O PARTIDO DEMOCRATA

  • AveVeritas - Podcast
  • 8 de fevereiro de 2021

Tradução do artigo de David Horowitz

 

Atualmente, o Partido Democrata é um dos dois maiores partidos nos Estados
Unidos. No espetro político direita-esquerda, atualmente encontra-se à esquerda
do grande Partido Republicano e mais à esquerda do Partido Democrata de
Harry Truman e John F. Kennedy. As palavras “Democracia” e “Democrata” vêm
do grego demos, “o povo” e kratein, “governar”.
O Partido Democrata traça sua origem a partir do Partido Republicano
(inicialmente conhecido como “Partido Democrata-Republicano”), fundado em
1794 por Thomas Jefferson (1801-1809). O Partido Democrata começou a
assumir sua forma moderna durante a Guerra de 1812. Durante a década de
1820, o filho de John Adams, o presidente John Quincy Adams, tornou-se
democrata. Ele sofreu oposição do Democrata-Republicano Andrew Jackson
(1829-37), do Tennessee, cuja facção contrária ao National Bank tornou-se o
núcleo do Partido Democrata.
Entre a metade da década de 1830 até a Guerra Civil, os democratas formaram
o partido majoritário da América. Enquanto isso, o Partido Federalista se
desintegrou, sendo substituído como partido de oposição da América de 1833
até 1856 pelo novo partido cofundado por Adams, os Whigs, dedicado às altas
tarifas e ao protecionismo. O presidente democrata James Polk liderou os
Estados Unidos na guerra contra o México, que incluiu os atuais estados do
sudoeste ao mapa da América.
Em 1856, o novo Partido Republicano mobilizou-se em oposição à escravidão e
lançou seu primeiro candidato à presidência, o senador californiano John C.
Fremont. Quatro anos depois, devido a um cisma partidário que colocou dois
rivais democratas na cédula, o republicano Abraham Lincoln foi eleito presidente
por pluralidade e liderou a União durante a Guerra Civil.
Jeffrey Lord, editor colaborador do The American Spectator e ex-assessor de
Jack Kemp e Ronald Reagan, narrou os seguintes fatos essenciais sobre o
Partido Democrata entre 1800 e a década de 1960:
• Sete presidentes democratas adquiriram escravos entre 1800 e
1861.
• Entre 1840 e 1860, houve 6 plataformas eleitorais do Partido
Democrata em apoio à escravidão.
• De 1868 a 1948, houve 20 plataformas eleitorais do Partido
Democrata em apoio à segregação ou que permaneceram em
silêncio sobre o assunto.
• As infames e racistas “Leis Jim Crow” da era pós Guerra Civil – que
determinavam a segregação em praticamente todos os locais
públicos no Sul – foram aprovadas entusiasticamente por
Democratas.
• Na era pós Guerra Civil, o Partido Democrata e a Ku Klux Klan
tiveram uma estreita relação. O historiador Eric Foner, da Columbia
University, escreveu que a Klan se tornara “uma força militar a
serviço dos interesses do Partido Democrata”. De acordo com o
historiador Allen Trelease, da University of North Carolina, a Klan
serviu como “braço terrorista do Partido Democrata”.
• Democratas se opuseram à 13, à 14 e à 15 Emendas da
Constituição. A 13 abolia a escravidão. A 14 derrubou
efetivamente a decisão Dred Scott, de 1857, proferida pelo tribunal
da Suprema Corte democrata e escravagista, garantindo o devido
processo legal e igual proteção aos ex-escravos. A 15 concedeu
aos americanos negros o direito ao voto.
• Democratas se opuseram à Lei de Direitos Civis de 1866, aprovada
pelo Congresso Republicano sobre o veto do presidente Andrew
Johnson, que havia sido um democrata antes de juntar-se à chapa
republicana de Abraham Lincoln em 1864. A lei concedeu aos
negros o direito de adquirir propriedade privada, assinar contratos,
ajuizar ações e de servir como testemunha em processos.
• Democratas se opuseram à Lei dos Direitos Civis de 1875,
aprovada por um Congresso republicano e tornada lei pelo
presidente republicano Ulysses S. Grant. A lei proibia a
discriminação racial em lugares públicos e em acomodações
públicas.
• Em 1904, a plataforma eleitoral do Partido Democrata usou o termo
“Divisão e Agitação Racial” para condenar os protestos do Partido
Republicano contra segregação e a recusa de concessão ao direito
de voto aos negros. Essa “agitação”, como dito na campanha,
procurava “reviver a morte e ódio raciais e animosidades
segregacionistas em qualquer lugar de nossa pátria comum”, o que
traria “confusão, distração dos negócios e reabertura de feridas
agora felizmente curadas.”
• Entre 1908 e 1920, houve 4 plataformas eleitorais democratas que
ficaram em silêncio sobre questões de segregação, linchamento e
direito ao voto. Em contraste, as plataformas republicanas desses
anos destacaram especificamente os “Direitos do Negro” (1908),
opuseram-se aos linchamentos (em 1912, 1920,1924,1928) e, com
o advento do New Deal, os perigos de tornar os negros “prisioneiros
do Estado”.
• Em 1913, sob direção do presidente democrata Woodrow Wilson,
os democratas segregaram o governo federal.
• A Convenção Democrata de 1924 realizou o que foi apelidado
pelos historiadores como “Klanbake”. Centenas de delegados
presentes eram membros da Ku Klux Klan, que era tão influente
que um posicionamento condenando a violência da Klan foi
firmemente rejeitado. Para celebrar, 10.000 encapuzados fizeram
um grande comício com cruzes em chamas e incitamento à
violência contra negros e católicos.
• Democratas criaram o Federal Reserve Board, aprovaram leis de
bem estar social relativas à infância e ao trabalho, criaram o Social
Security com o New Freedom, de Woodrow Wilson e o New Deal
de FDR. Mas esses programas foram criados como resultado de
um acordo para ignorar a segregação e o linchamento de negros.
• Centenas de autoridades locais, legisladores estaduais,
governadores de estado, congressistas e senadores democratas
foram eleitos como apoiadores da escravidão e da segregação
entre 1800 e 1965.
• Em retorno ao apoio eleitoral, três presidentes democratas após a
Guerra Civil – Grover Cleveland, Woodrow Wilson e Franklin
Roosevelt – concordaram em deixar as questões da segregação e
do linchamento de lado.
• Três quartos da oposição ao Projeto de Lei dos Direitos Civis de
1964 na Câmara dos Deputados eram democratas, como quatro
quintos da oposição no Senado. A oposição incluiu figuras como o
futuro líder democrata do Senado, Robert Byrd de West Virgínia
(um ex-membro da Klan) e o senador Albert Gore Sr., pai de Al
Gore.
• O Comissário de Segurança Pública de Birmingham, Alabama, Bull
Connor – que atiçou cães e mangueiras de incêndio contra
manifestantes pró-direitos civis – foi membro do Comitê Nacional
Democrata e da Ku Klux Klan.
Republicanos venceram a maioria das eleições presidenciais entre 1864 e 1912,
quando um cisma entre o presidente William Howard Taft e o ex-presidente
republicano progressista Theodore Roosevelt dividiram o voto republicano e
levou à eleição e à reeleição do democrata Woodrow Wilson.
Republicanos voltaram ao poder após a Primeira Guerra Mundial mas, durante
a Grande Depressão, iniciada em 1932, foram derrotados em quatro eleições
pelo democrata Franklin Delano Roosevelt (FDR), que construiu sua coalização
do New Deal com liberais e sulistas segregacionistas. No “solid South”,
democratas cresceram em estados de partido único por gerações, e onde os
eleitores “prefeririam votar em um cachorro amarelo” a qualquer candidato do
partido de Lincoln.
Grover Cleveland, que foi presidente dos Estados Unidos por dois mandatos no
fim da década de 1800, disse que libertar escravos não livrou os negros de “suas
imperfeições raciais e deficiências mais do que a cor de sua pele. Eu acredito
que entre os quase nove milhões de negros que se miscigenaram com nossos
cidadãos ainda há uma quantidade enorme de ignorância, uma quantidade triste
de crueldade e uma tremenda quantidade de preguiça e falta de economia”.
Cleveland sugeriu que a segregação não nascera do “preconceito”, mas do
“instinto racial”. Ele elogiou esse “instinto racial” por ter “tolerado a participação
do negro na espoliação e humilhação do Sul” quando “inundado pela perigosa
enchente de indiscriminada, pouco inteligente e amaldiçoado sufrágio dos
negros.” Ele instou seus ouvintes a serem “condescendentes com os
sentimentos e até mesmo preconceitos ou instintos raciais de nossos
compatriotas brancos.”
Norman Thomas, o candidato do Partido Socialista para a presidência dos
Estados Unidos por 6 vezes, em um discurso de 1944, afirmou:
“Os americanos nunca adotarão o socialismo conscientemente. Mas, sob
o nome de ‘liberalismo’, eles adotarão cada fragmento do programa
socialista, até que um dia a América será uma nação socialista, sem saber
como isso aconteceu…Eu não precisarei concorrer como candidato à
presidência pelo Partido Socialista. O Partido Democrata adotou nossa
plataforma.”
FRD morreu em seu escritório em 1945 e foi sucedido por seu vice-presidente
Harry Truman (1945-53), que venceu as eleições em candidatura própria em
1948. Em 1957, congressistas republicanos patrocinaram a legislação pelos
direitos civis, que foi alvo de oposição pelos democratas.Em 1960, o senador
John F. Kennedy (1961-63), de Massachusetts, foi eleito presidente em votação
acirrada, decidida pelo Texas e Illinois, onde historiadores concordam que a
fraude eleitoral do Partido Democrata foi ampla.
Kennedy enviou as primeiras 16.000 tropas para o Vietnã do Sul, algo que seu
predecessor, o presidente republicano Dwight D. Eisenhower se recusara a
fazer. Em janeiro de 2010, no artigo do Wall Street Journal intitulado “The Fall
of the House of Kennedy”, Daniel Henninger apontou o que fora um momento
decisivo para o Partido Democrata 48 anos antes:
“Em 1962, o presidente John F. Kennedy plantou as sementes que
germinaram no Partido Democrata moderno. Naquele ano, John F.
Kennedy assinou o decreto presidencial 10988, permitindo a
sindicalização da força de trabalho federal. Isso mudou tudo no sistema
político americano. O decreto de Kennedy abriu as portas para um
aumento inexorável de sindicalização da força de trabalho em muitos
estados e cidades.”
“Isso, por sua vez, levou a um fantástico crescimento de membros dos
sindicatos de funcionários públicos – The American Federation of State,
County and Municipal Employees (AFSCME), Service Employees
International Union (SEIU) e os professores da National Education
Association.”
“Eles quebraram os bancos públicos. Mais do que isso, eles consolidaram
um sistema de tirar dinheiro das contribuições dos membros e gastá-lo em
campanhas políticas. Com o tempo, isso tornou o Partido Democrata
dependente da administração pública.”
“Eles tornaram-se diferentes do partido de FDR, Truman, Meany e
Reuther. Esse partido estava aliado aos sindicatos industriais
enfraquecidos que, por sua vez, estavam atados a um mundo real de
perdas e lucros.”
“Os estados no Norte e na costa tornaram-se azuis porque azul é a cor
dos sindicatos do setor público. Esse ambiente de taxação e gastos
tornou-se o campo de treinamento para suas políticas.”
Kennedy foi assassinado em Dallas, em 1963, e foi sucedido por seu vicepresidente Lyndon B. Johnson (1963-69). Johnson assinou um marco divisório
nos direitos civis, aprovado no Congresso com alta porcentagem de votos
republicanos, mais do que votos democratas. Johnson também expandiu
significativamente a Guerra de JFK no Vietnã e o recrutamento militar. Em
acréscimo, Johnson expandiu o Estado de Bem Estar Social, do New Deal de
FDR, para o que Johnson chamou de Great Society que, em 2015, teria
destinado um total agregado de 22 trilhões de dólares para programas
assistenciais. Um dia, quando ele estava a bordo do Air Force One, Johson
confidenciou a dois governadores de mesma opinião sobre suas intenções
subjacentes aos programas do Great Society, dizendo: “Eu terei aqueles ***
votando nos democratas pelos próximos 200 anos.” Em suma, ele viu os brindes
governamentais como um meio de comprar a fidelidade de um bloco de eleitores
permanente e sempre dependente do Partido Democrata.
Com um espírito similar, Johnson disse em outra ocasião: “Esses negros estão
ficando muito animados hoje em dia, e isso é um problema para nós, já que agora
eles têm algo que nunca tiveram antes: a força política para apoiar sua ousadia.
Agora temos que fazer algo sobre isso – temos que dar a eles uma coisinha,
apenas o suficiente para acalmá-los, mas não o suficiente para que façam a
diferença.”
O vice-presidente pró guerra, Hubert Humphrey, um liberal de Minnesota, foi
derrotado em 1968 por Richard Nixon. A década de 1960 foi o auge do
movimento radical antiamericano conhecido como New Left. No começo da
década de 70, contudo, a New Left desperdiçou seu capital político e foi um
movimento moribundo. Mas seus adeptos continuaram comprometidos com a
causa, alterando suas táticas de modo a trabalhar dentro do sistema político e
social de um modo que a New Left não havia escolhido fazer anteriormente.
Esses esquerdistas remanescentes incorporaram as táticas de Saul Alinsky,
objetivando a mudança da sociedade pela infiltração inicial de suas principais
instituições – as escolas, a mídia, as igrejas, a indústria do entretenimento, os
sindicatos e os três braços do governo – e, então, implementando políticas a
partir dessas posições de poder.
Notavelmente, os ex-membros da New Left encontraram um lar no Partido
Democrata, como evidenciado na nomeação de George McGovern como
candidato democrata em uma plataforma antiguerra que classificava o
envolvimento militar no Sudeste da Ásia como uma aventura imperialista imoral.
Embora McGovern houvesse perdido em 49 de 50 estados na eleição de 1972,
ele e os radicais contrários a guerra que se reuniram em sua campanha levaram
o Partido Democrata dramaticamente para a esquerda.
Através de sua ascensão política dentro do Partido Democrata, a New Left, em
um sentido político, efetivamente matou os liberais clássicos de centro que
vigorosamente se opuseram ao totalitarismo comunista. Após cumprir esse
parricídio, a New Left ocupou o cadáver do liberalismo autêntico (ex., o Partido
Democrata) e se apropriou do nome “liberalismo.” Uma invasão em junho de
1972 no quartel-general do Partido Democrata no complexo Watergate por
agentes conectados com a Casa Branca de Nixon, levou a um escândalo que foi
capitalizado pelos democratas, eventualmente forçando a renúncia de Nixon.
Oito de onze promotores especiais que derrubaram Nixon eram membros do
círculo interno dos irmãos Kennedy e serviram em suas equipes. O senador Ted
Kennedy foi o presidente do Comitê Judiciário que processou Nixon, que
renunciou em 1974 para evitar um impeachment formal pela Câmara controlada
pelos democratas. O sucessor nomeado por Nixon, o vice-presidente Gerald
Ford, foi derrotado na eleição presidencial de1976 pelo governador da Georgia,
Jimmy Carter (1977-81).
Durante o único mandato presidencial de Carter, a inflação subiu a nível de dois
dígitos. Carter retirou apoio ao Xá do Irã – cujo governo dera direitos às mulheres
e era um aliado dos EUA – alegando que ele era um violador dos direitos
humanos. A desestabilização de Carter no regime do Xá levou ao regime
islâmico teocrático e radical do Ayatollah Khomeini, em 1979. A derrubada do Xá
induzida por Carter também precipitou a invasão soviética do adjacente
Afeganistão no mesmo ano, o que fortaleceu Osama Bin Laden, líder islamita do
grupo antissoviético de guerrilha Al Qaeda.
Em 1980, os eleitores americanos rejeitaram Carter e elegeram o republicano
Ronald Reagan, que serviu em dois mandatos. Reagan havia sido um
apaixonado democrata pró-New Deal. Explicando seu desencantamento com a
gradual evolução do Partido Democrata a uma organização esquerdista, Reagan
disse: “Eu não deixei o Partido Democrata. O Partido Democrata me deixou.” Ele
foi sucedido na Casa Branca pelo vice-presidente George H.W. Bush.
Em 1992, o presidente Bush foi derrotado pelo governador do Arkansas, Bill
Clinton, que prometeu “acabar com o Estado de Bem-Estar Social como nós o
conhecemos” e chamou a si mesmo de “Novo Democrata.” Ao assumir o cargo,
Clinton imediatamente forçou, por lei, o maior aumento de impostos da história
americana, e o fez com efeito retroativo. Clinton também tentou impor a medicina
socializada por lei – uma medida que, se bem sucedida, teria nacionalizado
totalmente um sétimo da economia americana. Até mesmo a restaurada maioria
democrata no Congresso rejeitou seu plano e se recusou a aprová-lo.
Em 1994, os eleitores varreram os democratas do poder na Câmara e no
Senado. Em 1996, Clinton foi reeleito com menos de 50% de todos os votos. Seu
segundo mandato foi prejudicado por um escândalo e perjúrio que o fizeram o
primeiro presidente americano na história a sofrer impeachment pela Câmara
dos Deputados. Como candidato democrata à presidência em 2000, o vicepresidente de Clinton, Al Gore, perdeu para o republicano George W. Bush. Os
democratas perderam o controle do Senado dos EUA após 18 meses, e
perderam-no novamente na eleição de 2002.
Durante o primeiro mandato de Bush, políticos do Partido Democrata exigiram
que ele aprovasse a Reforma Financeira de Campanha, que reduzia
ostensivamente a influência de contribuidores ricos sobre candidatos políticos.
Mas os democratas incluíram na legislação uma ínfima previsão para os tão
chamados “527”, organizações que permitiriam a radicais extremamente ricos,
como o aliado deles, George Soros, a contribuir ilimitadamente com somas de
dinheiro para partidos e candidatos de sua escolha. Os líderes de uma dessas
organizações do Shadow Party, MoveOn.org, disseram em conjunto após a
eleição de 2004 (na qual o democrata John Kerry perdeu três milhões de voto
para George W. Bush): “Agora é nosso Partido: nós o compramos, nós o
possuímos…”
Em fevereiro de 2005, o Comitê Nacional Democrata (DNC) selecionou como
seu presidente o ex-governador de Vermont e fracassado candidato às primárias
presidenciais de 2004, Howard Dean. Nas eleições de meio de mandato de 2006,
os democratas recuperaram o controle da Câmara dos Deputados e do Senado.
Em 2008, eles aumentaram sua maioria em ambas as casas do Congresso.
Também em 2008, eles tomaram o controle da Casa Branca quando Barack
Obama foi eleito presidente.
A atual facção que controla o Partido Democrata, cujos membros incluem o tão
conhecido “Shadow Party” e seus elementos formadores, chamam a si mesmos
de “democratas progressistas.” Esses mesmos democratas tem uma facção de
extrema-esquerda na Câmara dos Deputados que é formalmente organizada no
Progressive Caucus. Outras facções do Partido Democrata incluem os
seguintes:
Southern Democrats, por antiguidade, costumavam presidir a maioria dos
comitês na Câmara e no Senado, exercendo ainda mais poder do que seus
números indicavam. Todos eram brancos durante a era de domínio pós
democrata, devido ao sucesso em suprimir o direito de voto de afro-americanos
em estados segregados, e a maioria era forte apoiadora de investimentos
militares. No Sul moderno, contudo, a maioria dos eleitores brancos tornou-se
eleitora dos conservadores republicanos, e a maioria dos políticos democratas
são afro-americanos e politicamente à esquerda.
New Democrats são centristas associados com o Democratic Leadership
Council. O mais conhecido desses é Bill Clinton. Outros incluiriam os senadores
Joseph Lieberman e Evan Bayh. O presidente Clinton aprovou a pena de morte,
aprovou a legislação que deixou de reconhecer a previdência social como um
direito, e assinou a lei da North American Free Trade Agreement (NAFTA),
favorecido pelas empresas. New Democrats creem que sobrevivência futura e o
sucesso do Partido Democrata dependem de serem percebidos como o retorno
da esquerda ao centro político.
Facções democratas adicionais orbitam especificamente em grupos de
interesse, como sindicatos e o Congressional Black Caucus. Esses auxiliares
normalmente trabalham em união com o Progressive Caucus. Em 8 de dezembro
de 2009, o ex-presidente do DNC, Howard Dean, disse que a “cooperação” entre
socialistas europeus e o Partido Democrata “intensificou-se significativamente”
nos últimos anos e envolveu “contato regular” no “Congresso, Senado, partido e
fundações.” Ele acrescentou que “esforços têm sido notáveis de ambos os
lados.”
Democratas e a Guerra ao Terror
Quando soldados americanos encontraram inimigos islâmicos fanáticos nos
campos de batalha no Iraque no início de 2003, democratas proeminentes
condenaram o presidente Bush como um enganador que os liderou à guerra
através de “mentiras”; como um destruidor das liberdades americanas; como um
profanador da Constituição; como um usurpador que roubou seu alto cargo;
como arquiteto de uma “guerra desnecessária”; como uma “fraude”; como um
líder que “nos traiu”; e como um presidente que mandou a flor da juventude
americana para terras estrangeiras a fim de enriquecer a si próprio e a seus
amigos. Essas acusações não foram feitas por elementos à margem do espectro
político, mas por líderes nacionais do Partido Democrata, incluindo um expresidente e um candidato à presidência, e três membros do Senado dos
Estados Unidos (entre eles um que uma vez foi candidato à presidência).
Esses ataques ocorreram não após anos de luta no Iraque ou quando alguns
consideraram o resultado um “atoleiro”, mas durante os primeiros mesmos
meses de conflito, quando o conflito mal havia começado. Não fora feitos por
causa de uma guerra a qual os americanos foram forçados ou lançada
clandestinamente sem o consentimento deles, mas uma guerra autorizada por
ambos os partidos políticos. Foram direcionados não apenas a sua conduta, mas
à racionalidade da guerra em si – em outras palavras, à própria justiça da causa
americana.
Apesar de terem aprovado o projeto de lei que autorizava a guerra, os líderes do
Partido Democrata, como a senadora Hillary Clinton, voltaram atrás quando esse
estava em andamento e afirmou que essa era uma “guerra de George Bush”,
não deles. Eles argumentaram que Bush havia decidido remover Saddam
Hussein sozinho, quando o fato era que o presidente democrata, Bill Clinton,
fizera da mudança de regime uma política dos Estados Unidos.
Quatro anos antes de Bush ordenar que as tropas americanas entrassem no
Iraque, Clinton pedira ao Congresso a aprovação do “Iraq Liberation Act,” que
clamava especificamente por uma mudança de regime pela força. A fim de
enfatizar a seriedade com a qual ele considerava Saddam uma ameaça, Clinton
ordenara que militares americanos disparassem mais de quatrocentos mísseis
de cruzeiro em direção ao Iraque. O Iraq Liberation Act autorizou ajuda a
qualquer grupo insurgente que estivesse preparado para derrubar o regime.
Foi ratificado por ambos os partidos políticos – democratas e republicanos – com
apenas um voto dissidente. Mais tarde, em 2002, quando o presidente Bush
pediu ao Congresso autorização para usar a força para retirar Saddam do poder,
a maioria democrata no Senado apoiou o pedido. Quando forças americanas
entraram no Iraque em 19 de março de 2003, uma ampla maioria da liderança
democrata, incluindo o ex-presidente, seus secretários de Estado e de defesa, e
toda a sua equipe de segurança nacional apoiaram a invasão.
Quando regime iraquiano foi derrubado, três semanas depois, a liderança
democrata se juntou à celebração, apesar de alguns dissidentes, como a
deputada Nancy Pelosi, reclamarem que isso custara muito. Em meados de
2003, muitos democratas importantes estavam afirmando que a guerra era
“desnecessária” porque o Iraque “não era uma ameaça.” Eles sustentaram que
a guerra no Iraque era uma guerra de “escolha” e, portanto, era imoral.
Eles afirmaram, sobretudo, que o presidente manipulara a inteligência sobre
armas de destruição em massa iraquianas e, portanto, a premissa da guerra.
Mas cópias do National Intelligence estimam que a decisão do presidente fora
submetida a todo senador democrata que votara contra ou a favor dela. As
descobertas foram confirmadas por agências de inteligência ao redor do mundo,
incluindo as da França, Grã-Bretanha, Rússia e Jordânia. Em outras palavras, o
presidente Bush não poderia ter manipulado a inteligência na qual o voto se
baseava e a guerra foi realmente autorizada.
Na tentativa de fazer da guerra do Iraque uma trama sinistra da administração
Bush, os democratas afirmaram que essa era uma distração da guerra contra
terroristas islâmicos que haviam atacado a América. “A questão é a guerra em
na qual eles nos meteram”, disse Nancy Pelosi ao 60 Minutes logo antes dela se
tornar a presidente da Câmara. “Se o presidente quer dizer que a guerra no
Iraque é uma parte da guerra ao terror, ele não está certo.”
60 Minutes: Você não acha que a guerra no Iraque é, hoje, a guerra ao
terror?
Pelosi: Não. A guerra ao terror é a guerra no Afeganistão.
60 Minutes: Mas você não acha que os terroristas teriam ido ao Iraque
agora?
Pelosi: Eles foram. Os jihadistas no Iraque, mas isso não significa que
permanecemos lá. Eles permanecerão lá enquanto nós estivermos.
60 Minutes: Você quer dizer que, se nós sairmos do Iraque, os terroristas
irão embora?
Pelosi: Sim.
Era julho de 2003, apenas quatro meses depois das forças americanas terem
entrado no Iraque, quando o Partido Democrata lançou seu primeiro ataque total
à credibilidade do presidente e à moralidade da guerra. Os ataques abertos
foram noticiados em um artigo do New York Times: “Os democratas candidatos
à presidência ofereceram hoje um ataque quase unificado à credibilidade do
presidente Bush em sua forma de lidar com a guerra, sinalizando uma mudança
nos ventos políticos ao invocarem agressivamente argumentos evitados pela
maioria desde a queda de Bagdá.”
Enquanto forças americanas combatiam a al-Qaeda e insurgentes do Ba’ath na
capital do Iraque, o Democratic National Committee divulgou um anúncio de
televisão que não focava em vencer aquelas batalhas, mas na própria
legitimidade da guerra. O tema do anúncio era “Read His Lips: President Bush
Deceives the American People.” O alegado engano foram dezesseis palavras
que teriam sido incluídas no discurso do State of the Union proferido por ele no
início do conflito. Essas palavras resumiram um relatório de inteligência britânico,
que alegava que o Iraque teria tentado obter urânio passível de fissão no estado
africano do Níger, indicando assim as intenções (bem-conhecidas) de Saddam
de desenvolver armas nucleares.
O relatório foi subsequentemente confirmado por um comitê bipartidário no
Senado e uma comissão de investigação britânica, mas poucos meses haviam
se passado até que os democratas cobrassem seu preço. Na superfície, os
ataques eram direcionados à credibilidade do presidente por repetir a alegação
britânica. Mas a implicação óbvia era questionar a decisão de ir à guerra – em
outras palavras, lançar dúvidas sobre a credibilidade da causa americana.
Se Saddam não havia procurado urânio passível de fissão no Níger, como
sugerido, então a Casa Branca teria mentido em descrever Saddam como uma
ameaça. No meio de uma guerra e, em face de uma determinada resistência
terrorista no Iraque, os democratas lançaram um ataque sobre a presença
americana no campo de batalha. Isso separou as críticas normais das críticas
das políticas de guerra. O Senador John Edwards, então candidato democrata à
presidência nas eleições de 2004, votara para autorizar a guerra e ainda estava
apoiando-a.
Em entrevista ao The New York Times, ele identificou a importância dos ataques
dos democratas: “O atributo mais importante que qualquer presidente tem é sua
credibilidade – sua credibilidade com o povo americano, com seus aliados e com
o mundo.” Mas, ainda que Edwards tenha dito isso, ele juntou-se ao ataque
democrata, insinuando publicamente que o presidente era um mentiroso que
decepcionara o povo americano na questão mais grave que se possa imaginar.
“Quando as próprias afirmações do presidente são questionadas”- Edwards
explicou ao repórter – “é uma questão muito séria.”
O general Ion Mihai Pacepa foi o oficial de inteligência de mais alta patente a
desertar do bloco soviético durante a Guerra Fria. Em um comentário sobre os
ataques contra o presidente Bush durante a guerra no Iraque, Pacepa lembrou:
“Semear as sementes do antiamericanismo ao desacreditar o presidente
americano foi uma das principais tarefas da comunidade de inteligência do bloco
soviético durante os anos em que eu trabalhei em seus níveis mais altos.”
Nenhum presidente pode mobilizar os recursos de seu país se seu povo não
confia nele ou não crê em sua própria causa. Atacar a credibilidade de um
presidente no meio de uma guerra, sobre um assunto tão ambíguo como um
resumo de dezesseis palavras de um relatório de inteligência aliado, é uma
tentativa de minar a própria guerra.
Durante a Guerra do Vietnã, o General Pacepa escreveu que a inteligência
soviética “espalhou narrativas maliciosas ao redor do mundo, mentindo sobre o
envio de bárbaros soldados do estilo de Gengis Khan por presidentes
americanos ao Vietnã, que violentaram indiscriminadamente, prenderam fios
elétricos a genitais humanos, cortaram membros, explodiram corpos e
arrasaram aldeias inteiras. Esses não foram os fatos. Esses foram nossos
contos, mas…como Yuri Andropov, que concebeu essa guerra de desinformação
contra os EUA, costumava me dizer, pessoas são mais suscetíveis a crer na
baixeza do que na santidade.”
Nem essa campanha soviética para desacreditar os Estados Unidos parou no
Vietnã. Como Pacepa explica: “O objetivo final da nossa ofensiva antiamericana
era desencorajar os Estados Unidos de proteger o mundo contra o terrorismo e
a expansão comunista. Infelizmente, nós conseguimos. Após as forças
americanas se retirarem do Vietnã, os comunistas vitoriosos massacraram dois
milhões de pessoas no Vietnã, Laos e Camboja. Outros milhões tentaram
escapar, mas morreram na tentativa. Essa tragédia também criou uma lacuna na
credibilidade entre a América e o resto do mundo, prejudicando a coesão da
política externa americana, e corrompendo o debate doméstico nos Estados
Unidos.”
Divergência é um direito valorizado e legalmente protegido em uma democracia.
Mas também é um privilégio. O direito de discordar só existe na condição de que
o governo que o garanta seja capaz de se defender contra os inimigos que o
destruiriam. Nenhum baluarte tem sido mais durável ou mais importante à
estabilidade e sobrevivência da ordem democrática americana do que a
solidariedade aos líderes na época de guerra.Um presidente sob ataque
implacável da oposição doméstica tem menos espaço para uma resposta
flexível. Quanto mais severos os ataques, mais limitado seu espaço para
manobras políticas. Se a administração Bush foi lenta para admitir erros na
guerra no Iraque ou tomar medidas corretivas no campo de batalha, os ataques
irrestritos a sua integridade e motivações foram, indubitavelmente, um fator
significante.
As críticas imprudentes dos oponentes da guerra também elevaram o moral do
inimigo. Os democratas ofereceram a uma explicação para o seu abandono de
uma guerra que eles originariamente apoiaram: o presidente era culpado. Mas
essa é uma alegação não se sustentaria nem mesmo pela observação mais
superficial. Entre a invasão do Iraque em março de 2003, a qual os democratas
apoiaram, e seus ataques sobre a legitimidade da guerra, que começou em
junho, três meses depois, não ocorreu nenhum evento no campo de batalha e
nenhuma mudança aconteceu na política da administração da guerra que
explicasse a defecção deles.
O que mudou foram as políticas internas do Partido Democrata, e isso foi
resultado direto da campanha antiguerra organizada pela Esquerda. Por
coincidência, a escalada para a guerra ocorreu nos estágios iniciais das
primárias presidenciais, no inverno e na primavera de 2003. Em junho, a obscura
candidatura de um governador de Vermont chamado Howard Dean, veterano da
esquerda anti-Vietnã, ganhou tanta força que parecia ter se tornado o favorito
para a indicação democrata. Foi esse fato político que precipitou uma reviravolta
na guerra por democratas mais proeminentes, como John Kerry e John Edwards,
que eventualmente obteve a indicação do partido.
Foram os radicais antiguerra na campanha de Dean, não algum evento no
Iraque, que produziram a mudança na posição de democratas proeminentes e,
eventualmente, do Partido Democrata como um todo. Foi a força política do
movimento antiguerra, mais do que qualquer fato sobre a guerra, que explica a
mudança. Democratas acreditam que a Guerra ao Terror começou como um erro
da administração Bush, até mesmo uma invenção do governo Bush, mais do que
uma guerra declarada contra a América por Osama Bin Laden e as forças globais
islamo-fascistas.
Esse foi o tema da célebre declaração que o candidato John Edwards fez em
2007, durante a campanha das primárias presidenciais: “A guerra ao terror é um
slogan projetado apenas para a política,” – afirmou Edwards. “Isso não é uma
estratégia para fazer a América segura. É um adesivo de para-choque, não um
plano.” E mais: “Nós precisamos de um pós Bush, pós 11/09, forças armadas
pós-Iraque focadas na missão de proteger americanos das ameaças do século
21, não usadas inadequadamente para fins ideológicos desacreditados. Ao
enquadrar isso como uma guerra, não temos andado direto para a armadilha que
os terroristas criaram – a de que nós estamos engajados em algum tipo de
choque de civilizações e em guerra contra o Islã.”
O mesmo argumento foi levantado pelo bilionário financiador democrata, George
Soros, um ano antes. Em um artigo do Wall Street Journal, ele explanou que a
guerra ao terror foi “ uma enganosa figura de linguagem [a qual] aplicada
literalmente desencadeou uma guerra real em várias frentes – Iraque, Gaza,
Líbano, Afeganistão, Somália – uma guerra que matara centenas de civis
inocentes e enfureceu milhões ao redor do mundo… . [Nós] só poderemos
escapar disso se nós, americanos, repudiarmos a guerra como uma falsa
metáfora.”Conforme essa visão, George Bush e a América foram responsáveis
pela guerra que o Islã radical lançara contra os Estados Unidos.
* Esta seção (“Democrats and the War on Terror”) foi adaptada de “Party of
Defeat,” da autoria de David Horowitz e Ben Johnson e publicada por
FrontPageMag.com em 11 de abril de 2008.
Democratas e o Socialismo:
Em abril de 2010, o website oficial do Social Democrats USA (SDUSA) revelou
as conexões da organização com o Partido Democrata. Descrevendo a si próprio
como “Partido dentro de um Partido”, SDUSA declarou o seguinte:
“Os social-democratas dos EUA mantiveram o nome Partido Socialista
para a nossa vertente política porque nós somos o partido de Eugene
Debs, Mother Jones, Helen Keller, Carl Sandburg, Norman Thomas, A.
Philip Randolph, Bayard Rustin e milhares de pessoas que trabalharam
para construir os movimentos de direitos civis e sindicais neste país.
Muitas pessoas boas deram suas vidas nesses movimentos”.
“O Partido Socialista, EUA, em 1956, optou por parar de lançar candidatos
próprios, exceto em uma rara ocasião. Durante os anos 60, nós
começamos a trabalhar com o Partido Democrata. É aqui que nossos
aliados no movimento de direitos civis e sindicais trabalharam e continuam
a trabalhar politicamente. Nós estamos orgulhosos do que nós ajudamos
a realizar dentro do Partido Democrata, particularmente a legislação de
direitos civis e os programas contra a pobreza dos anos 60. A luta
continua…”
“Nosso movimento tem estado envolvido com a ala da esquerda do
Partido Democrata desde 1947. Membros do Partido Socialista ajudaram
a fundar o Americans for Democratic Action. ADA é principal organização
“anticomunista e liberal” do país. Estamos orgulhosos de nosso longo
relacionamento com Eleanor Roosevelt, Hubert Humphrey e outros. Nós
estamos ansiosos para forjar um bom relacionamento de trabalho com
nossos colegas democratas da esquerda trabalhista e anti- totalitarismo.”
No final de 2010, o membro do Partido Comunista dos EUA, C.J. Atkins, pediu
que seus camaradas abandonassem o rótulo de “comunista”, assim eles
poderiam trabalhar com mais eficácia dentro do Partido Democrata. Logo depois,
Joe Sims, coeditor da publicação do CPUSA, Peoples World, reconheceu que a
colaboração com os democratas não seria apenas “uma área de engajamento
para aqueles que esperam fazer a diferença,” mas também que algum dia os
comunistas pudessem “capturar” o Partido Democrata totalmente. Em vez disso,
ele advertiu a organização a continuar como uma entidade separada,
trabalhando tanto dentro quando fora do Partido Democrata, conforme as
circunstâncias
Um Partido controlado por Big Lawyers, Big Labor, Big Green e Big
Billionaires
Em janeiro de 2011, o editor executivo do Washington Examiner, Mark Tapcsott,
enumerou as forças e grupos com especial interesse que atualmente dominam
o Partido Democrata:
“[G]randes advogados…e outros três grupos com interesses especiais –
líderes sindicais, ambientalistas e Big Insiders com bilhões de dólares em
riqueza pessoal e em subsídios de fundações – ditam, em conjunto, o que
os democratas podem ou não apoiar em muitas questões-chave de
políticas públicas…Esses quatro grupos fornecem a maior parte do
financiamento e empregados de campanha, conhecimento político e de
políticas, apoio legal e regulatório, e comunicações estratégicas para o
Partido Democrata. Consequentemente, a maioria dos democratas é
prisioneira de uma restrita agenda de constante crescimento do
orçamento governamental, regulações e taxações, a qual influenciou a
agenda do Partido Democrata e o levou a extrema-esquerda da América
mainstream. Esses interesses especiais usaram o poder da bolsa para
cooptar a agenda do Partido Democrata, diante de uma campanha de
contribuições e gastos independentes.”
*A Plataforma Democrata Apoia Abortos financiados pelos
contribuintes:*
Em 4 de setembro de 2012, o Weekly Standard noticiou:
“O Partido Democrata oficialmente irá adotar uma posição extrema na
questão do aborto na terça. De acordo com um documento da plataforma,
que foi disponibilizado online pouco antes da meia-noite de domingo, ‘O
Partido Democrata apoia forte e inequivocadamente Roe v. Wade e o
direito das mulheres de tomar decisões sobre sua gravidez, incluindo o
aborto legal e seguro, independentemente da capacidade de pagamento.’
Essa última parte – ‘independentemente da capacidade de pagamento’ –
é um endosso de abortos financiados pelos contribuintes, uma política que
o presidente Obama apoiou pessoalmente. Obama quer que o Medicaid
pague diretamente por abortos eletivos, e o Obamacare permitirá que
beneficiárias usem subsídios federais para pagar planos de saúde que
arcarão com os custos de abortos eletivos. Conforme uma pesquisa em
Quinnipiac, em 2009, 72% dos eleitores se opõem ao financiamento
público do aborto e 23% o apoiam.
Em outras palavras, o financiamento público do aborto – uma política que
o presidente Obama apoiou ativamente, – é tão impopular quanto proibir
o aborto em caso de estupro, uma política na qual a mídia concentrou
bastante atenção nas últimas duas semanas, a despeito do fato de que
nenhum candidato à presidência a apoia. Em 2012 o Partido Democrata
também apoiou um direito irrestrito ao aborto livre. Conforme a plataforma,
na questão do aborto ‘não há lugar para que políticos ou governos
atrapalhem.’ “
*Linguagem pró Israel é removida da plataforma do Partido Democrata:*
Em 4 de setembro de 2012, o FreeBeacon.com informou o seguinte:
“Várias questões pró Israel têm sido removidas da plataforma do Partido
Democrata em 2008 – Jerusalém, refugiados palestinos e Hamas. A nova
plataforma representa outra mudança dos democratas de Obama em
direção à posição palestina em questões-chave do processo de paz.
Em relação à Jerusalém, a nova plataforma foi alinhada com a política da
administração Obama de não reconhecer Jerusalém como capital de
Israel e apoiar sua divisão. Jerusalém não foi mencionada no programa
de 2012, ao passo que, em 2008 e 2004 as plataformas declararam que
‘Jerusalém é e permanecerá sendo capital de Israel…Deve permanecer
como cidade indivisível e acessível a pessoas de todas as crenças.’ A
administração Obama recusa-se a reconhecer Jerusalém como um ponto
de significativa controvérsia em meses recentes.
Na questão dos refugiados palestinos, o novo documento removeu a
linguagem das plataformas de 2004 e 2008, especificando que os
‘refugiados’ palestinos deveriam se estabelecer em um futuro estado
palestino, não em Israel.
A plataforma de 2004: ‘A criação de um Estado palestino deve resolver a
questão dos refugiados palestinos permitindo que eles se estabeleçam lá,
e não em Israel.’
A plataforma de 2008: O processo de paz ‘deve resolver a questão dos
refugiados palestinos permitindo que eles se estabeleçam lá, não em
Israel.’
A plataforma de 2012 não aborda a questão.
Anteriormente, Obama incorporara os posicionamentos dos palestinos
sobre Jerusalém e suas fronteiras nas políticas de sua administração.
Parece que, com a nova plataforma de seu partido, ele também está
fazendo isso em relação aos refugiados.
A linguagem de 2008 sobre o grupo terrorista Hamas, que atualmente
controla a Faixa de Gaza, também se foi. A plataforma declarou ‘Os
Estados Unidos e seus parceiros do Quarteto devem continuar a isolar o
Hamas até que haja renúncia ao terrorismo, reconhecendo o direito de
Israel à existência e o cumprimento de acordos anteriores.’
A plataforma de 2012 não contém menções ao Hamas.
Antigas plataformas também contêm promessas de manter a ‘qualitativa
superioridade militar’ de Israel na região. A plataforma de 2008, por
exemplo, falou de ‘um compromisso que exige que asseguremos que
Israel mantenha uma vantagem qualitativa para sua segurança nacional
e seu direito à autodefesa.’
A plataforma de 2012 apenas menciona que ‘[a] administração também
tem trabalhado para assegurar a superioridade militar qualitativa de Israel
na região’, sem compromisso de fazê-lo no futuro.”
A plataforma democrata também eliminou a antiga assertiva: “Nós precisamos
de um governo que defenda as esperanças, valores e interesses da classe
trabalhadora, e dê a todos que desejam trabalhar duro a chance de aproveitar
ao máximo seu potencial dado por Deus.”
Democratas reintroduzem referências a Israel e Deus em sua plataforma
política, após clamor público:
Em 5 de setembro de 2012, após muitas críticas públicas ao fato de que
plataforma do Partido Democrata não identificou Jerusalém como capital de
Israel e eliminou qualquer referência a Deus, os democratas alteraram a
plataforma para colocar referências a Jerusalém e a Deus. Os delegados do
partido reunidos em Charlotte, Carolina do Norte, aprovaram duas propostas
após três manifestações de voto e objeções de muitas pessoas no salão da
convenção. A aprovação das propostas requereu uma maioria de dois terços.
Mas cada uma dessas manifestações de voto parecia indicar que os dois lados
estavam praticamente divididos, talvez até que os que se opunham às emendas
superavam os que eram favoráveis. A falta de uma maioria expressiva foi o que
fez o presidente da Convenção Democrata, o prefeito de Los Angeles, Antonio
Villaraigosa, a pedir uma segunda e terceira manifestações de voto. A cada vez,
ficava claro que a maioria de dois terços não existia. No entanto, após a terceira
votação, Villaraigosa anunciou que as propostas haviam sido aprovadas.
A Aliança Democrata-Comunista
Em janeiro de 2015, o presidente do comitê nacional do Partido Comunista dos
EUA, John Bachtell, publicou um ensaio no People’s World declarando que os
comunistas americanos estavam ansiosos para trabalhar com o Partido
Democrata, a fim de avançar em seus objetivos.
Repudiando ex-presidentes que compraram escravos
Em julho de 2015, a pressão do NAACP fez com que o Partido Democrata de
Connecticut votasse, por unanimidade, a remoção dos nomes de Thomas
Jefferson e Andrew Jackson se banquete anual de arrecadação de fundos. A
questão era a queixa da NAACP de que dois ex-presidentes compraram
escravos, assim como o papel de Jackson na remoção de nativos americanos
do sudeste dos Estados Unidos.
Scot X. Esdaile, o líder do NAACP de Connecticut, disse: “Eu aplaudiria os atuais
líderes em Connecticut se dessem o primeiro passo simbólico e se esforçassem
para corrigir os erros do passado. Você não pode consertar todos os erros, mas
eu acho que é um gesto simbólico do nosso apoio ao partido deles.” “Eu vejo
isso como a coisa certa a ser feita” – disse Nick Balletto, primeiro presidente do
ano do partido. “Eu não estava procurando ser um pioneiro ou desencadear uma
tendência que afetaria o resto do país. Esperançosamente, eles seguirão o
exemplo quando virem que é a coisa certa a fazer.”
O apoio ao movimento Black Lives Matter
No verão de 2015, o Democratic National Committee apoiou oficialmente o cada
vez mais violento movimento Black Lives Matter (BLM) cujos membros acusam
a polícia de racismo sistêmico contra os negros e de brutalidade contra suspeitos
negros. Especificamente, os democratas adotaram uma declaração,
condenando os EUA por sua suposta violência policial sistêmica contra afroamericanos.
Um rascunho da declaração do BLM incluía a seguinte mensagem:
VISTO QUE o Partido Democrata acredita no Sonho Americano e na
promessa de liberdade e justiça para todos, e nós sabemos que esse
sonho é um pesadelo para muitas pessoas despojadas de sua dignidade
sob os vestígios da escravidão, Jim Crow e da Supremacia Branca; e
VISTO QUE, nós, o Democratic National Committee, temos
repetidamente apelado à raça e à justiça – desmilitarização da polícia, fim
dos perfis raciais, reforma da justiça criminal, investimentos na juventude,
famílias e comunidades – após Trayvon Martin, após Michael Brown, após
Tamir Rice, após Freddie Gray, após Sandra Bland, após Christian Taylor,
após muitos outros perdidos na inaceitável epidemia de assassinatos
extrajudiciais de homens, mulheres e crianças negras desarmadas nas
mãos da polícia;
VISTO QUE, sem uma reforma sistêmica esse estado de inquietação põe
em risco o bem-estar de nossa democracia e da nossa nação;
RESOLVE-SE, PORTANTO que o DNC se junta a americanos de todo o
país, afirmando que “vidas negras importam” e aos esforços do “say her
name”, para tornar visível a dor de nossos irmãos e irmãs americanas ao
condenarem os assassinatos extrajudiciais de homens, mulheres e
crianças afro-americanos desarmados…
(A campanha “Say Her Name” é uma ramificação do Black Lives Matter que
alega não haver atenção suficiente para mulheres negras vítimas de brutalidade
policial.)
No documento, o DNC também “ renova nossos apelos anteriores à ação e insta
o Congresso a adotar reformas sistêmicas a níveis estadual, local e federal para
proibir a aplicação da lei que cria perfis baseados na raça, nacionalidade, etnia
ou religião, a redução da transferência do excesso de equipamento às
autoridades federais e estaduais (como os veículos e armas de uso militar que
foram usados para policiar civis pacíficos nas ruas de Ferguson, Missouri), e o
apoio a programas de prevenção que ofereçam aos jovens alternativas ao
encarceramento.”
Os delegados do DNC aprovaram a resolução acima no mesmo dia em que o
substituto de um xerife no Texas, branco, foi morto a tiros por um suspeito negro
em um ataque não provocado. No dia seguinte, os manifestantes do Black Lives
Matter marcharam próximos da feira estadual de Minnesota entoando slogans
contra a polícia e carregando cartazes nos quais se liam “Fim da Supremacia
Branca.” Ativistas gritavam “Porcos no cobertor, fritem eles como bacon” – uma
referência a corpos de policiais mortos em sacos – enquanto caminhavam
(protegidos pela polícia) por uma rodovia ao sul da feira.
O escândalo de Joe Biden na Ucrânia
Em agosto de 2006, o filho de Joe Biden, Hunter Biden, lobista de Washington à
época, tornou-se presidente da Paradigm Companies, um grupo de fundos de
investimento especulativo no qual o irmão de Joe Biden também teve um
importante papel.
Em sua posição na Paradigm, Hunter Biden recebia US$1.2 milhões de dólares
ao ano, a despeito do fato dele não ter experiência no setor de fundos de
investimento. Em 2007-08:
(a) Hunter e James Biden foram processados pelo consultor Anthony
Lotito por supostamente enganá-lo quanto as taxas devidas a ele;
(b) Hunter Biden também foi processado por um ex-executivo da
Paradigm por uma suposta compensação não paga.
Em fevereiro de 2014, Hunter Biden foi expulso da Navy Reserve após testar
positivo para uso de cocaína. Dois meses depois, em abril de 2014 – apenas três
semanas após Joe Biden ter visitado a Ucrânia a fim de exortar seu governo a
elevar sua produção de gás natural – Hunter Binden foi nomeado para o
conselho da Burisma Holdings, uma grande companhia de gás natural
ucraniana. A posição lhe garantia US$ 83.000,00 por mês, ainda que ele não
tivesse experiência em assuntos ucranianos ou gás natural.
Também em abril de 2014, oficiais britânicos que estavam investigando
alegações de envolvimento da Burisma em lavagem de dinheiro congelaram
várias contas bancárias de um banco de Londres contendo US$ 23 milhões de
dólares que pertenciam ao proprietário do Burisma, Mykola Zlochevksy.
Em março de 2016 – enquanto o Procurador Geral da Ucrânia, Viktor Shokin,
estava investigando ativamente a suposta corrupção da Burisma – o VicePresidente Biden ameaçou reter US$ 1 bilhão em garantias de empréstimos dos
EUA ao governo ucraniano, a menos que esse concordasse em demitir Shokin
imediatamente. Como a revogação da ajuda americana teria sido devastadora
para a Ucrânia, o presidente Petro Poroshenko cedeu à ameaça e demitiu Shokin
em 29 de março. No momento da demissão de Shokin, ele e outros procuradores
ucranianos estavam no meio da preparação do pedido de inquirição de Hunter
Biden sobre suas atividades e os recursos que ele estava recebendo da Ucrânia.
Mais tarde, em uma declaração juramentada preparada para uma corte
europeia, Shokin testemunhou que lhe haviam dito que a razão de sua demissão
era que Joe Biden estava preocupado com a investigação da Burisma. “A
verdade”- disse Shokin “- é que eu fui forçado a sair porque eu estava liderando
uma ampla investigação sobre a corrupção na Burisma Holdings, uma empresa
de gás natural ativa na Ucrânia e o filho de Joe Biden, Hunter Biden, foi membro
do Conselho de Administração. Em várias ocasiões o presidente Poroshenko me
pediu para analisar o caso contra a Burisma e considerar a possibilidade de
encerrar as investigações sobre essa empresa, mas eu me recusei a encerrar
essa investigação.”
E aqui está como o próprio Joe Biden – em um discurso em janeiro de 2018 no
Council of Foreign Relations – lembrou orgulhosamente de seu próprio papel em
fazer com que Shokin fosse demitido:
“Eu deveria anunciar que havia outra garantia de empréstimo de bilhões
de dólares. Eu havia obtido o compromisso do (presidente ucraniano)
Poroshenko e do (primeiro-ministro) Yatsenyuk de que eles agiriam contra
o Procurador – Geral (Shokin). E eles não o fizeram. Então eles disseram
que tinham – que eles estavam saindo para uma conferência de imprensa.
Eu disse: ‘Nah, eu não vou – ou, nós não vamos dar a vocês os bilhões
de dólares.’ Eles disseram: ‘Você não tem autoridade. Você não é o
presidente. O presidente (Obama) disse’. Eu disse: ‘Estou dizendo a
vocês, vocês não receberão os bilhões de dólares.’ Eu disse: ‘Vocês não
receberão os bilhões. Eu vou sair daqui’. Eu acho que eram cerca de seis
horas. Eu olhei para eles e disse: ‘Eu estou saindo em seis horas. Se o
Procurador não for demitido, vocês não terão o dinheiro.’ Bem, filho da
mãe. Ele foi demitido. E eles colocaram alguém que era confiável na
época.”
Biden afirmou que havia pressionado a Ucrânia para demitir Shokin não porque
o Procurador estava investigando o filho do vice-presidente, mas sim porque o
próprio Shokin era corrupto e incompetente. Mas a narrativa foi desmascarada
pelo jornalista John Solomon que, em setembro de 2019, escreveu:
“Centenas de páginas de memorandos e documentos nunca divulgados –
muitos de dentro do grupo americano que ajuda a Burisma a se livrar de
seus problemas com a lei – conflitam com a narrativa de Biden…Por
exemplo, os representantes legais da Burisma se encontraram com
funcionários ucranianos apenas alguns dias após Biden forçar a demissão
Procurador-Geral do país e ofereceram ‘perdão pela disseminação de
falsas informações por representantes e figuras públicas dos EUA’ sobre
promotores ucranianos, de acordo com um memorando do encontro feito
por um funcionário do governo ucraniano. O esforço para obter esse
encontro começou no mesmo dia em que a demissão do Procurador foi
anunciada. Além disso, o grupo americano da Burisma se ofereceu para
apresentar promotores ucranianos a funcionários da administração
Obama para fazer as pazes, de acordo com esse memorando e os e-mails
internos da equipe jurídica americana.”
“Os memorandos levantam questões problemáticas,” acrescenta
Solomon. “ Se o a demissão do Procurador ucraniano envolve apenas sua
suposta corrupção e inépcia, porque a equipe jurídica americana da
Burisma referiu-se a essas alegações como ‘falsa informação’?(E) se a
demissão não tinha nada a ver com o caso Burisma, como Biden afirmou
inflexivelmente, porque os advogados americanos da Burisma
contatariam o Procurador substituto poucas horas após a demissão e
procurariam urgentemente uma reunião na Ucrânia para discutir o caso?
Após alegações de um “Denunciante”, Biden & Companheiros Democratas
Condenam Presidente Trump por Pedir ao Presidente Ucraniano para
Reabrir o Inquérito que Biden Havia Encerrado em 2016
Em 12 de Agosto de 2019, um “denunciante” não identificado da comunidade de
inteligência apresentou uma denúncia na qual ele expressou sua “urgente
preocupação” em relação a uma conversa entre o Presidente Donald Trump e o
Presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy, no dia 25 de julho de 2019.
Mais importante, disse o informante, Trump havia pedido a Zelenskyy para
investigar se a razão pela qual o Procurador Geral ucraniano, Viktor Shokin,
havia sido demitido em 2016 era resultado de ameaças financeiras e políticas do
então vice-presidente Joe Biden.
Alguns trechos importantes da denúncia do informante:
• “No curso de minhas funções oficiais, eu hava recebido
informações de diversos funcionários do governo dos EUA de que
o Presidente dos Estados Unidos está usando o poder de seu cargo
para solicitar a interferência de um país estrangeiro nas eleições
de 2020 nos EUA. Essa interferência inclui, entre outras coisas,
pressionar um país estrangeiro a investigar um principais
oponentes políticos do Presidente (Joe Biden).”
• “Eu não fui uma testemunha direta da maioria dos eventos
descritos. No entanto, achei os relatos de meus colegas sobre
esses eventos críveis, porque, em quase todos os casos, diversos
funcionários relataram fatos com padrões consistentes entre si.
Além disso, uma variedade de informações consistentes com
esses relatos confidenciais têm sido expostas publicamente.
• “Estou profundamente preocupado que as ações descritas abaixo
constituam ‘um sério e flagrante problema, abuso ou violação de lei
ou decreto presidencial’ que ‘não inclui diferenças de opiniões
referentes a políticas públicas.’…Eu também me preocupo que
essas ações apresentem riscos à segurança nacional dos EUA e
prejudiquem os esforços do governo dos EUA para impedir e
combater a interferência estrangeira nas eleições nos EUA.”
• “No início da manhã de 25 de julho, o Presidente falou por telefone
com o Presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy…. Diversos
funcionários da Casa Branca com conhecimento direto da ligação
me informaram que, após uma troca inicial de gentilezas, o
Presidente usou o restante da chamada para promover seus
interesses pessoais. Especificamente, ele tentou pressionar o líder
ucraniano a adotar medidas para ajudar na reeleição da
candidatura do Presidente em 2020. De acordo com um funcionário
da Casa Branca que teve conhecimento direto da ligação, o
Presidente pressionou o Sr. Mr. Zelenskyy para, entre outras
coisas:
o Iniciar ou continuar a investigação sobre as atividades do
vice-presidente Joseph Biden e seu filho, Hunter Biden;
o Ajudar em um suposta descoberta de que as alegações de
interferência russa nas eleições de 2016 nos EUA se
originaram na Ucrânia, com um pedido específico de que o
líder ucraniano localize e entregue servidores usados pelo
Democratic National Committee (DNC) e examinados pela
empresa de cyber segurança Crowdstrike, dos EUA, a qual
informou inicialmente que hackers russos teriam penetrado
nas redes do DNC em 2016; e
o encontrar ou falar com duas pessoas que o Presidente
nomeou explicitamente como seus enviados especiais
sobre esses assuntos, o Sr. Giuliani e o Procurador Geral
Barr, a quem o Presidente se referiu várias vezes em
conjunto.”
Como o website The Federalist notou: “ A denúncia formal de um ‘informante’
anti-Trump, que alega vários crimes do Presidente Trump, é cheia de fofocas de
terceira mão e falsidades flagrantes…O documento em si é repleto, não de
evidências diretas presenciadas pelo denunciante, mas de referências repetidas
a funcionários anônimos que supostamente falaram com o denunciante.”
Sob as tradicionais normas de denúncia – as quais requerem que os
denunciantes forneçam conhecimento direto e em primeira mão das supostas
ilegalidades– esse “denunciante” não seria capaz de apresentar sua denúncia.
Mas em algum momento entre maio de 2018 e agosto de 2019, a comunidade
de inteligência teria eliminado essa regra secretamente; agora, denúncias
poderiam ser apresentadas até mesmo por indivíduos que apenas teriam “ouvido
algo sobre (ilegalidades) de outras pessoas.”
Quando democratas – falsamente afirmando que Trump havia se envolvido em
uma discussão sobre contrapartidas na qual ele condicionou a ajuda dos EUA a
uma investigação ucraniana de Biden – irromperam com indignação e
prometeram usar a conversa de Trump com Zelenskyy em 25 de julho como
motivo para iniciar um “ procedimento formal de impeachment” contra o
presidente, Trump tornou pública a transcrição da conversa, como tinha sido
transcrita por tomadores de notas na Situation Room da Casa Branca.
Abaixo estão as observações mais dignas de nota feitas por Trump e Zelenskyy
no curso de seu diálogo:
• TRUMP: “Eu direi que (os EUA) fizeram muito pela Ucrânia. Nós
gastamos muito esforço e muito tempo. Muito mais do que países
europeus estão fazendo e eles devem ajudar vocês mais do que nós. A
Alemanha não faz quase nada por vocês. Tudo o que eles fazem é falar
e eu acho que isso é algo sobre o qual vocês realmente deveriam
perguntar a eles. Quando eu estava falando com a Angela Merkel ela
falou sobre Ucrânia, mas ela não faz nada. Muitos países europeus estão
do mesmo jeito, então eu acho que isso é algo que vocês querem ver,
mas os Estados Unidos tem sido muito, muito bons para a Ucrânia. Eu
não diria que isso é necessariamente recíproco porque coisas que não
são boas estão ocorrendo, mas os Estados Unidos tem sido muito, muito
bons para a Ucrânia.”
• TRUMP: “Eu gostaria que você nos fizesse um favor, porque nosso país
tem passado por muita coisa e a Ucrânia sabe muito sobre isso. Eu
gostaria que você descobrisse o que aconteceu com toda essa situação
com a Ucrânia, eles dizem Crowdstrike (uma empresa de tecnologia de
segurança cibernética sediada na Califórnia que ajudou a investigar os
ataques cibernéticos ao Democratic National Committee e associou esses
ataques ao serviço de inteligência russa) … Eu acho que vocês têm uma
das pessoas mais ricas…O servidor, dizem que a Ucrânia está com ele.
Há muitas coisas que aconteceram, toda a situação. Eu acho que você
está se cercando de algumas das mesmas pessoas. Eu gostaria que o
Procurador Geral ligasse para você ou para seu pessoal e eu gostaria que
vocês chegassem ao fundo disso. Como você viu ontem, todo esse
absurdo terminou com desempenho muito ruim de um homem chamado
Robert Mueller, uma performance incompetente, mas eles dizem que
muito disso começou com a Ucrânia. Tudo o que você pode fazer, é muito
importante que você faça se for possível.”
• ZELENSKYY: “Sim, isso é muito importante para mim e tudo que que
você acabou de mencionar mais cedo…Eu garanto como presidente da
Ucrânia que todas as investigações serão feitas de forma aberta e
franca…Isso eu posso assegurar a você.”
• TRUMP: “Bom, porque eu ouvi que você teve um procurador (Shokin)
que foi muito bom e ele foi desligado e isso é realmente injusto. Muitas
pessoas estão falando disso, a forma pela qual eles desligaram um
procurador muito bom e vocês têm algumas pessoas ruins envolvidas. (O
procurador de Trump, Rudolph) Giuliani é um homem altamente
respeitado. Ele foi prefeito de New York City, um grande prefeito, e eu
gostaria que ele ligasse para você. Eu pedirei para ele ligar para você
junto com o Procurador Geral. Rudy sabe muito sobre o que está
acontecendo e ele é um sujeito muito capaz. Se você pudesse falar com
ele seria ótimo. A ex-embaixadora dos Estados Unidos, a mulher, foi uma
problemática e as pessoas com as quais ela lidava eram problemáticas
então eu só quero deixar que você saiba disso.
Outra coisa, há um muita conversa sobre o filho de Biden, que Biden
interrompeu a investigação e muitas pessoas querem descobrir sobre isso
então o que você puder fazer com o Procurador Geral seria ótimo. Biden
se gabou de ter parado a investigação então se você puder investigar
isso…Isso soa horrível para mim.”
• ZELENSKYY: “Eu queria falar com você sobre o promotor. Primeiro de
tudo, eu conheço e entendo a situação. Como conquistamos a maioria
absoluta em nosso Parlamento, o próximo Procurador Geral será 100%
uma pessoa minha, meu candidato, que será aprovado, pelo parlamento
e começará como novo procurador em setembro. Ele ou ela investigará a
situação, especificamente a empresa que você mencionou nessa
questão…”
• TRUMP: “Vou pedir ao Sr. Giuliani para telefonar para você e eu também
vou chamar o Procurador Geral Barr e nós iremos ao fundo disso. Eu
estou certo que vocês descobrirão isso. Eu ouvi que o Procurador foi muito
ameaçado e ele foi um Procurador justo, então boa sorte com tudo.”
Em 8 de outubro de 2019, o jornalista John Solomon informou que um
documento recém-descoberto revelou que funcionários ucranianos na NABU –
uma agência anticorrupção semelhante ao FBI na Ucrânia – abrira uma nova
investigação sobre a Burisma Holdings, a empresa na qual Hunter Biden havia
trabalhado, cinco meses antes da conversa entre os presidentes Trump e
Zelenskyy no dia 25 de julho de 2019. “O governo dos Estados Unidos tinha
informações da inteligência e estava ciente desde fevereiro de 2019 (quando
Petro Poroshenko ainda era presidente da Ucrânia) de que o governo ucraniano
estava planejando reabrir a investigação da Burisma” – disse Solomon – “Isso foi
muito antes do presidente sequer imaginar ter uma conversa por telefone com o
Presidente Zelensky. Essa é uma mudança significativa no cronograma dos
fatos.”
Essa informação, Solomon acrescenta, tinha sido omitida da denúncia
recentemente apresentada contra Trump. A revelação de Solomon foi
monumentalmente significante porque significa que os pedidos de Trump para
uma investigação ucraniana de Biden e da Burisma não teriam mudado nada; a
investigação já estava ocorrendo há cinco meses. Em 10 de outubro de 2019,
soube-se que o denunciante era um analista de carreira da CIA que tinha sido
destacado para o National Security Council na Casa Branca, onde ele trabalhara
com Joe Biden durante seu último mandato como vice-presidente.
Outras Ocasiões Nas Quais Democratas Pressionaram a Ucrânia para
Interferir na Política Americana
Quando o Vice-Presidente Biden pressionou o governo ucraniano para demitir o
Procurador Geral Viktor Shokin em março de 2016, não foi a única vez que, em
anos recentes, um democrata usara sua influência política para interferir na
política ucraniana ou facilitar a interferência ucraniana na política americana.
Como John Solomon escreveu no The Hill, em setembro de 2019:
• “Democratas têm repetidamente exercido pressão sobre a
Ucrânia, um aliado chave dos EUA contra a Rússia, para que se
intrometa na política dos EUA e nas eleições,…(desde) janeiro de
2016, quando a Casa Branca de Obama convidou,
inesperadamente, os principais promotores ucranianos a
Washington para discutir o combate à corrupção no país.
Prometido como treinamento, o encontro tornou-se mais um
pretexto para a administração Obama pressionar os principais
promotores da Ucrânia a abandonar a investigação da empresa de
gás Burisma Holdings, que empregou Hunter Binden e procurar
novas evidências em um caso criminal pendente contra o
presidente da campanha de Trump, Paul Manafort, um lobista do
GOP.”
• “Democratas continuaram a pressionar a Ucrânia por sujeiras de
Trump nas eleições de 2016…. Nellie Ohr, esposa do funcionário
sênior do Departamento de Justiça dos EUA, Bruce Ohr (que
detestava o candidato presidencial Donald Trump), trabalhou em
2016 como contratada da Fusion GPS, a mesma empresa de
pesquisa de oposição financiada por Hillary Clinton que contratou
Christopher Steele, o espião britânico que escreveu o dossiê que
associa Trump a um conluio com a Rússia, agora desmistificado.
Nellie Ohr testemunhou ao Congresso que algumas das sujeiras
sobre Trump que ela encontrou durante sua pesquisa de oposição
na eleição de 2016 vieram de um membro do parlamento
ucraniano. Ela também disse que levou as informações ao FBI
através de seu marido – outro meio pelo qual a Ucrânia se envolveu
na eleição de 2016.”
• “Logo após os promotores ucranianos retornarem de seu encontro
em Washington, uma nova rodada de pressão foi exercida sobre a
Ucrânia – dessa vez através de sua embaixada em Washington.
Valeriy Chaly, o embaixador ucraniano para os Estados Unidos na
época, me confirmou… que, em março de 2016, um contratado do
Democratic National Committee (DNC) pressionou sua embaixada
a tentar encontrar qualquer sujeira da Rússia sobre Trump e
Manafort que pudesse estar nos arquivos de inteligência da
Ucrânia. O contratado do DNC também pediu à equipe de Chaly
para tentarem persuadir o presidente da Ucrânia na época, Petro
Poroshenko, a fazer uma declaração depreciativa sobre Manafort
quando o líder ucraniano visitou os Estados Unidos durante as
eleições de 2016. Chaly disse que sua embaixada recusou ambos
os pedidos porque reconheceu que eram esforços impróprios pedir
que um governo estrangeiro tentasse influenciar as eleições contra
Trump a pedido de Hillary Clinton.”
• “Nazar Kholodnytsky, o procurador-chefe anticorrupção da
Ucrânia, me disse que, logo após ele retornar do encontro em
Washington… Duas altas autoridades divulgaram evidências
secretas para a mídia americana, difamando Manafort.
A divulgação da evidência forçou Manafort a renunciar como
principal conselheiro de campanha de Trump. Um tribunal
ucraniano concluiu (em dezembro de 2018) que a divulgação da
evidência representou uma intervenção ilegal nas eleições dos
EUA pelo governo de Kiev, embora essa decisão tenha sido
anulada por tecnicismo.”
Em uma gravação de áudio de 2016, Artem Sytnyk, diretor do National AntiCorruption Bureau da Ucrânia, pode ser ouvido admitindo que ele estava
tentando impulsionar a campanha de Hillary Clinton sabotando o republicano
Donald Trump. Sytnyk disse na gravação: “Hillary, ela é – como eu posso colocar
isso? Ela pertence à corte de políticos que compõem a hegemonia nos EUA.
Tanto nos EUA quanto no mundo inteiro, certo? Para nós, é…como que…melhor.
Para os americanos…o que Trump está fazendo é melhor para eles.”
Também em 2016, Sytnyk divulgou um “livro negro” contendo informações
concebidas para derrubar o então chefe de campanha de Trump, Paul Manafort.
Sytnyk foi eventualmente julgado e condenado na Ucrânia por interferir na
eleição presidencial americana de 2016. A figura chave que ajudou o Democratic
National Committee (DNC) a se associar com o governo ucraniano em 2016 foi
a assessora do DNC Alexandra Chalupa, que trabalhara previamente no Office
of Public Liaison da Casa Branca durante a administração de Bill Clinton. Em
2016, Chalupa trabalhou diretamente com o embaixador ucraniano nos EUA
para retratar Manafort de forma negativa. A embaixada, por sua vez, trabalhou
em colaboração com repórteres que estavam pesquisando sobre Trump,
Manafort e a Rússia.
O então conselheiro político da embaixada ucraniana, Andrii Telizhenko,
declarou sinceramente que os ucranianos “estavam coordenando uma
investigação sobre Paul Manafort com a equipe de Hillary e Alexandra Chalupa”
e que “a embaixada trabalhou muito próxima a” Chalupa.
Em 2016, em um e-mail a Louise Miranda, do DNC, Chalupa escreveu: “Hey,
muita coisa acontecendo. Eu falei com uma delegação de 68 jornalistas da
Ucrânia noite passada na Biblioteca do Congresso, o fórum Open World Society.
Eles me puseram no programa para falar especificamente sobre Paul Manafort.
Eu convidei Michael Isikoff, com quem tenho trabalhado nas últimas semanas, e
o pus em contato com os ucranianos. Mais amanhã, offline, uma vez que houve
uma importante questão sobre Trump sobre a qual você e Lauren precisam ficar
cientes de que vai estourar nas próximas semanas. Algo no qual estou
trabalhando e sobre o qual você deve ficar alerta.” Em janeiro de 2017,
Politico informou:
“Funcionários do governo ucraniano tentaram ajudar Hillary Clinton e
prejudicar Trump questionando publicamente sua aptidão para o posto.
Eles também espalharam documentos implicando um dos principais
assessores de Trump em corrupção e sugeriram que eles estavam
investigando a questão, apenas para recuar após a eleição. E eles
ajudaram os aliados dos Clinton a pesquisar sobre informações
prejudiciais sobre Trump e seus conselheiros, uma investigação do
Politico descobriu. Um agente ucraniano-americano que fez consultoria
para o Democratic National Committee se encontrou com altos
funcionários da embaixada ucraniana em Washington, em um esforço
para expor as conexões entre Trump, o principal assessor de campanha,
Paul Manafort e a Rússia, conforme pessoas com conhecimento direto da
situação. Os esforços ucranianos tiveram impacto na disputa, ajudando a
forçar a renúncia de Manafort e avançando a narrativa de que a campanha
de Trump estava profundamente associada com o inimigo da Ucrânia no
Leste, a Rússia.”
Em 20 de julho de 2017, em uma carta ao Procurador Geral Adjunto Rod
Rosenstein, o presidente do Judiciary Committee do Senado, Chuck Grassley
(Republicano de Iowa) expressou suas próprias preocupações com os relatos de
que a liderança política da Ucrânia “opôs-se à candidatura de Donald Trump
para presidente dos Estados Unidos e trabalhara com a assessora (Alexandra
Chalupa) do Democratic National Committee para prejudicar sua campanha” em
2016.
“Essa assessora,” escreveu Grassley em um comunicado oficial divulgando a
carta, “supostamente teve vários encontros com funcionários do governo
ucraniano, incluindo funcionários da embaixada, para coordenar a disseminação
de informações incriminadores sobre os funcionários de campanha de Trump.
Parece que essa assessora estava operando para promover os interesses do
Democratic National Committee, a campanha de Clinton e um governo
estrangeiro, o qual teria requerido registro junto o FARA (Foreign Agents
Registration Act).”
Em sua carta para Rosenstein, Grassley, usando notas de rodapé para registrar
as fontes de suas citações, escreveu:
“Conforme novos relatórios, durante as eleições presidenciais de 2016,
‘altos funcionários do governo ucraniano tentaram ajudar Hillary Clinton e
prejudicar Trump’ e o fizeram pela ‘divulgação de documentos implicando
um dos principais assessores de Trump em corrupção e sugeriram que
estavam investigando a questão…’ Funcionários ucranianos
supostamente também ‘ajudaram os aliados de Clinton a pesquisar sobre
informações prejudiciais a Trump e seus assessores.’ No centro desse
plano estava Alexandra Chalupa, descrita por relatórios como uma agente
ucraniana-americana ‘que estava assessorando o Democratic National
Committee’ e supostamente se encontrou com funcionários ucranianos
durante a eleição presidencial com o objetivo expresso de expor supostas
ligações entre o então candidato Donald Trump, Paul Manafort e a
Rússia. Politico também relatou uma história do Financial Times que
citou um político ucraniano, Serhiy Leschenko, dizendo que a candidatura
de Trump fez com que ‘grande parte da liderança política de Kiev fizesse
algo que eles nunca teriam tentado antes: intervir, ainda que
indiretamente, em uma eleição nos EUA.’”
• “Relatórios indicam que o Democratic National Committee
encorajou Chalupa a se relacionar com funcionários da embaixada
ucraniana para ‘obter uma entrevista na qual Poroshenko
(presidente da Ucrânia) pudesse discutir as conexões de Manafort
com (Viktor) Yanukovych’, (que foi presidente da Ucrânia de 2010
a 2014). Chalupa também se encontrou com Valeriy Chaly, o
embaixador ucraniano para os EUA, e Oksana Shulyar, uma das
principais assessoras do embaixador ucraniano em março de 2016,
e dividiu suas supostas preocupações sobre Manafort. Relatórios
afirmam que a razão de sua reunião inicial era ‘organizar a
recepção em junho na embaixada para promover a Ucrânia.’ No
entanto, outro funcionário da embaixada ucraniana, Andrii
Telizhenko, disse ao Politico que Shulyar o instruiu a ajudar
Chalupa com a pesquisa que associa Trump, Manafort e os russos.
Ele teria dito ‘(e)les estão coordenando uma investigação com a
equipe de Hillary sobre Paul Manafort e Alexandra Chalupa’ e que
‘Oksana (Shulyar) estava mantendo tudo isso em segredo…a
embaixada trabalhou muito próxima a’ Chalupa.”
• “As ações de Chalupa parecem revelar que ela estava trabalhando
simultaneamente em nome de um governo estrangeiro, a Ucrânia,
e em nome do DNC e da campanha de Clinton, em um esforço para
influenciar não apenas o voto da população dos EUA, mas os
funcionários do governo dos EUA. De fato, Telizhenko recordou
que Chalupa disse a ele e Shulyar: ‘(s)e nós obtivermos
informações suficientes sobre Paul (Manafort) ou envolvimento de
Trump com a Rússia, ela pode obter uma audiência no Congresso
em setembro.’ Mais tarde, Chalupa se reuniu com funcionários do
escritório da representante democrata Marcy Kaptur para discutir
uma investigação no Congresso. Tal investigação pública não
beneficiaria apenas a campanha de Clinton, mas também
beneficiaria o governo ucraniano, o qual, à época, estava
trabalhando contra a campanha de Trump….
• “Além das evidências aparentes de conluio entre o DNC, a
campanha de Clinton e o governo ucraniano, as ações de Chalupa
implicam o Foreign Agents Registration Act (FARA)…. O FARA
requer que indivíduos se registrem junto ao Justice Department se
atuam, ainda que através de intermediários, ‘como agentes,
representantes, empregados ou servidores’ ou ‘qualquer outra
função’ sob as ordens de um comando estrangeiro, incluindo um
partido político estrangeiro, com o fim de engajamento junto a
funcionários dos Estados Unidos. O registro se aplica a qualquer
um que tente influenciar funcionários do governo dos EUA em
nome de um comando estrangeiro em um esforço para ‘formula(r),
adotar ou altera(r) políticas domésticas ou externas dos Estados
Unidos.”
Ocasiões nas quais democratas tentaram interferir na Política Ucraniana
• Em maio de 2019, a CNN informou que os senadores democratas Robert
Menendez, Richard Durbin e Patrick Leahy escreveram uma carta ao
Procurador Geral da Ucrânia, Yuriy Lutsenko, expressando preocupação
com o encerramento de quatro investigações que eles afirmavam serem
essenciais para a investigação (fracassada) do assessor especial Robert
Mueller sobre o suposto conluio entre Donald Trump e o governo russo
durante a época de eleições presidenciais em 2016.
Em sua carta, os senadores sugeriram que seu apoio à assistência
financeira da Ucrânia pelos EUA dependeria da adesão de Lutsenko as
suas vontades. “ Nós temos apoiado (o) processo de desenvolvimento de
capacidades e estamos desapontados que alguns em (Kiev) possam ter
deixado de lado princípios (democráticos) para evitar a ira do Presidente
Trump,” os senadores escreveram antes de exigir que Lutsenko “reverta
o curso e pare qualquer esforço que impeça a cooperação com essa
importante investigação.”
• Durante um encontro em Kiev, em setembro de 2019, o senador
democrata Chris Murphy (Connecticut) disse ao novo presidente da
Ucrânia , Volodymyr Zelensky, que uma futura ajuda dos Estados Unidos
– a qual Murphy descreveu como “o ativo mais importante” da Ucrânia –
poderia ser prejudicada se Zelensky concordasse com os pedidos do
procurador do presidente Trump, Rudolph Giuliani, para investigar
alegações passadas de corrupção envolvendo o filho de John Biden,
Hunter. Essa cooperação com Trump e Giuliani, disse Murphy, seria vista
como uma intromissão nas eleições e seria “desastrosa para as relações
Ucrânia – EUA a longo prazo.” “Eu disse a Zelensky que ele ou seu
governo não deveriam se intrometerna política americana,” disse Murphy
mais tarte ao repórter John Solomon. “Eu o adverti de que o cumprimento
das exigências dos representantes da campanha do Presidente para
investigar um rival político do Presidente (Biden) causaria graves danos
ao relacionamento EUA-Ucrânia.”
A Guerra dos Democratas contra a Liberdade de Expressão
Em abril de 2018, um grupos de senadores democratas procurara punir o Sinclair
Broadcast Group – amplamente visto como uma empresa de mídia
conservadora – a qual (a) consistia em 193 estações de televisão e 614 canais
em 89 mercados em todo o país, e (b) havia anunciado recentemente planos
para adquirir as 42 estações de TV do Tribune Media Company em 33
mercados, uma fusão que, se completada, ampliaria o alcance da Sinclair para
72% de todas as residências americanas. Os doze senadores incluíam o
independente Bernie Sanders e 11 democratas: Tammy Baldwin, Richard
Blumenthal, Cory Booker, Maria Cantwell, Edward Markey, Jeff Merkley, Patty
Murray, Tina Smith, Tom Udall, Elizabeth Warren e Ron Wyden.
Em uma carta ao presidente da Federal Communications Commission (FCC),
Ajit Pai, esses senadores expressaram preocupação sobre o fato de que o
Sinclair havia recentemente exibido um anúncio mostrando seus âncoras locais
lendo um roteiro da empresa exortando a virtude do “jornalismo equilibrado”;
afirmando que “a verdade não é ‘de esquerda ou de direita’ “; enfatizando a
importância de um “compromisso” de informar que “busca a verdade e se esforça
para ser justo, equilibrado e factual”; “ criticando alguns membros da mídia” que
“estavam usando suas plataformas para promover seu próprio viés pessoal e
uma agenda para controlar ‘exatamente o que as pessoas pensam’”; e
condenando “a tendência preocupante de notícias irresponsáveis e com apenas
uma versão, assolando nosso país.”
Vendo o anúncio do Sinclair como uma defesa implícita do Presidente Donald
Trump, que por muito tempo estivera sob forte ataque dos meios de
comunicação em todo o país, os senadores escreveram em sua carta:
“Nós estamos preocupados que a Sinclair esteja engajada em uma
operação sistemática de distorção de notícias que procura prejudicar a
liberdade de imprensa e o robusto localismo e a diversidade de pontos de
vista que é a base de nossas leis nacionais de transmissão.” “Nós temos
fortes preocupações” – eles acrescentaram – “que o Sinclair tenha violado
a obrigação do interesse público inerente à posse de licenças de
transmissão. O Sinclair pode ter violado a política de longa data da FCC
contra licenciados que deliberadamente distorcem notícias ao preparar,
orientar ou falsificar informações.”
Os senadores também exigiram que o FCC suspendesse sua análise sobre a
possível fusão do Sinclair com o Tribune. Em sua resposta, Pai disse que ele
“deveria rejeitar respeitosamente” o pedido dos senadores “em nome do meu
compromisso de proteger a Primeira Emenda e a liberdade de imprensa.” “Eu
entendo que vocês não gostaram ou discordaram do conteúdo de certas
transmissões,” ele acrescentou, “mas eu dificilmente posso crer em uma ação
mais preocupante para a liberdade de expressão do que o governo federal
investigando uma estação de transmissão por causa de uma discordância com
a cobertura de notícias ou a promoção dessa cobertura.”
O Encontro Secreto dos Democratas com o Ministro das Relações
Exteriores do Irã
Em fevereiro de 2020, na Munich Security Conference, vários democratas
membros do Congresso se encontraram secretamente com o Ministro das
Relações Exteriores Iraniano, Mohammad Javad Zarif, sem informar ou obter
aprovação do Departamento de Estado. Um desses democratas, um senador de
Connecticut, Chris Murphy, defendeu suas ações em um post online:
“Eu não tenho desilusões sobre o Irã – eles são nossos adversários,
responsáveis pelo assassinato de milhares de americanos e pelo apoio a
organizações terroristas por todo o Oriente Médio a níveis inaceitáveis.
Mas eu acho que é perigoso não falar com nossos inimigos…A falta de
diálogo deixa as nações supondo quais as intenções do inimigo, e uma
suposição errada por levar a erros catastróficos.” Afirmando que “se não
está indo falar com o Irã, então alguém deve,” Murphy disse que ele: (a)
perguntou a Zarif se as represálias do Irã contra os EUA pelo recente
assassinato do terrorista iraniano, general Qasem Soleimani ,estavam no
fim; (b) disse a Zarif que seria “inaceitável” que grupos no Iraque
associados ao Irã atacassem forças americanas; (c) levantou a questão
de prisioneiros americanos mantidos pelo Irã; e (d) discutiu o recente
aumento de ataques feitos pelos Houthis, um grupo proxy do Irã com base
no Yemen.
Em seu post online, Murphy também disse que “O Congresso é equivalente a
um ramo do governo, responsável junto ao Executivo pela definição da política
externa.” Mas isso não é verdade, como expõe o Clarion Project:
“É por essa razão que Murphy e outros democratas estavam errados em
se encontrar com Zarif….De acordo com a Constituição, é de
responsabilidade do ramo executivo do governo (o presidente) definir a
política externa. É responsabilidade do Senado ratificar tratados (a qual a
administração Obama contornou descaradamente na elaboração do
acordo com o Irã). De fato, há leis nos livros que se referem a tais
reuniões. Promulgado em 1799, o Logan Act proíbe cidadão particulares
de conduzir a diplomacia oficial e faz disso um delito para desautorizar
americanos a negociar com governos em conflito com os EUA.”
“Os EUA romperam relações diplomáticas com o Irã após o Presidente
Trump se retirar do acordo nuclear de 2015 em maio de 2018. Desde
então, a política dos EUA tem sido isolar e quebrar economicamente o Irã
– o principal financiador do terrorismo no mundo – através de ‘uma
campanha de pressão máxima.’”
“Tais encontros, como o de Murphy e outros membros democratas do
Congresso com funcionários do regime iraniano desafiam essa política.
Além disso, eles mandam uma mensagem de desunião – e,
consequentemente, fraqueza – ao Irã.”
Durante essa conferência, ‘Ambos, Murphy e Zarif criticaram a política externa
dos EUA durante uma discussão de duas horas sobre o Oriente Médio,’
informou The Federalist.”
De acordo com The Federalist:
“A reunião de Murphy com Zarif ocorre quando Murphy defendia
encontros não autorizados com líderes estrangeiros e oferecia duras
críticas aos republicanos que enviaram uma carta aberta ao regime
iraniano quando a administração Obama ocultou os detalhes de um
acordo nuclear com o adversário do Oriente Médio. Forte defensor do
acordo, Murphy disse que os republicanos estavam ‘prejudicando a
autoridade do presidente.’”
“Em 2017, Murphy também condenou o ex-Conselheiro de Segurança
Nacional, Michael Flynn, após vazamentos anônimos de uma ligação
telefônica entre Flynn e o embaixador russo Sergey Kysylak.”
“Qualquer esforço para prejudicar a política externa de nossa nação – até
mesmo durante o período de transição – pode ser ilegal e deve ser levada
a sério,’ disse ’Murphy na época.”
Incluídos entre os outros democratas que participaram da Munich Security
Conference estão os senadores Robert Menendez de New Jersey e Chris
Van Hollen de Maryland. O ex-senador e Secretário de Estado dos EUA,
John Kerry, também estava lá.
Discover The Networks
Traduzido por Luiza Barbosa em 15/06/20
Artigo original disponível em https://www.discoverthenetworks.org/organizations/democratic-party-dp/

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