.”
Soros viu as “iminentes eleições” de 2004 como “uma excelente oportunidade
para estourar a bolha da supremacia americana.” Ele resolveu empregar sua
fortuna e fervor ideológico para aproveitar essa oportunidade, sabendo que o
melhor momento para implementar mudanças radicais é durante épocas de crise
e convulsão como, por exemplo, a época que se seguiu ao 11/9. “Geralmente é
preciso uma crise para provocar uma mudança de direção”, escreveu o próprio
Soros em seu livro Open Society: Reforming Global Capitalism, em 2000. A fim
de realizar isso, ele criaria um aparato político de extraordinária influência.
O “Shadow Party” de Soros Toma Forma
Não houve anúncio oficial quando o Shadow Party foi lançado, em 17 de julho
de 2003, em El Mirador, propriedade de George Soros em Southampton, em
Long Island. Foi o projeto mais importante na política americana em décadas.
Nesse encontro de estrategistas políticos, doadores ricos, líderes trabalhistas da
extrema-esquerda e ativistas progressistas, Soros apresentou seu plano para
derrotar George Bush nas eleições presidenciais de 2004.
Participantes incluíram luminares, tais como: o diretor do OSI, Morton Halperin;
a fundadora do EMILY’s List e ativista pró-aborto Ellen Malcolm; o ex-chefe de
gabinete de Clinton, John Podesta; o diretor-executivo do Sierra Club, Carl Pope;
os antigos redatores dos discursos de Clinton, Jeremy Rosner e Robert Boorstin;
o líder trabalhista e ex-conselheiro de Clinton, Steve Rosenthal; e os principais
doadores democratas, como Lewis e Dorothy Cullman, Robert Glaser, Peter
Lewis e Robert McKay.
O consenso entre os presentes foi que a participação dos eleitores,
particularmente nos 17 “swing” ou “battleground states” seria a chave para
derrubar o presidente Bush.Steve Rosenthal eEllen Malcolm, CEO e presidente,
respectivamente, de um recém-formado, porém pouco financiado grupo de
registro de eleitores chamado America Coming Together (ACT), sugeriram que
os eleitores em “swing states” deveriam ser recrutados e mobilizados o mais
breve possível. Concordando, Soros disse a eles que ele daria, pessoalmente,
US$ 10 milhões ao ACT para ajudar a maximizar sua efetividade. Alguns outros
participantes prometeram dar ao incipiente grupo elevadas somas em dinheiro:
o amigo bilionário de Soros, Peter Lewis, presidente do Progressive Corporation,
prometeu dar US$ 10 milhões; Robert Glaser, fundador e CEO do RealNetworks,
prometeu US$ 2 milhões; Robert McKay, presidente do McKay Family
Foundation, comprometeu US$ 1 milhão e os benfeitores Lewis e Dorothy
Cullman prometeram US$ 500.000.
No início de 2004, o núcleo administrativo do Shadow Party de George Soros
estava em ação. Consistia em sete grupos sem fins lucrativos ostensivamente
“independentes”, todos, exceto um, sediados em Washington, D.C. Em muitos
casos, esses grupos compartilhavam finanças, diretores e dirigentes
corporativos; ocasionalmente dividiam até mesmo espaço no escritório.
Os sete grupos eram:
1) America Coming Together (ACT): alavancado pelo financiamento de US$
10 milhões de dólares de Soros, em 2004 o ACT dirigiu o que chamou de
“maior programa de contato com eleitores da história” com mais de 1.400
cabos eleitorais pagos contatando, em tempo integral, potenciais
eleitores, de porta em porta e por telefone.
2) Center For AmericanProgress (CAP): Essa entidade foi criada para servir
como think thank, promovendo idéias esquerdistas e iniciativas políticas.
Em julho de 2003, Soros, entusiasmado com o potencial do Center,
prometeu doar US$ 3 milhões para ajudar a tirar o projeto do papel.
Desde o início, a liderança do CAP contou com uma série de altos
funcionários da administração Clinton. Hillary Clinton previu que a
organização providenciaria “algum capital intelectual novo” para “construir
políticas do século 21, que refletiriam os valores do Partido Democrata.”
Juntos, George Soros e Morton Halperin selecionaram o ex-chefe de
gabinete de Clinton, John Podesta, para servir como presidente do CAP.
Podesta disse que seu objetivo era construir o CAP como “um think thank
com esteroides”, apresentando uma “sala de guerra com uma mensagem
direcionada” que “enviaria informações diárias para refutar posições e
argumentos da direita.”
3) America Votes: Essa coalização nacional coordenou os esforços de
muitas organizações “get-out-the-vote” e seus milhares de ativistas
contribuintes. O apoio de Soros ao America Votes continuaria bem depois
de 2004. De fato, ele doaria US$ 2.15 milhões à coalizão no ciclo eleitoral
de 2006, outros US$ 1.25 milhões no ciclo de 2008 e outros US$ 1.25
milhões em 2010.
4) Media Fund: Descrevendo a si próprio como “a maior organização de
serviços de compra de mídia que apoia uma mensagem progressista” nos
Estados Unidos, este grupo produziu e estrategicamente colocou
propaganda política na mídia escrita, eletrônica e televisiva.
5) Joint Victory Campaign 2004 (JVC): Essa entidade de arrecadação de
fundos focou em coletar contribuições, e então, disponibilizá-las ao
America Coming Together e ao Media Fund. Somente em 2004, a JVC
canalizou US$ 19.4 milhões ao primeiro, e US$ 38.4 milhões ao segundo.
Soros deu mais de US$ 12 milhões a JVC, pessoalmente.
6) Thunder Road Group (TRG): Essa consultora política coordenou a
estratégia do America Coming Together, do America Votes e do Media
Fund. Seus deveres incluíram planejamento estratégico, sondagem,
pesquisa de oposição, operações secretas e relações públicas.
7) MoveOn.org: Essa entidade sediada na Califórnia foi a única dos
principais grupos do Shadow Party a não ser uma iniciativa nova. Lançada
em setembro de 1988, o MoveOn é uma rede de ativismo político online
que organiza ativistas em torno de questões específicas, arrecada
dinheiro para candidatos democratas, gera propaganda política e é muito
eficaz no recrutamento de jovens para apoiar os democratas. Em
novembro de 2003, Soros prometeu dar US$ 5 milhões ao MoveOn para
apoiar sua causa.
De acordo com Ellen Malcolm, do America Coming Together (ACT), o
compromisso financeiro que Soros fez a esses grupos do Shadow Party em 2003
“foi um sinal a potenciais doadores que ele observava o que estava acontecendo,
que isso era muito animador e que ele estava por trás disso, esse era o real
objetivo.” Como Byron York observou: “Após Soros se comprometer,
contribuições começaram a surgir.” Sozinhos, ACT e o Media Fund receberam
em torno de US$ 200 milhões, incluindo US$ 20 milhões somente de Soros. Essa
quantidade de dinheiro foi sem precedentes na política americana.
Harold Ickes, que servira como vice do chefe de gabinete de Clinton na Casa
Branca, ajudou a criar todos os principais grupos do Shadow Party, exceto o
MoveOn. A ele também foi confiada a tarefa de fazer essas organizações
funcionarem como uma entidade coesa. Em 2004, o estrategista democrata
Harold Wolfson sugeriu que, por trás da campanha presidencial oficial do
candidato John Kerry, Ickes “é a pessoa mais importante no Partido Democrata
hoje.”
Em acréscimo a esses sete grupos principais, o Shadow Party também incluiu
pelo menos outros 30 grupos de ativismo bem estabelecidos da esquerda e
sindicatos que participaram da coalização America Votes. Entre os mais
conhecidos estavam: ACORN; AFL-CIO; AFSCME; American Federation of
Teachers; Association of Trial Lawyers of America; Defenders of Wildlife Action
Fund; EMILY’s List; Human Rights Campaign; League of Conservation
Voters; NAACP; NARAL Pro-Choice America; National Education
Association;People for the American Way; Planned Parenthood; o Service
Employees International Union;Sierra Club.
Conforme o autor Richard Poe, o Shadow Party consistiu em mais de 65
organizações em 2004. O então governador do Novo México, o democrata Bill
Richardson, observou que “estes grupos” foram “cruciais” para o esforço antiBush. “Agora a reforma do financiamento de campanha é lei,” ele disse,
“organizações como estas se tornaram os substitutos do Partido Democrata
nacional.” E nenhum doador investiu mais nestas organizações ou em derrotar
o Presidente Bush, do que George Soros, que contribuiu com US$27.080.105
aos 527 pró-democratas durante o ciclo eleitoral de 2004. O segundo principal
doador foi o bilionário empresário de seguros Peter Lewis,(US$23.997.220),
seguido pelo produtor de Hollywood Stephen Bing (US$13.952.682) e os
fundadores do Golden West Financial Corporation, Herbert e Marion
Sandler (US$13.007.959).
Fracasso e Resiliência: O Nascimento do Democracy Alliance
Quando o Presidente Bush venceu a reeleição em 2004, George Soros estava
devastado, seus investimentos financeiros massivos e os esforços hercúleos de
organização foram todos por nada. Acrescentando o insulto à injúria, os odiados
republicanos mantiveram o controle de ambas as Casas do Congresso.
Enquanto Soros contemplava qual curso de ação ele deveria seguir, a resposta
chegou até ele, de maneira inesperada, na forma do agente político democrata
Rob Stein, ex-chefe de gabinete do Secretário de Comércio, Ron Brown, durante
a administração Clinton.
Durante os dois anos anteriores, Stein estivera ocupado delineando a estratégia
pela qual os democratas poderiam recuperar a supremacia nos braços executivo
e legislativo do governo. Ele começou a trabalhar nessa estratégia logo após os
republicanos ganharem oito assentos na Câmara e dois assentos no Senado nas
eleições de meio de mandato de 2002. Lamentando que estava “vivendo em um
país de partido único (Republicano)”, Stein resolveu estudar o movimento
conservador e determinar a razão pela qual este estava vencendo a guerra
política. Após um ano de análise, ele concluiu que poucas fundações familiares
ricas e influentes, mais notavelmente Scaife, Bradley, Olin e Coors, lideraram a
criação de uma rede de organizações políticas influentes de US$ 300 milhões.
Stein destacou esses fatos em uma apresentação de PowerPoint, intitulada The
Conservative Message Machine Money Matrix,” a qual mapeou, em detalhes
meticulosos, a rede estratégica e as fontes de financiamento do movimento
conservador.
A seguir, Stein partiu para mostrar sua apresentação, principalmente em
reuniões privadas, a líderes políticos, a ativistas e a potenciais doadores
de “big money” para a esquerda. Ele tinha a esperança de inspirá-los a
se juntar a sua cruzada a construir uma nova organização, um centro
financeiro coordenador a ser chamado de Democracy Alliance (DA),
dedicado a contrabalancear os esforços dos financiadores conservadores
e injetar nova vida no movimento progressista. Em cada apresentação,
Stein perguntava ao espectador se ele ou ela concordaria em manter a
matéria do evento em segredo, de forma a dar ao projeto a chance de
ganhar corpo e obter algum impulso sem excessivo escrutínio do público.
Stein apresentou oficialmente o registro corporativo do DA no Distrito de
Columbia, em janeiro de 2005. Mas até aquele ponto, ele mostrara sua
apresentação de PowerPoint a algumas centenas de pessoas. Stein lembra que,
durante aquelas sessões, ele observava constantemente “uma inacreditável
frustração” por grandes doadores democratas que se sentiam irremediavelmente
desconectados uns dos outros, mesmo quando desejavam fazer parte de uma
coalizão estratégica que poderia trabalhar de forma colaborativa e coesa. Isso
foi particularmente verdade para George Soros, portanto, era mais significativo
que Soros abraçasse o conceito de Stein rápida e entusiasticamente.
Em abril de 2005, Soros reuniu setenta milionários e bilionários com idéias
semelhantes, cuidadosamente avaliados em Phoenix, Arizona, para discutir as
idéias de Stein e implementar um plano de ação rapidamente. A maioria dos
participantes concordou que o movimento conservador representava “uma
profunda ameaça ao modo de vida americano.” E, como Soros, um número
considerável deles olhava favoravelmente para a análise e conceito de Stein.
Assim nasceu o Democracy Alliance (DA), um recém-chegado imensamente
importante para o Shadow Party.
Os membros do DA, chamados “parceiros”, incluem tanto indivíduos quanto
organizações. A participação no Alliance é apenas por convite. Esses parceiros
pagam uma taxa inicial de US$ 25.000 e, a partir daí, US$ 30.000 em quotas
anuais. Eles também devem dar pelo menos US$ 200.000 anualmente a grupos
apoiados pelo Alliance. Doadores “despejam”, metaforicamente, essas doações
necessárias em um ou mais daqueles chamados por Rob Stein de “quatro
baldes” de arrecadação: idéias, mídia, formação de lideranças e engajamento
cívico. O dinheiro é então distribuído para cada grupo de esquerda aprovado
em cada categoria.
O Democracy Alliance é conhecido por consistir em dezenas de doadores mas,
historicamente, tem sido bastante sigiloso em relação as suas identidades.
Mesmo assim, o Capital Research Center conseguiu uma compilação dos nomes
de alguns dos mais significantes parceiros, atuais e antigos, do DA (além de
George Soros e Rob Stein). Uma elevada porcentagem deles tem laços
significativos com Soros, que vão além da sua participação no Democracy
Alliance. Em abril de 2005, nenhuma doação fora obtida no encontro do
Democracy Alliance mas,na reunião em Atlanta, três meses depois, os parceiros
ofereceram US$ 39 milhões, do qual um terço viera de George Soros e Peter
Lewis.
Como o Alliance se absteve de fornecer informações sobre suas doações,
somente uma pequena porcentagem de seus donativos são conhecidos do
público. Portanto, é impossível determinar precisamente quanto dinheiro o DA
desembolsou desde seu início. Uma fonte, Simon Rosenberg, membro do
Alliance, afirmou agosto de 2008 que o DA já “canalizou centenas de milhões de
dólares para organizações progressistas.”
Radicalizar a América, Um Estado por Vez: “PLAN” e o Projeto do
Secretário de Estado
Em agosto de 2005, quando o Democracy Alliance estava acabando de sair do
papel, o Open Society Institute de George Soros ajudou a estabelecer outra
organização do Shadow Party, o Progressive Legislative Action Network ou
PLAN. Fornecendo “modelos” de legislação previamente escritos e que refletiam
as agendas da esquerda à legislaturas estaduais, este grupo foi parte integrante
de uma metódica campanha de Soros para mudar políticas americanas e
posturas públicas em favor da esquerda, ganhando um posição no corredores
do poder, Estado por Estado.
Então, em julho de 2006, Michael Kieschnick, parceiro do Democracy Alliance,
colaborou com Becky Bond (que também tinha relações com New Organizing
Institute e Working Assets) e James Rucker (um dos cofundadores do Color of
Change e que servira anteriormente como dirigente de mobilização de bases
para o MoveOn.org Political Action e para o Moveon.org Civic Action) para lançar
a uma nova e importante iniciativa, chamada Secretary of State Project (SoSP),
um acréscimo único ao Shadow Party.
Esse “comitê dos 527” era devotado a ajudar os democratas a vencer as eleições
em estados cruciais, por exemplo, estados nos quais a margem de vitória na
eleição presidencial de 2004 havia sido de 120.000 votos ou menos. Uma das
principais tarefas do secretário de estado é servir como chefe do gabinete
eleitoral que certifica os candidatos, assim como os resultado eleitorais de seu
estado. O titular desse gabinete, então, tem potencial para desempenhar um
papel chave em determinar o vencedor de uma eleição acirrada. Numerosos
parceiros do Democracy Alliance tornaram-se doadores do SoSP. George Soros
era um deles. Em 2008, por exemplo, ele pessoalmente deu US$ 10.000 ao
Project.

Discover The Networks
Traduzido por Luiza Barbosa em 21/07/2020
Artigo original disponível em https://www.discoverthenetworks.org/organizations/shadow-party-sp/

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